segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Meu Pai

Meu pai,
Já foi peão de fazenda nas Minas Gerais.
Meu pai,
Já tocou restaurante no Paraná.
Meu pai,
É pioneiro aqui em Rondonópolis – Mato Grosso.
Meu pai,
Aqui foi arrendatário de terra para cultivar algodão.
Meu pai,
Aqui foi corretor de terra na redondeza.
Meu pai,
Como tal – corretor – fez fortuna.
Meu pai,
Foi amigo dos amigos e hoje não tem nenhum.
Meu pai,
Perdeu tudo confiando nos ‘’amigos’’ das onças.
Meu pai,
Foi sitiante na zona rural e formou muita terra.
Meu pai,
Não foi um bom esposo, mas foi o pai que ele soube ser.
Meu pai,
Foi infiel sendo muito namorador e, ainda pensa que é. (RISO)
Meu pai,
Foi presidente de bairro e muito envolvida na politica.
Meu pai,
Hoje espera a sua partida deste plano...
Meu pai,
Escreveu sua história com bravura e coragem.
Meu pai,
Fez muito a muitos e fez de coração sem ter nada em troca.
Meu pai,
Quem é? É o senhor Manuel Cazuza de Souza hoje com seus 96 anos.
Meu pai...        

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


Imagem e montagem minha:


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vou me embora para livranda

Vou me embora para livranda,
Pois lá, as poesias sãos livres.
Vou me embora para livranda,
Pois lá, os versos são meus.

Vou me embora para livranda,
Pois lá, sou um rei.
Vou me embora para livranda,
Pois lá, não sofrerei.

Vou me embora para livranda,
Pois lá, alguém já me espera.
Vou me embora para livranda,
Pois lá, não tem nenhuma fera.

Vou me embora para livranda,
Pois lá, sim serei feliz.
Vou me embora para livranda,
Pois lá, criarei raiz.

Vou me embora para livranda,
Pois lá, não terá toda essa lambança.
Vou me embora para livranda,
Pois lá, daqui não terei lembrança.

Vou me embora para livranda,
Pois lá, em paz viverei.
Vou me embora para livranda,
Pois lá, a vida rimarei.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

É bem assim que a vida é

É bem assim que a vida é.
É como uma estrada,
Com curvas e retas.
Mas é bem assim que é.

Ela as vezes pode vir,
Com buracos e atoleiro.
Ela assim também vem,
Com subida e decida.

É bem assim que a vida é.
É como uma tempestade,
Totalmente devastadora.
Mas é bem assim que é.

Ela as vezes pode vir,
Plenitudemente longa.
Com as bordas floridas,
Calmamente sentida.

É bem assim que a vida é.
É uma grande aventura,
Com momentos variáveis.
Mas é bem assim que é.

Ela as vezes pode vir,
Colorida e bem suave.
Fazendo das noites,
Instantes inesquecíveis.

É bem assim que a vida é.
Um grande aprendizado,
De todas as coisas vivíveis.
Mas é bem assim que é


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.´


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Este povo Brasileiro

Este povo sofrido,
Ver as desgraças das suas más escolhas.
Este povo misto,
Ver as claras as gargalhadas dos canalhas.

Este povo bonito,
Ver este duro descaso desordenado.
Este povo quieto,
Ver este cruel e desumano retrocesso.

Este povo calado,
Ver a degradação e a destruição do seu sofrido passado.
Este povo ironizado,
Ver pela tela o apagar dos sangues há anos derramados.

Este povo recolonizado,
Ver de mãos atadas a sua soberania do papel ser riscada.
Este povo mal falado,
Verá nas mãos de corruptos a sua gente ser escravizada.

Este povo desvalorizado,
Ver banirem as suas conquistas e seus direitos conquistados.
Este povo massificado,
Ver sua história sendo enterrada e os seus gritos sufocados.

Este povo Brasileiro.
Ver as tapas na cara por parte dos desmandos a sua ruina.
Este povo hospitaleiro,
Ver o cuspir e pisar na sua dignidade ai com a cara fina.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um poeta chamado Bilac

Um poeta chamado Bilac

Os seus versos parnasianos,
De sentidos e rimas perfeitas.
Trouxeram alivio intenso,
As minhas tristezas e angustias.

Num momento de duras duvidas,
Quando eu alto questionava-me.
Bilac em palavras me respondia,
Nas entrelinhas das suas poesias.

Reorganizavas minhas ideias,
Acalmando meus pensamentos.
Eu um lobo rebelde na alcateia,
Escondendo meus lamentos.

No exemplo dos seus lirismos,
Dei vida aos meus amores.
Aprendi nos sentimentalismos,
A expor as duras dores.

Mas também um nacionalista,
Que defendia a nossa bandeira.
De forma bem tradicionalista,
Nas suas ideias voraz e ordeira.

Com ele me tornei um romântico,
Nos meus versos melancólicos.
As vezes sou quase simétrico,
Nos meus amores platônicos.

Deste amigo que não conheço,
Somente os seus versos e rimas.
Que sem nenhum apeteço
Já cumpriu sua longa sina.

Agora fico no meu simbolismo,
Construindo minhas poesias.
Apesar de todo este realismo,
Deste meu amigo Bilac fantasia.

Assim dou sentido a vida,
Escrevendo sempre poesia.
Assistindo a desiludida,
Nesta grande romaria.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Eu gosto de te amar

Eu gosto de beijar sua boca,
Sentir sua língua vasculhar a minha.
Eu gosto de sentir seus lábios,
Com desejo e loucuras tocarem os meus.

Eu gosto quando seu corpo cola no meu,
Com tal e gostosa ternura a me envolver.
Eu gosto quando suas mãos começam,
A pesquisar-me curva por curva a enlouquecer.

Eu gosto de me sentir por ti domado,
Com os seus lábios a me banhar.
Eu gosto quando seu leve gingado,
Me enudencendo a me enfeitiçar.

Ah eu gosto de ouvir ao ouvido,
Besteirinhas de amar.
Eu gosto de te ver dançando,
Sob meu te desejar.

Eu gosto de te saborear nos meus desejos,
Sem qualquer tipo de proibição.
Eu gosto de me entregar aos seus beijos,
Gosto de te amar com emoção.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Meu doce amor

Vou às estrelas um pedido fazer,
Que brilhe naquela linda flor.
Vou nessa ciranda verso tecer,
Para o meu lindo doce amor.

A este amor eu darei todo carinho,
Que loucamente envolve-me.
Meu doce amor com os olhinhos,
Ternamente absorve-me.

Com nosso doce amor sob a luz do luar,
Vendo as estrelas a zombarem.
Neste insano mede de ao luar nos amar,
Em caricias nos tocarem.

Como os lobos famintos em alas,
Em uivos cantam o amor lunar.
Em rimas o poeta sempre falas,
Numa cede louca de só amar.

Em sonhos carnais e veros,
Ao som dos pífaros noturno.
Cantando os amores inversos,
Do sonho vivido diurno.

Te grito meu doce amor,
Na voz ouvida dos anjos.
Sentimento puro de dor,
Nos cantos dos arcanjos.

Ah meu doce amor,
Amor de noite enluarada.
Me molhar de suor,
Como sereno da madrugada.

Um grito de grande explosão,
Que da garganta sai pra fora.
Só por você este louco tesão,
Meu doce amor sinto agora.

É a fonte do nosso viver,
Essa vontade este prazer.
Amor doce a me enlouquecer,
Desta fonte quero sempre beber.

Prefiro dar, calor com amor.
Tiro do meu doce desejo folego,
Que faz de mim um sedutor.
Ai, fico perdido no seu chamego.

Peço-te que faça-me sonhar,
Com toda sua sensualidade.
Pois a ti preciso me revelar,
Só em profunda totalidade.

Tu, eu, e aquela rosa vermelha que te dei,
Rosa que roubei do jardim deste meu sonho,
Do talo que o espinho no qual me machuquei.
O machucado cicatrizou com o seu carinho.

Te ofereci em verdade o meu calor,
Para satisfazer nosso desejo.
Nas vontades que temos neste amor,
Que outro igual não vejo.

Pois juro contigo eu quero viver,
Sem pensar em decepção.
Entre nós deixo tudo acontecer,
Com leveza no coração.

Mas que seja também doce e fogoso,
O nosso encontro carnal.
Como essa ciranda termina gostoso,
Este nosso amor animal.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

A Lua:

Não sei, pois há tempo não vejo o meu eterno amado.
Vivemos um amor dividido, um amor desencontrado.
Aaaah... Sabe este sereno que se parece com o orvalho?
Pois é, são minhas lágrimas que o amanhã e as noites pedem emprestadas...
São prantos que dos meus olhos entre encontros e despedidas são derramados...


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

A saudade

A saudade é isso,
É vestígio de amor.
A saudade é assim,
Uma dor de morrer.
A saudade nos faz,
Chorar de amor.
A saudade se sente,
Assim nas lembranças.
A saudade é querer,
Amar sempre o mesmo amor.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Soneto – Manuscritos

Nos meus versos ficaras dito,
Estes silêncios sentir escritos.
Nas linhas brancas deste peito,
Guardados como manuscritos.

Nestes manuscritos revelo,
O que debate meu coração.
Não deixarei aqui em sigilo,
Essa minha louca emoção.

As mesmas que cura,
Essa sua ausência.
Nessa longa procura,
Pela sua existência.

Mas me perco nas circunstâncias,
Que ela ao longo do tempo produziu.
Entre nós ficou a insana distancia,
Desde o momento que você partiu.

Momento que deixara em conflito,
O coração e a razão em atrito.
Deixando a alma em vil aflito.

Em tudo que aqui eu sinto registro,
Nada muito assim meio sinistro.
Porem o que fica em mim restrito.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Essa raiva - 2

Essa loucura me mata,
Por dentro e por fora.
Loucura de te amar.

Este amor que eu quero,
Deixa-me aqui perdido.
Com o coração a sofrer.

Essa vontade me frustra,
Ao pensar que não a terei.
Levando-me a fechar.

Este desejo me doma,
Com o corpo em chama.
Fazendo-me te querer.

Essa raiva que me assola,
Nessa ânsia desatinada.
De pensar em te perder.

Este insano querer,
Que faz dessa paixão.
Um vulcão em erupção.

Essa verdade que te digo.
Que todos meus dias em versos,
São para te dizer que te amo.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Aspas culpatória

Não me calo por consequência
Deste amor que me ignora.
Que me condena a tal sentencia,
Que me deixa ir embora.

Sem antes recorrer à outra instância,
A defesa deste coração que implora.
Que sofre com a cruel arrogância,
Do frio e injusto abandono lá fora.

Que humilde pede em clemência,
Em voz mansa e simplória.
Que deseja no amar a incumbência,
Do perdão da acusatória.

Que persiste com a insistência,
Com as cruas aspas culpatória.
Que mata o amor na leniência,
De o isolante errar ditatória.

Assim o coração pede sequencia,
Para que a solidão não nos enrola.
Deixando em nós a dura ausência,
Dos argumentos que nos arrola.

No corpo fica a demência,
Dos carinhos de outrora.
Deixando a inconstância,
Do tempo vira a hora.

E os versos sofre interferência,
Neste poema que se finda agora.
Para que não fique a intolerância,
Do sentimento que nele aflora.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Amei

Quando questionar-me se amei-te?
Silencio-me. Pois meus olhos respondem-te.
Amei, amei com um amor louco.
Mas não foi o insuficiente para o seu ego.

Quando pedires provas que eu a amei?
Novamente vou calar-me.
Pois verá visivelmente em meu corpo,
As provas que me cobra.

Quando implorar-me que diga se eu louco amei-te?
Simplesmente fecharei meus olhas,
Para que as lágrimas que ardem em minha face te digam.
E uma vez mais sofrerei por este amor.

Mas quando silenciar-se comtemplando minha dor?
Sentirá a minha angustia causada pela sua ausência,
E começará a ver com clareza sua falta neste amor.
E então se cobrira como o manto das respostas e saberá.

Amei...


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Seja feliz

Seja feliz quando a chuva cair,
Alimentando a natureza.
Seja feliz quando o sol te acorda,
Aquecendo os sonhos.

Seja feliz ao sentir os sabores das frutas.
Que energiza e nutri o corpo.
Seja feliz ao ouvir os pássaros cantar,
Que alegra a alma com seus cantos.

Seja feliz ao passar o tempo,
Que cura as dores e enxuga os prantos.
Seja feliz ao passar o dia.
Que sempre nos ensina algo bom.

Seja feliz com o passar dos anos,
Pois com eles aprendemos a viver.
Seja feliz com o que você é,
Pois só assim saberá que és único.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Cala-te ó min ‘alma

Cala-te ó min ‘alma,
Sufoca essa dor.
Enxuga essa lágrima,
Que derrama em derredor.

Cala-te ó alma sofrida,
Tu que sofre por amar.
Não ver que me machuca,
Com vontade de chorar?

Cala-te ó alma minha,
Se não sente meu ser.
Pois neste meu sonhar,
Já sofre no querer.

Cala-te ó min ‘alma,
Guarde este amor.
Deixe-me na calma,
Deste sorriso encantador.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Voa pássaro voa

Voa pássaro voa.
Voa por entre a superficialidade,
Da minha raiva desta realidade.
Voa pássaro voa.

Voa pássaro voa.
Voa por entre as minhas lágrimas,
Desta dor que ficaram escondidas.
Voa pássaro voa.

Voa pássaro voa.
Voa e me traga o meu amor,
Leve de mim este desamor.
Voa pássaro voa.

Voa pássaro voa.
Traga-me um novo canto,
Expulsa de mim o desalento.
Voa pássaro voa.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Nada

Nada neste momento,
É tão cruel que a dor,
Nada no agora,
É tão sublime que o amor.

Nada neste jardim,
É tão vivas que as flores.
Nada nesta vida,
É tão divina que as cores.

Nada no agora,
Me fará pequeno.
Nada é tão cruel,
Do que o engano.

Nada aqui é tão frio,
Que a solidão.
Nada é tão vivo,
Que essa paixão.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Na poesia

Nela eu não só existo,
Nela eu tenho asas.
Nela eu não só vivo,
Nela eu posso voar.
Nela eu não só grito,
Nela eu tenho lugar.
Nela eu não me omito,
Nela eu sou poesias.

Nela eu não sou mudo,
Nela eu tenho sonhos.
Nela eu sou apenas eu,
Nela eu posso amar.
Nela eu tenho espaço,
Nela eu mato a sede.
Nela eu me torno versos,
Nela eu sou poesia.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A carne é fraca

Ainda que nada neste país mude,
Com tanta muvuca.
Anda há quem essa desculpa use,
A nossa carne é fraca.

Meus queridos companheiros,
Os caras do poder já estão afobados.
São as delações é a ‘’lava jatos’’,
E agora as vacas indo pro brejo.

Senhor alienígena, por favor, me leva.
Já não estão mais aguentando,
Sim senhor eu sei que a carne é fraca.
Mas por que estamos pagando?

E doente só resta ficar chorando,
Ou morrer a mingua na fila do Sus.
Enquanto os amigos do rei gastando,
O nosso que pagamos nos IPTUS.

Irá morar em outro longínquo país,
Caso não morra a democracia.
Pois a impunidade nela não tem raiz,
Na nossa carta magna tem essa garantia.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Carioca

Eu busquei ao longo deste dia,
Transforma-la em poesia.
Em verso ou em melodia,
Nem que seja em fantasia.

Deixei a minha mente te pesquisar,
Para que eu tivesse o que te falar.
Pus-me por hora a te analisar,
Para que eu tivesse o que falar.

Insistir em te desconstruir,
Sem nenhuma má intenção.
Na tentativa de apenas extrair,
Os segredos do seu coração.

Logo que assim descobri,
Comecei assim te desenhar.
A mente em palavras veio a abri,
E pude dessa forma rascunhar:

Em sua essência de mulher,
Guarda um sonho de menina.
Viajar pelo mundo sem medo do que vier.
Sendo soberana em sua vontade como ave de rapina.

Não lhe importa o tempo,
Nos lugares tem seus momentos,
Para se chegar ao topo,
Só precisa-se fugir dos tormentos.

E ser forte nas quedas,
Para do foco não se desviar,
Desabrochando as flores guardadas,
Sempre não tendo medo algum de amar.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Anel no bolso

Guardei um anel no bolso,
Aquele que te prometi.
Quando de longe vi,
Você saboreando outra boca.

Aquele anel que marcaria,
O dia do nosso amor.
Perdeu o sentido quando a vi,
Nos braços de outro.

Guardei no bolso um anel,
Que amarraria nos sonhos.
Quando meu coração se dilacerou,
Por me causar tamanha dor.

Aquele anel que um dia,
Foi o nosso mais doce plano.
Ao perceber que me jogasse ao engano,
Te vendo feliz com o perfume de outro.

Guardei o maldito anel no bolso,
Senti seu peso ferir o meu orgulho.
Ao ver o seu olhar de encanto no dele,
Destruindo aqui dentro o meu mundo.

Aquele anel uma prova seria,
Do meu verdadeiro amor por ti.
Agora dilui-se infinitamente,
Em magoa por tão louco ama-la.

Este anel maldito,
Agora me perturba.
Vive ali exposto,
Ao lado da sua fotografia.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Eu te amo

Eu te imagino num jeito meigo
Eu te espero linda no tempo
Eu te quero nos meus sonhos
Eu te amo como um louco.

Eu te sinto aqui num beijo
Eu te preciso num abraço
Eu te necessito como um doido
Eu te encontro no espaço.

Eu te grito na força dos ventos
Eu te busco na fonte do desejo
Eu te vejo aqui como um anjo
Eu te espero pelo infinito.

Eu te crio e assim me faz vivo
Eu te rabisco no meu desejo
Eu te descrevo nos meus lábios
Eu te absorvo no meu mundo.

Eu te digo assim que te quero
Eu te peço assim em namoro
Eu te procuro nos meus versos
Eu te escrevo no meu livro.

Eu assim te quero
Eu assim te desejo
Eu assim te preciso
Eu assim te AMO.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Coração meu coração

Coração meu coração,
Rogo-te não sofra assim.
Não machuca o peito,
Tenha pena de mim.

Coração meu coração,
Não seja enganador.
Bata forte eu te peço,
Não me deixe em dor.

Coração meu coração,
Não ver que estou triste.
Seja meu fiel amigo,
Sem medo ao amor grite.

Coração meu coração,
Sei que já está cansado.
Não de razão a solidão,
Ela o quer dilacerado.

Coração meu coração,
Não seja um acovardado.
Não se entregue a ilusão,
Deixe-a lá no passado.

Coração meu coração,
Sei ser grande este fardo.
Não se permita a decepção,
Cansei-me de amar calado.

Coração meu coração,
Não seja-me um ingrato.
Eu que recolho seus cacos,
Despedaçados ao chão.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Eu sou

Eu sou um poeta amante,
Que ama, ama e ama.
E acaba aqui sofrendo.

Eu sou sim um deficiente
Que sonha, sonha e sonha.
Mas ainda acredita no amor.

Eu sou pequeno menino,
Que brinca, brinca e pula.
Mas aqui nos meus sonhos.

Eu sou um daqueles apaixonados,
Que canta, canta e chora.
E nunca se entrega ao lamento.

Sou eu menino como aquele manhoso,
Que quer, quer e precisa.
De ao menos um pouquinho de carinho.

Sou eu um simples louco poeta.
Que escreve, escreve e vive.
Em cada linha dos seus versos.

Eu sou um tal Joabe,
Que ama, vive e escreve.
Tudo que ele acredita.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A gaiola

A loucura é uma gaiola,
A liberdade é uma gaiola.
A verdade é uma gaiola,
A vontade é uma gaiola.
A vaidade é uma gaiola,
A natureza é uma gaiola.

O amor é uma gaiola,
O medo é uma gaiola.
O desejo é uma gaiola,
O prazer é uma gaiola.
O querer é uma gaiola,
O egoísmo é uma gaiola.

A loucura é uma liberdade,
Que te trancará numa gaiola.
A verdade é uma vontade,
Que te levará a uma gaiola.
A vaidade é sim natural,
Que produzirá uma gaiola.

O amor é um medo,
Que será uma gaiola.
O desejo é um prazer,
Que virará numa gaiola.
O querer é um egoísmo,
Que acabará numa gaiola.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Grito tremulo

Garimpo na minha alma,
Um tesouro que ninguém ver.
São sentimentos sinceros,
Que resplandece em meu olhar.

Guardo em meu sorrir,
A verdade que não quer calar.
Mesmo que um dia eu me vá,
Nunca deixarei de te amar.

Guardo comigo o que foi belo,
Para sempre eu de ti recordar.
Grito ao vento essa minha dor,
Na esperança de alguém escutar.

Grito assim com a voz tremula,
Eu preciso te sentir e tocar.
Quero que isso logo aconteça,
Antes que o dia venha me acordar.

Mesmo que isso assim não seja,
Serei eu o mais feliz então.
Ainda que ao meu lado não esteja,
Mas a guardarei no coração.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Este sou eu

Este sou eu,
Na minha simplicidade.
Mas este eu,
Também é constante.

Nas minhas buscas,
Pelo verdadeiro amor.
Nas minhas lutas,
Para não sentir dor.

E este eu,
Tem um coração.
E este eu,
Sofre de paixão.

E eu aqui,
Grita por amar,
E eu aqui,
Só sabe te chamar.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Decifrando um sorriso

Gosto deste seu olhar marcante,
Que denota sua força e coragem.
Mas, cada sorriso seu intrigante,
E fico pensativo sem miragem.

Na vontade de vasculhar sua alma,
Interagir-me com os seus medos.
Desvendar o que te faz calma,
Ainda que não construa enredos.

Vou te observando assim de longe,
Amedrontado pela distancia.
Embora sem se der conta frustre-me,
Com essa inocente ausência.

Mas insisto neste entranho sentir afeto,
Como um amigo distante.
Desejando estar sempre por perto,
Para com carinho acolhe-te.

Querendo decifrar o seu sorriso,
Que ora transparece sua alma.
E ora transmuta indeciso,
Diante as insanas incertezas.

Mas fico oculto nessa vontade,
Sem ser um intrometido.
Tentando não mostrar a verdade,
De querer ser só um amigo.

E a cada sorriso seu que eu vejo,
Cheio de cor e cheio vida.
O coração aqui dentro esperançoso,
De nos encontrar sem despedida.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

As minhas mascaras

Não as usos para me esconder,
Nem para me tornas mais forte.
Pois elas nas minhas caras,
A torna assim toda lambida.

As usos para a grande folia,
Que logo vira poesia.
As usos como ponte,
Liberando a magia na mente.

Não as tenho como simples suporte,
Nem como desculpas inerentes.
Pois no grande palco da vida,
Ora são vistas ora são escondidas.

As usos assim, sem tirar onda,
Nem as quero marcas iludidas.
Não deixo que elas me transfigure,
E tire de mim as minhas virtudes.

As minhas mascaras tem vontades,
Que denotam grandes verdades.
Quando tu tiráreis as suas,
Eu logo tirarei as minhas.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

COMUNICADO

Venho ao longo da vida.
Quebrando barreira.
E conquistado espaço.
Pensando sempre em contribuir.
Vou galgando sonhos.
E livrando-me das garras.
Conquistando novos amigos,
Neste mundo virtual.
Vivendo belos amores,
E me apaixonando mais pela vida.
Faço da poesia um diário,
Que componho de pedaço em pedaço.
E assim vou sendo e mostrando,
Que a vida é bela e doce.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


EU APARTIR DE HOJE FAÇO PARTE DA ACADEMIA VIRTUAL DE LETRAS TENDO COMO PATRONO UM DOS GRANDE POETA CONTISTA JORNALISTA NACIONALISTA DA ESCOLA LITERARIA PANESIANA OLAVO BILAC...


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cruél Sentença


Bem... Até que o amor me veja,
Serei um amante as escondidas.
Trilhando sem direção na vida,
Quem sabe um dia feliz eu seja.

Mas... Enquanto isso não aconteça,
Vou buscando uma chama que me arda,
Mesmo que um dia me custe a partida,
Aceitarei silencioso, a cruél sentença.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Novos sonhos novo ano

Este ano que se finda,
Deixou marca.
Houve despedida,
Que fora única.

Dores e lágrimas,
Perdas irreversíveis.
Vidas destruídas,
Por seres insensíveis.

Por ganancias e poder,
Destruíram culturas,
Fizera a face escurecer,
Nas suas loucuras.

Mas é tempo de sonhar,
Novos sonhos neste novo ano.
É tempo de recomeçar,
E deixar para traz o ano velho.

Fazer novos planos,
Programar novas conquista.
Construir novos caminhos,
Dar sentido ao novo poema.

Assim eu quero viver,
Neste novo ano.
Querendo eu assim ser,
Com novo voo.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.