segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A gaiola

A loucura é uma gaiola,
A liberdade é uma gaiola.
A verdade é uma gaiola,
A vontade é uma gaiola.
A vaidade é uma gaiola,
A natureza é uma gaiola.

O amor é uma gaiola,
O medo é uma gaiola.
O desejo é uma gaiola,
O prazer é uma gaiola.
O querer é uma gaiola,
O egoísmo é uma gaiola.

A loucura é uma liberdade,
Que te trancará numa gaiola.
A verdade é uma vontade,
Que te levará a uma gaiola.
A vaidade é sim natural,
Que produzirá uma gaiola.

O amor é um medo,
Que será uma gaiola.
O desejo é um prazer,
Que virará numa gaiola.
O querer é um egoísmo,
Que acabará numa gaiola.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Grito tremulo

Garimpo na minha alma,
Um tesouro que ninguém ver.
São sentimentos sinceros,
Que resplandece em meu olhar.

Guardo em meu sorrir,
A verdade que não quer calar.
Mesmo que um dia eu me vá,
Nunca deixarei de te amar.

Guardo comigo o que foi belo,
Para sempre eu de ti recordar.
Grito ao vento essa minha dor,
Na esperança de alguém escutar.

Grito assim com a voz tremula,
Eu preciso te sentir e tocar.
Quero que isso logo aconteça,
Antes que o dia venha me acordar.

Mesmo que isso assim não seja,
Serei eu o mais feliz então.
Ainda que ao meu lado não esteja,
Mas a guardarei no coração.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Este sou eu

Este sou eu,
Na minha simplicidade.
Mas este eu,
Também é constante.

Nas minhas buscas,
Pelo verdadeiro amor.
Nas minhas lutas,
Para não sentir dor.

E este eu,
Tem um coração.
E este eu,
Sofre de paixão.

E eu aqui,
Grita por amar,
E eu aqui,
Só sabe te chamar.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Decifrando um sorriso

Gosto deste seu olhar marcante,
Que denota sua força e coragem.
Mas, cada sorriso seu intrigante,
E fico pensativo sem miragem.

Na vontade de vasculhar sua alma,
Interagir-me com os seus medos.
Desvendar o que te faz calma,
Ainda que não construa enredos.

Vou te observando assim de longe,
Amedrontado pela distancia.
Embora sem se der conta frustre-me,
Com essa inocente ausência.

Mas insisto neste entranho sentir afeto,
Como um amigo distante.
Desejando estar sempre por perto,
Para com carinho acolhe-te.

Querendo decifrar o seu sorriso,
Que ora transparece sua alma.
E ora transmuta indeciso,
Diante as insanas incertezas.

Mas fico oculto nessa vontade,
Sem ser um intrometido.
Tentando não mostrar a verdade,
De querer ser só um amigo.

E a cada sorriso seu que eu vejo,
Cheio de cor e cheio vida.
O coração aqui dentro esperançoso,
De nos encontrar sem despedida.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

As minhas mascaras

Não as usos para me esconder,
Nem para me tornas mais forte.
Pois elas nas minhas caras,
A torna assim toda lambida.

As usos para a grande folia,
Que logo vira poesia.
As usos como ponte,
Liberando a magia na mente.

Não as tenho como simples suporte,
Nem como desculpas inerentes.
Pois no grande palco da vida,
Ora são vistas ora são escondidas.

As usos assim, sem tirar onda,
Nem as quero marcas iludidas.
Não deixo que elas me transfigure,
E tire de mim as minhas virtudes.

As minhas mascaras tem vontades,
Que denotam grandes verdades.
Quando tu tiráreis as suas,
Eu logo tirarei as minhas.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

COMUNICADO

Venho ao longo da vida.
Quebrando barreira.
E conquistado espaço.
Pensando sempre em contribuir.
Vou galgando sonhos.
E livrando-me das garras.
Conquistando novos amigos,
Neste mundo virtual.
Vivendo belos amores,
E me apaixonando mais pela vida.
Faço da poesia um diário,
Que componho de pedaço em pedaço.
E assim vou sendo e mostrando,
Que a vida é bela e doce.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


EU APARTIR DE HOJE FAÇO PARTE DA ACADEMIA VIRTUAL DE LETRAS TENDO COMO PATRONO UM DOS GRANDE POETA CONTISTA JORNALISTA NACIONALISTA DA ESCOLA LITERARIA PANESIANA OLAVO BILAC...


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cruél Sentença


Bem... Até que o amor me veja,
Serei um amante as escondidas.
Trilhando sem direção na vida,
Quem sabe um dia feliz eu seja.

Mas... Enquanto isso não aconteça,
Vou buscando uma chama que me arda,
Mesmo que um dia me custe a partida,
Aceitarei silencioso, a cruél sentença.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Novos sonhos novo ano

Este ano que se finda,
Deixou marca.
Houve despedida,
Que fora única.

Dores e lágrimas,
Perdas irreversíveis.
Vidas destruídas,
Por seres insensíveis.

Por ganancias e poder,
Destruíram culturas,
Fizera a face escurecer,
Nas suas loucuras.

Mas é tempo de sonhar,
Novos sonhos neste novo ano.
É tempo de recomeçar,
E deixar para traz o ano velho.

Fazer novos planos,
Programar novas conquista.
Construir novos caminhos,
Dar sentido ao novo poema.

Assim eu quero viver,
Neste novo ano.
Querendo eu assim ser,
Com novo voo.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Tenho dito poucas vezes que eu te amo

Tenho dito poucas vezes que eu te amo.
Eu sou assim, preciso ser provocado,
Nada para mim é mais prazeroso.
Há momento que me pego pensando:
Onde andarás, o que estará fazendo?

Depois de algum tempo,
Implorando carinho.
Tudo fica estranho,
O coração fica compactado.

Passamos a nos sentir rejeitados,
Ou na pior das hipóteses, ignorados.
Uma palavra expressando desejo,
Com doçura e sinceros sentimentos;
Acalenta a alma e aquieta o peito.
Sem a necessidade de ter medo.

Vou buscando nisso uma razão,
Entre as nossas inconstâncias e vazios.
Zoando com os meus próprios degredos,
Esquecendo-me naqueles vãos momentos.
Sem ter o perdão para os meus pecados.

Queres então me consumir como um arauto?
Um ser que só quer amar e se sentir amado?
És cruel com a minha existência, os seus atos.

Eu nessa minha loucura por amar-te, sou recantado.
Um dia, não muito longe, descobrirá o que eu sinto.

Tenho ainda a insana esperança em ser amado,
És a fonte do meu prazer, o que me mantem vivo.

Ainda que me negue este seu bandido amor,
Meus sonhos viverão nesta escuridão aceso.

Onde alimento por ti, o meu maior desejo...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Dueto Poético

De partidas e pousos

Somos de pousos e idas breves
Somos de voos e alegorias de esperas
Somos de esquecidas primaveras,
Desenhadas em fontes, mares rios.
Somos feitos de esperas e passarinhos.
Cravamos o pé na terra,
Brindamos o calor dos ninhos e partimos,
Ao encontro dos sonhos redemoinhos tênues.
Somos de navios, asas e lemes.

Somos as vontades dos desejos,
As loucuras gostosas dos sonhos.
Somos os olhares cheios de ternuras,
O querer extrapolar os sinais.
Somos os momentos proibidos,
As vaidades em quentes fúrias.
Somos tudo o que queremos,
O nada que nos impede de sonhar.
Somos o vento de uma louca paixão,
A leveza das palavras em sussurros.

Temos de flores, as nossas peles tatuadas.
Ardemos em rios, apagamos fúrias de tempestades.
Nossos corpos hoje fartos e ainda tão carentes,
Pousam em nuvens, calam em chamas.
E acendem clareiras ao tempo,
Iluminando verdades.

Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta em parceria com Lia Sena – A poetisa.


As imagens que compõe este cards de abertura é composta com uma imagem do domino publico – Google – um abraço no entardecer na vertical direita e, três belas imagem na coluna a esquerda do cards do fotografo Marcelo Sena filho da Poetisa Lia Sena...


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O melhor de mim - 2

O melhor de mim?
Não está a venda.
Não se aluga.
Nem consigno.
Nem empresto.

O melhor de mim?
É para ser descoberto.
É para ser explorado.
É para ser cultivado.
É para ser conquistado.

O melhor de mim?
Não é negociado.
Não é barganhado.
Não é obscurecido.
Não é manipulado.

O melhor de mim?
Sou eu em mim mesmo.
É o meu amor doado.
São os meus sinceros atos.
É o meu melhor poema.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Dueto poético

Um verbo

Queria uma palavra,
Para um rabisco meu.
Uma que consiga,
Descobrir segredo teu.

Mas palavra, assim tão rara.
É difícil de escrever.
Uma assim, que saiba.
O que há em ti e ainda não sei.

Talvez no teu nome,
Eu encontre-a.
Numa letra que inicie,
Que diga-a.

Ou simplesmente cale.
Fale mais alto,
O aconchego de um abraço.
Ou a tua mão na minha.

Não peça-me,
Dói-me tal pedido.
Pois sinto-te,
Aqui num arrepio.

Que a palavra então consagre,
O que em nós já está explícito?
Ama-me e então descubra,
Corpo e alma a ti confio.

Tu descobriste em verdade,
A ternura que apaga essa dor.
Tu agora no nu desvendaste,
O verbo da minha vaidade “amor!”.


Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta em parceria com Lia Sena – A poetisa.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Amor sem Paixão

Não faço amor só por fazer,
Não sei brincar com o coração,
Não quero apenas só sentir prazer,
Não sei lidar com a solidão.

Quero olhar seus olhos e ver,
A dimensão dessa paixão.
Quero nos braços te acolher,
Deixar fluir nossa emoção,

Amor sem paixão...
Não é amor...
É loucura de solidão...
Amor sem paixão...
Não é amor...
É brincadeira de ilusão...

Não quero brincar de faz de conta,
Quero segurar em suas mãos.
Não quero pra você fechar a porta,
Quero sair dessa confusão.

Quero fazer parte da sua vida,
Sem te fazer perde o chão.
Já não quero mais despedida,
Quero te amar sem ilusão.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dueto poético

Doces encontros

Nas correrias dos nossos momentos,
Percebemos tão pouco as coisas.
Seria para aquele instante.
Buscamos em direções erradas,
Aqueles maravilhosos contentamentos.
Dos doces encontros.

O quanto espero perdi a conta,
Talvez não aconteça nesta vida.
Eis que tenho saudades daquilo,
Que nunca vivi, mas posso te ouvir.
A voz que compartilhar sua história,
Conheço o teu sorriso.

História que guardam tantos sorrisos,
Momentos calados, sentimentos em sangria.
Confusa essa verdade.
Mas por tantas loucuras e insanas agonias,
Que as vezes escondo meus risos.
Mas não por maldade.

Não escondas de mim,
Teu sorriso largo, sincero.
É tudo que preciso,
Para que meu verso tenha vida,
Pois te amo, apesar.
De tantos pesares.

Aguarde pelo devido tempo,
Pois só ele esquadrinha as horas.
Não se aflija no momento.
Vivamos somente do agora,
E contemplamos o firmamento.
Não se apresse e espera.


Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta com parceria de: Luiza Senis – a poetisa.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Dueto Poético

Desilusão

Em se tratando de amor,
Combinei com o coração.
Para ele não sentir dor,
E nem sofrer desilusão.
Para ele ser observador,
E não cair em tentação.

Mas esse surdo coração
Se fez de desentendido
Se tomou todo de amores
Sucumbiu à belas palavras
Enfeitando-se de ilusões.

E por conta da sua teimosia,
Acaba assim dilacerado.
Deixando-me nesta agonia,
Os seus pedaços juntando.
E até que entre em sintonia,
Vou aqui sofrendo calado.

Entre a razão e a emoção
Totalmente fragilizado
Lutando pela sensatez
Querendo explodir
Misturando sussurros e gritos
Meu sofrido coração
Resolve bombear meu sangue
E esquecer que sabe amar.

Pois não aguento mais,
Recompor os seus cacos.
Pois não suporto mais,
Vê-lo em estilhaços.
Pois nunca jamais,
Seja do amor um palhaço.

Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta
Em parceria com Carmen Jara – A Poetisa.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

Aaah amar você...

Aaah amar você é bom demais, é uma loucura gostosa.
Amar você me satisfaz.
Amar você me faz viver,
Aaah amar você é caminhar por entre as estrelas.

Aaah como é bom amar você, é como ser eu em tudo.
Amar você é tudo, e de tudo ruins esquecer,
Amar somente você é mergulhar no mar.
Aaah amar você é me sentir um Deus e brincar com o infinito.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Deixe eu te falar a verdade

Não fui formado nas exatas,
Por tanto não dou a mínima para os números.
Não me dou bem com a falsidade,
Porem não me engano e nem me iludo.

Não tenho medo de falar,
Pois quando falo, digo o que penso.
Não me escondo nos batidores,
Pois isso, são exclusivamente para os fracos.

Fui formado nas humanas,
Por isso valorizo o qualitativo.
Gosto de saborear a essência,
Por que nela eu consigo o belo.

Fui aprendendo - e ainda aprendo - na vida,
Que tudo que não for verdadeiro vai embora.
Gosto de cultivar ''flores'' pois elas, apesar dos espinhos,
Expressa em verdade, todas as suas coloridades.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lembranças

A cada lembrança que me molha,
Na lucidez de cada hora.
Trás saudade de outrora,
Na limpidez de todas as lágrimas.

Nesta dor que nunca passa,
Nada faz cessar.
Deixam marcas,
Aqui no tumultuoso pensar.

Onde as raivas logo se misturam,
As essas lágrimas.
E aqui não cessa,
Essa angustia que se transfigura.

Fortifica-se e queima a saudade,
Neste frio silencio.
Mas o acalento,
Com os segundos de serenidade.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe poeta.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

A minha dor

A minha dor.
Essa coisa ruim,
Que só eu sinto.
Isso é fato.

Ela corrói por dentro,
A deixa-me estafado.
Ela vive a me incomodar,
Até tira-me o rumo.

Essa minha dor.
Ela é ingrata,
Não tem dó.
Se deixar, mata.

Mas eu vivo a esconder,
Deixo a mim mesmo o sofrer.
Escondido para ninguém ver,
Essa dor de amar sem ser.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

A lua lá longe

A tarde vai cedendo,
Com o sol em retirada.
Nas ruas o movimento,
De gente apressada.

As estrelas lentamente,
Logo vem brilhando.
E o sereno da noite,
Ao escuro anuviando.

A noite vem chegando,
Sempre acompanhada do luar.
As horas vão passando,
No relógio segundos a girar.

E a lua lá longe aparecendo,
A noite a acalentar.
Um nome vem se alojando,
Em meu pensar.

Nome de alguém que amo,
Que me deixa atordoado.
Nas madrugadas a chamo,
Com o coração acelerado.

Envolvo-me ao sono,
De um amor sonhado,
Que um dia seja dono,
Assim serei lembrado.

Por um amor que amei,
E nunca fui amado.
Aquele beijo que roubei,
No lábio tatuado.

E assim termino meu verso,
Neste exato instante.
Deixando palavras ao vento,
Com a lua lá longe.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.