segunda-feira, 21 de maio de 2018

A Prima Vera


No calor quente da madrugada,
Entra pela janela, ventos suaves...
Trazendo a alegria já esperada,
No abrir das flores, perfumes...

Ela chega provocante e nua,
Envolvida pelo escuro, desta noite.
Acompanhado pela linda lua,
Com tal loucura, não há quem resiste.

A prima logo me abraça,
Com sua gostosa ternura insana.
Nos meus beijos se enlaça,
Com o seu trejeito de pequena.

Vera é quem assim me prende,
No jardim dos meus sonhos.
De manhã ninguém entende,
O meu ar feliz e risonho.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



terça-feira, 15 de maio de 2018

Como esquecer você


Como esquecer alguém que entrou na nossa vida,
Assim meio que planejadamente?
Como esquecer alguém que quebrou seus medos,
E num esforço se fez claramente?

Como esquecer alguém que se fez sempre presente,
Mesmo quando bateram as duvidas?
Como esquecer alguém que te cativou fielmente,
Mesmo perante as doidas despedidas?

Como esquecer alguém que nunca nos desestimulou,
Mostrando-nos as possibilidades?
Como esquecer alguém que quando a coisa desandou,
Indicando-nos a sobriedade?

Como esquecer você que sempre muito me ensina,
Com a sua serenidade.
Como esquecer você que não me ver só na retina,
Mas com sua amizade.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 7 de maio de 2018

Lá e Cá


Sei que lá do lado de lá,
deixei lembranças minhas.
Mas cá do lado de cá,
Ficou só saudades suas.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Mas lá do lado de lá,
Ficou meu mundo.
E cá do lado de cá,
Ficaste os segundos.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Sabe lá do lado de lá,
Tudo tinha sentido.
Agora cá do lado de cá,
Ficou frio e vazio.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Olha, lá do lado de lá,
Tem marcas de lágrimas.
Quanto cá do lado de cá.
Brota uma esperança.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Por causa de ti


Por causa de ti,
Eu minto pra mim.
Não esqueço de ti,
Por causa de mim.

Por causa de ti,
As lágrimas rolam em mim.
Ainda grito por ti,
Por que tu vive em mim.

Por causa de ti,
Há este amor em mim.
Ah desejo a ti,
Porque ainda está e mim.

Por causa de ti,
Meus versos são assim.
Por amar a ti,
Eu sou e vivo assim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 23 de abril de 2018

A vida é uma estrada


A vida pode ser uma grande estrada,
Com perigosas retas e curvas.
A vida pode ser uma curta estrada,
Com atraentes subidas e decidas.

Nas retas da vida,
Tudo ‘’parece’’ ser flores.
Nas curvas da vida,
Há esperança e surpresa.

Mas as flores da reta da vida,
Somem na seca e no severo frio.
Já a esperança das curvas da vida,
Por loucura e embriaguez morre.

Nas subidas da vida,
Tudo parece euforia,
Nas decidas da vida,
Tudo parece incerteza.

Mas é na euforia da subida da vida,
Que se perdem as raízes da prudência.
Ai, as incertezas da decida da vida,
Tornam crateras invisíveis com sentencia.

Mas a vida é mais ou menos isso,
Um conjunto de nada com tudo.
Mas a vida também são escolhas,
Onde nós escrevemos o fim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 16 de abril de 2018

A noite – 3


A noite,
O meu sentimento é vivo.
E longínquo,
Como as estrelas no céu.

A noite,
O meu amor vira verso.
Guardado,
Numa folha de papel.

A noite,
O meu pranto tem eco.
Derramado,
No luar com o seu véu.

A noite,
A minha dor é só ruído.
Na escala,
Deu um sonho que foi meu.

A noite,
O frio é um grande tormento.
Alimentando,
A solidão que aqui me é cruel.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 9 de abril de 2018

A história se repete?


Vejamos...

O vento que derrubou Pedro,
Foi o mesmo que derrubo João.
O pecado que cometeu Moisés,
Foi o mesmo que cometeu Adão.

Continuando...

O egoísmo que pegou o esperto Constantino,
Foi o mesmo que pegou o grande Alessandre.
A burrice que cegou o imponente Napoleão,
Foi a mesma que cegou o ''ariano puro'' Hitler.

E para ironia...

O crime que foi condenado o judeu Jesus,
Foi mesmo que condenou o operário Inácio.
Os mesmos gritos que libertou Barnabas,
Foram os mesmos que libertou o rico Aécio.

Concluindo...

A justiça que julga errado um Inocente,
É a mesma falha que solta um Culpado.
A esperança apagada no desejo Errante,
É a mesma que leva adiante um Povo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 2 de abril de 2018

A Poesia e Eu

A poesia é a minha casa,
Assim como meus versos são meus aletos.
A rima é a manha causa,
Assim como meus cantos são meus encantos.

Não quero nada de graça,
Só o que com mérito conquisto,
Não sou de sentar na praça,
Pois a vida me compra quesito.

Não uso nas minhas poesias,
O manto negro da hipocrisia,
Mas faço da fonte da fantasia,
O lugar perfeito para a magia.

Na poesia digo as minhas loucas e doces verdades,
Não só para provocar leveza.
Na poesia me entrego as mais gostosas liberdades,
Nos versos deixo neles beleza.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 26 de março de 2018

A solidão insiste


Hoje eu durmo triste,
Calado neste meu silencio.
Hoje a solidão insiste,
Aperta o peito e faz silencio.

Hoje a saudade de ti,
Arrebata-me nessa canção.
Hoje desejo de ti,
Queima no peito o coração.

Hoje a Minh ‘alma chora,
A falta que me faz o seu amor.
Hoje o meu corpo implora,
Sua caricia sem qualquer pudor.

Hoje a noite me abraça,
Como quem acolhe um perdido.
Hoje o Céu está sem graça,
E a sua falta me faz diminuído.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 19 de março de 2018

Quantos mais tiros se darão


Quantos mais tiros se darão,
Para se ver o caos que está na nação?

Quantos mais tiros se darão,
Para que o poder volte para nossas mãos?

Quantos mais tiros se darão,
Para darmos um basta na praga da corrupção?

Quantos mais tiros se darão,
Para fazermos valer a democracia em ação?

Quantos mais tiros se darão,
será preciso sujar outra vez a bandeira da nossa nação?

Quantos mais tiros se darão,
Para acabar de vez com essa imbecil segregação?

Quantos mais tiros se darão,
Será preciso para tentar nos calar e nos tirar de vez a razão?

Quantos mais tiros se darão,
Será preciso para acabar com a nossa gente e dominar nosso chão?

Quantos mais tiros se darão e quantos mais matarão?

Quantos mais tiros se darão?

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 12 de março de 2018

Bate coração


Bate coração ingrato,
Machuca este meu peito.
Chora coração sufocado,
Revele todos os segredos.
Berra coração cansado,
Joga fora os fracassos.

Bate coração ligeiro,
Por favor, não fique parado.
Bate coração sem dó,
Mais não me deixe no sufoco.
Bate coração compassado,
Pois meu peito já está apertado.

Bate coração insistente,
Não ver se esta alma está doente.
Bate coração contagiante,
Não sente que eu estou carente.
Bate coração intrigante,
Não chamas quem está distante.

Bate coração e me arrebente,
Assim não ficarei descontente.
Bate coração de repente,
Nesta caixa já demente.
Bate meu coração errante,
Esqueça de quem já ausente

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 5 de março de 2018

O golpe do amor


Bebi do cálice do engano,
Com o coração vermelho de dor,
Num sentir puro e profano,
Sem raiva e sem o negro rancor.

Senti neste peito atino,
O duro golpe do amor.
Despir-me no desatino,
Nas asas do desamor.

Fiz no encanto um aceno,
Ao belo e livre condor.
Que pairasse no ar em plano.

Ai vi a vida no sonho seno,
Apagando lento a dor.
Da paixão de um pequeno.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Deixa eu


Deixa eu sentir sua dor,
Deixa eu te acalmar nos meus braços.
Deixa eu tentar te ajudar,
Deixa eu tentar do mal te  proteger.
Deixa eu apagar sua magoa,
Deixa eu ver a beleza do seu sorriso.
Deixa eu elimina a sua tristeza,
Deixa eu te mostrar um novo caminho.
Deixa eu enxugar a sua lágrima,
Deixa eu esconder a sua decepção.
Deixa eu fazer parte da sua vida,
Deixa eu ser seu fiel escudeiro amigo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Livia


Linda no seu olhar,
Que fala todo de ti.
Uma bela princesa,
Uma doce criança.

Instantânea no sorrir,
Com sonhos coloridos.
Uma menina encantadora,
Uma rainha de castelo.

Viva no sorriso,
Caminha pelos seus sonhos.
Guarda segredo,
Que a sua alma logo revela.

Indo além de ti na sua luta,
Conquistando tudo o que quer.
Não se abate nas tempestades,
Nem se deixa fácil derrotar.

Ainda que as dores te pranteia,
Ela forte logo se põe de pé.
Assim te descrevo querida Livia,
Como uma mulher de fé.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Nas entrelinhas da minha dor


Na minha angustia,
Onde a dor faz festa.
Nas minhas saudades,
Onde você faz falta.

Na minha alma,
Onde a dor se encrava.
No meu olhar,
Onde ficam as lembranças.

Nas minhas saudades,
Onde você me castiga.
É no seu orgulho,
Que tu condena-me.

Nas entrelinhas dos meus lábios,
Onde ainda sinto o calor do seu amor.
Nas loucuras dos meus sonhos,
Onde eu ainda escondo apenas você.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Ping-Pong

Se me perguntares como me sinto?
Direi: sinto-me vivo.
Se me perguntares o que eu quero?
Direi: o que for meu.

Se me perguntares o que planeja?
Direi: chegar onde eu puder.
Se me perguntares o que almeja?
Direi: ser sempre eu, só isso.

Se me perguntares o que é este tal amor?
Direi: é o que eu sinto.
Se me perguntares o que faço com a dor?
Direi: eu a escondo.

Se me perguntares o que eu ainda desejo?
Direi: quem eu amo.
Se me perguntares com o que eu sonho?
Direi: o que desejo.

Se me perguntares o que eu tenho?
Direi: força e coragem.
Se me perguntares o que eu faço?
Direi: eu conquisto.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A justiça

A justiça perdeu seu brilho,
Derrubou a soberania Brasileira.
Fez o papel do carrasco,
Rasgando a sua função ordeira.

A justiça chicoteia a democracia,
Perdendo o seu vil espaço.
Se a sentou a mesa da hipocrisia,
Bebeu da safra do engano.

A justiça destruiu a sua honra de ser imparcial,
Libertando bandido e condenando inocente.
Virou escola de samba em plena euforia e tal,
Agora os meus direitos rasgados neste instante.

A justiça no Brasil agora acabou,
Vendeu-se a troco de banana.
Um pé de chinelo Deus tornou,
Agora os bandidos ganha grana.

A justiça se compactuou com ignorância,
Perdeu a virtude da soberana razão.
Vestiu a imaginaria toga da arrogância,
E fez jus, ao colunho de ladrão.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Lá na roça

Lá no pé daquela serra, onde cisca o sabiá.
Na casca daquela arvore, gravei um nome ao cantar.
Lá no pico daquele morro, onde nasce o uruá.
Gritarei este nome, que eu um dia ainda hei de amar.

Lá no fim daquele vale, vive um poeta a versar.
Na sombra de uma figueira, escreve o seu conto.
Lá a beira daquele poço, o poeta vive a sonhar.
Com a figura da sua amada, descreve seu encanto.

Lá na barreira daquele riacho, o João de bairro pega barrinho.
Para encima daquele mourão, contra o vento fazer seu ninho.
Lá também banha a cutia, fazendo festa com os filhotinhos.
Sempre alerta a pintada, que chega sorrateira de mansinho.

Lá naquele remanso, aonde vi curió canteiro a beliscar.
Vi uma bela moça a lavar, a barra da saia a cair.
Lá naquele barrado fechado, vi o carijó a cocoricar.
Vi o moço avessado, querendo com a moça bulir.

Lá naquela sombra do jacarandá, onde descansa o matuto.
Vi a moça feliz, cantarolando a assoviar o seu amor secreto.
Lá naquele pomar, onde as frutas são maduras e fartas.
Vi o cabroco uma maçã pegar, para a sua amada desfrutar.

Lá naquele ranço de sapé, onde dorme e sonha o caipira.
Vi no céu de noitinha, os vagalumes brincar de serem estrelas.
Lá na roça na manhãzinha, o Sol vem bancando o arco-íris.
Vi ali a vida acontecer, e as meninadas vivendo com alegria.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Eu gosto - 2

Gosto de ver-te toda nua,
De despir sua carência...
Gosto de saborear teu prazer,
De desvendar sua inocência...

Gosto de penetrar sua loucura,
De me rebelar na sua timidez e emoções...
Gosto de viajar nas suas vis imaginações,
De embriaga-me na sua caricia...

Gosto de me lambuzar no teu desejo,
De me sentir teu nos seus beijos...
Gosto de me esconder nas suas curvas,
De me achar no laço dos seus braços...

Eu gosto de me embrenhar no seu cheiro,
De te amar como louco até o final...
Gosto de morrer no seu delirante gozo,
De me acaba num jeito animal...

E por fim, eu gosto de me ver no seu colo,
Nas levezas dos seus dedos, no meu corpo...
Eu gosto de me sentir com você o Apolo,
Deus Grego dono da sua odisseia o olimpo...


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O tempo

Pode ser curto demais,
Se não for bem vivido.
Pode ser muito longo,
Se for vivido no ócio.

O tempo pode ser bom,
Se for favorável a nós.
Mas poder muito ruim,
Se for visto como corrente.

Ele pode virar tudo,
De ponta cabeça.
Ele pode por tudo,
No seu lugar.

O tempo ele pode,
Alongar um final.
Ele pode também,
Encurtar um inicio.

O tempo é cruel,
Nas dores da vida.
Mas é um alivio,
No descanso merecido.

O amor depende de tempo,
No planejar cotidiano.
Nos sonhos ele é crucial,
Para manter vivas as esperanças.

O tempo ele machuca,
Quando estamos feridos.
Mas ele também cura,
Quando queremos esquecer.

O tempo a vida esquadrinha,
Nas horas minutos e segundos.
Nas lutas, raivas e decepções,
O tempo lentamente nos envelhece.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.