terça-feira, 29 de novembro de 2016

Amor sem Paixão

Não faço amor só por fazer,
Não sei brincar com o coração,
Não quero apenas só sentir prazer,
Não sei lidar com a solidão.

Quero olhar seus olhos e ver,
A dimensão dessa paixão.
Quero nos braços te acolher,
Deixar fluir nossa emoção,

Amor sem paixão...
Não é amor...
É loucura de solidão...
Amor sem paixão...
Não é amor...
É brincadeira de ilusão...

Não quero brincar de faz de conta,
Quero segurar em suas mãos.
Não quero pra você fechar a porta,
Quero sair dessa confusão.

Quero fazer parte da sua vida,
Sem te fazer perde o chão.
Já não quero mais despedida,
Quero te amar sem ilusão.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dueto poético

Doces encontros

Nas correrias dos nossos momentos,
Percebemos tão pouco as coisas.
Seria para aquele instante.
Buscamos em direções erradas,
Aqueles maravilhosos contentamentos.
Dos doces encontros.

O quanto espero perdi a conta,
Talvez não aconteça nesta vida.
Eis que tenho saudades daquilo,
Que nunca vivi, mas posso te ouvir.
A voz que compartilhar sua história,
Conheço o teu sorriso.

História que guardam tantos sorrisos,
Momentos calados, sentimentos em sangria.
Confusa essa verdade.
Mas por tantas loucuras e insanas agonias,
Que as vezes escondo meus risos.
Mas não por maldade.

Não escondas de mim,
Teu sorriso largo, sincero.
É tudo que preciso,
Para que meu verso tenha vida,
Pois te amo, apesar.
De tantos pesares.

Aguarde pelo devido tempo,
Pois só ele esquadrinha as horas.
Não se aflija no momento.
Vivamos somente do agora,
E contemplamos o firmamento.
Não se apresse e espera.


Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta com parceria de: Luiza Senis – a poetisa.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Dueto Poético

Desilusão

Em se tratando de amor,
Combinei com o coração.
Para ele não sentir dor,
E nem sofrer desilusão.
Para ele ser observador,
E não cair em tentação.

Mas esse surdo coração
Se fez de desentendido
Se tomou todo de amores
Sucumbiu à belas palavras
Enfeitando-se de ilusões.

E por conta da sua teimosia,
Acaba assim dilacerado.
Deixando-me nesta agonia,
Os seus pedaços juntando.
E até que entre em sintonia,
Vou aqui sofrendo calado.

Entre a razão e a emoção
Totalmente fragilizado
Lutando pela sensatez
Querendo explodir
Misturando sussurros e gritos
Meu sofrido coração
Resolve bombear meu sangue
E esquecer que sabe amar.

Pois não aguento mais,
Recompor os seus cacos.
Pois não suporto mais,
Vê-lo em estilhaços.
Pois nunca jamais,
Seja do amor um palhaço.

Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta
Em parceria com Carmen Jara – A Poetisa.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

Aaah amar você...

Aaah amar você é bom demais, é uma loucura gostosa.
Amar você me satisfaz.
Amar você me faz viver,
Aaah amar você é caminhar por entre as estrelas.

Aaah como é bom amar você, é como ser eu em tudo.
Amar você é tudo, e de tudo ruins esquecer,
Amar somente você é mergulhar no mar.
Aaah amar você é me sentir um Deus e brincar com o infinito.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Deixe eu te falar a verdade

Não fui formado nas exatas,
Por tanto não dou a mínima para os números.
Não me dou bem com a falsidade,
Porem não me engano e nem me iludo.

Não tenho medo de falar,
Pois quando falo, digo o que penso.
Não me escondo nos batidores,
Pois isso, são exclusivamente para os fracos.

Fui formado nas humanas,
Por isso valorizo o qualitativo.
Gosto de saborear a essência,
Por que nela eu consigo o belo.

Fui aprendendo - e ainda aprendo - na vida,
Que tudo que não for verdadeiro vai embora.
Gosto de cultivar ''flores'' pois elas, apesar dos espinhos,
Expressa em verdade, todas as suas coloridades.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lembranças

A cada lembrança que me molha,
Na lucidez de cada hora.
Trás saudade de outrora,
Na limpidez de todas as lágrimas.

Nesta dor que nunca passa,
Nada faz cessar.
Deixam marcas,
Aqui no tumultuoso pensar.

Onde as raivas logo se misturam,
As essas lágrimas.
E aqui não cessa,
Essa angustia que se transfigura.

Fortifica-se e queima a saudade,
Neste frio silencio.
Mas o acalento,
Com os segundos de serenidade.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe poeta.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

A minha dor

A minha dor.
Essa coisa ruim,
Que só eu sinto.
Isso é fato.

Ela corrói por dentro,
A deixa-me estafado.
Ela vive a me incomodar,
Até tira-me o rumo.

Essa minha dor.
Ela é ingrata,
Não tem dó.
Se deixar, mata.

Mas eu vivo a esconder,
Deixo a mim mesmo o sofrer.
Escondido para ninguém ver,
Essa dor de amar sem ser.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

A lua lá longe

A tarde vai cedendo,
Com o sol em retirada.
Nas ruas o movimento,
De gente apressada.

As estrelas lentamente,
Logo vem brilhando.
E o sereno da noite,
Ao escuro anuviando.

A noite vem chegando,
Sempre acompanhada do luar.
As horas vão passando,
No relógio segundos a girar.

E a lua lá longe aparecendo,
A noite a acalentar.
Um nome vem se alojando,
Em meu pensar.

Nome de alguém que amo,
Que me deixa atordoado.
Nas madrugadas a chamo,
Com o coração acelerado.

Envolvo-me ao sono,
De um amor sonhado,
Que um dia seja dono,
Assim serei lembrado.

Por um amor que amei,
E nunca fui amado.
Aquele beijo que roubei,
No lábio tatuado.

E assim termino meu verso,
Neste exato instante.
Deixando palavras ao vento,
Com a lua lá longe.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Danadura

Quebrei o copo,
Na parede da hipocrisia.
Abrir um buraco,
Na cortina da ignorância.

Vi cair a mascara,
Do insolente egoísmo.
Arranquei a presa,
Do cético individualismo.

Joguei logo fora,
A cesta da arrogância.
Desfiz sem demora,
Da tal de inconstância.

Afirmei a sinceridade,
Nesta insistência.
Na honestidade,
Exercito a paciência.

Por falar a verdade,
Sou logo mal taxado.
E assim sem vaidade,
Vou sempre existindo.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dueto poético - Gentileza.

Te chamei caro poeta
Vamos no verso descrever
Um pouco o porquê de ser gentil
Tão pouco praticado
Dizem ser virtude do passado.

Dizem ser virtude do passado,
Querido companheiro de verso.
Porem muitos confunde essa virtude.
Não se trata de obrigação ser gentil,
Mas é uma vontade instantânea e vil.

Ser gentil é nossa condição
Todos deveriam entender
Que troca de gentileza, deixa.
A vida mais suave e colorida
Porque faz parte da vida.

Ser gentil é – sim – nossa condição,
Assim como ser livre para demonstrá-la.
É como o amar de coração aberto.
As cores são livres, ora leve ora ofuscante.
E o discordar também nos engrandece na vida.


Autores: Everaldo Lisboa & Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quarteto de quadras

Fechei as minhas pálpebras,
Para os meus sonhos chegar.
Logo o sono veio-me acalma,
Mas o sol entrou a me despertar.

O amor me pegou,
E eu me pus a calar.
Pois tão forte me veio,
Que não pude suportar.

Quando em ti,
Me pego logo a pensar.
Eu desejo-te aqui,
Como a onda quer o mar.

E o dia vai passando,
Com essa dor a incomodar.
E eu fico ao relento,
Com ânsia de aqui te amar


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Desespero

Meu Deus,
Veja a minha dor.
Afaste de mim essa raiva,
Antes que ela vire rancor.

Senhor meu pai,
Acalme esse meu peito.
Tranquilize o meu coração,
Antes que ele se petrifique.

Meu pai,
A minha alma está doente.
Tire de mim essa angustia,
Antes que ela me consuma.

Senhor Deus,
Já não suporto mais.
Afaste de mim este desespero,
Antes que seja tarde demais.

Pai, meu senhor,
Mostre-me a minha culpa.
Pois não consigo entender,
O porquê de tanta dor na face.

Pai, essa dor,
Mata-me a cada vez.
Eu busco por resposta,
Não encontro nem vestígio.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Dialogo mudo

Sentei-me na poltrona dos meus pensamentos,
Observei as paredes ali nuas.
Virei-me para os solitários e silenciosos cantos,
Buscando recordações suas.

Deixei pairar no ar os meus chulos lamentos,
Pelas brechas das noites escuras.
Fechei meus olhos longe dos contentamentos,
Guardando apenas as loucuras.

Fiz-me ali diante aquele desalento momento,
Num lugar estranho e frio.
Nada ali depois de ti tinha o mesmo encanto,
Sem o brilho do seu riso.

Nada me foi tão cruel e estranho,
Como a penumbra da dor.
Ali num lugar nulo e enfadonho,
Sem vida e sem cor.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ela

Soneto de quatro:

Eu a procuro sem vaidade,
Numa única verdade ou
Num pedacinho de sonho.

Eu procuro descobri-la,
Num beijo estranho ou
Numa pequena frase.

Eu quero senti-la,
Num abraço apertado ou
Num olhar desatento.

Necessito senti-la,
No calor dourado do sol ou
No prateado véu lunar.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Meu eu

Minha razão indaga: quando?
Minha subjetividade exclama: espera!
Minha alma implora: venha.
Minha ansiedade observa: quem?!

O meu eu pede: eu quero.
O meu desejo deseja: calma.
O meu ser procura: você.
O meu mundo é: nós dois.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Trocadilho

Não se aflige coração.
Pois essa dor que te incomoda,
É a companheira solidão.

Não se acomode solidão.
Pois o lugar que tu procura,
É onde mora a ilusão.

Não se alegre ilusão.
Pois o crime que me acusa,
É de viver essa paixão.

Não se acostume paixão.
Pois o lugar que tu ocupa,
É o meu pobre coração.

Não se desespere coração.
Pois o amor que tu espera,
Logo segurará a sua mão.


Autor: Joabe Tavares Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

A gaiola

A loucura é uma gaiola,
A liberdade é uma gaiola.
A verdade é uma gaiola,
A vontade é uma gaiola.
A vaidade é uma gaiola,
A natureza é uma gaiola.

O amor é uma gaiola,
O medo é uma gaiola.
O desejo é uma gaiola,
O prazer é uma gaiola.
O querer é uma gaiola,
O egoísmo é uma gaiola.

A loucura é uma liberdade,
Que te trancará numa gaiola.
A verdade é uma vontade,
Que te levará a uma gaiola.
A vaidade é sim natural,
Que produzirá uma gaiola.

O amor é um medo,
Que será uma gaiola.
O desejo é um prazer,
Que virará numa gaiola.
O querer é um egoísmo,
Que acabará numa gaiola.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O pássaro da minha alma

O pássaro da minha alma,
É livre como o vento.
Nos momentos em versos,
Nos pensamentos em canto.

Pássaro que voa e revoa,
Sobre meus sentimentos.
Liberta o meu sorriso,
Na fonte do meu desejo.

Pássaro que pousa,
Entre as flores.
Nas perfumadas pétalas,
Das minhas paixões.

O pássaro da minha alma,
Busca um ninho sem dor.
Colorido com folhas de alegria,
Num louco e forte amor.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

*Elisa Flor

UAUUUU!!! QUE COISA LINDA FOI ESTE SARAU GENTE...ESTOU SEM PALAVRAS. QUANTAS INSPIRAÇÕES NUM TEMA TÃO SIMPLES!___ BELÍSSIMOS POEMAS. ESTOU MUITO FELIZ PELA INTERATIVIDADE QUE HOUVE ENTRE OS POETAS! PARABÉNS À TODOS!!! (...)
Bem, ficou muito clara a votação, primeiro, segundo e terceiro lugares. O primeiro lugar vai para o poeta Joabe Tavares de Souza, com o poema " O pássaro da minha alma", o segundo lugar para a poetisa Lace Luiza, com o poema " Pássaros marfins", e o terceiro lugar para a poetisa " Versos Rimas da Alma, com o poema " A menina que roubava sonhos"... parabéns poeta e poetisas!!! VII Sarau do grupo " Poetas dos Quatro Cantos da Terra" https://www.facebook.com/events/1663711627285485/permalink/1665685613754753/?notif_t=event_comment_follow&notif_id=1470023300038408


terça-feira, 26 de julho de 2016

Meu soneto

Aaaah este meu jeito bom de ser,
Este coração bobo meu.
Aaaah esta loucura por amar,
Essa sangria pelo teu.

Aaaah este palhaço esquecido,
Este sorriso que entristeceu.
Aaaah este poeta desesperado,
Este amor que adormeceu.

Aaaah este louco amalucado,
Neste jeito abilolado de querer.
Aaaah este amante apaixonado,
Nesta ânsia de um dia te pertencer.

Aaaah este medo de te dizer,
Que eu não suporto este desprezo seu.
Aaaah esta poesia a gritar,
Que exprimi todos os desejos meus


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 19 de julho de 2016

Tenha coragem

Tenha coragem de dizer que ama,
Não se escoda atrás da insegurança.
Lute pelo que você quer e sente,
Não use como desculpa o medo.

Tenha coragem de olhar nos olhos,
E deixar o momento conduzir seus atos.
Abrace mesmo que haja recusa,
Não se entregue a sentir culpa.

Tenha coragem com as palavras,
Deixe que nelas seus sentimentos fluam.
Se liberte nos seus impensados atos,
Não os entreguem aos cansaços.

Tenha coragem deixe o coração falar,
Não o prenda no seu silencio.
Se desgarre da timidez,
E se entregue ao amor.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.