segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Livia


Linda no seu olhar,
Que fala todo de ti.
Uma bela princesa,
Uma doce criança.

Instantânea no sorrir,
Com sonhos coloridos.
Uma menina encantadora,
Uma rainha de castelo.

Viva no sorriso,
Caminha pelos seus sonhos.
Guarda segredo,
Que a sua alma logo revela.

Indo além de ti na sua luta,
Conquistando tudo o que quer.
Não se abate nas tempestades,
Nem se deixa fácil derrotar.

Ainda que as dores te pranteia,
Ela forte logo se põe de pé.
Assim te descrevo querida Livia,
Como uma mulher de fé.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Nas entrelinhas da minha dor


Na minha angustia,
Onde a dor faz festa.
Nas minhas saudades,
Onde você faz falta.

Na minha alma,
Onde a dor se encrava.
No meu olhar,
Onde ficam as lembranças.

Nas minhas saudades,
Onde você me castiga.
É no seu orgulho,
Que tu condena-me.

Nas entrelinhas dos meus lábios,
Onde ainda sinto o calor do seu amor.
Nas loucuras dos meus sonhos,
Onde eu ainda escondo apenas você.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Ping-Pong

Se me perguntares como me sinto?
Direi: sinto-me vivo.
Se me perguntares o que eu quero?
Direi: o que for meu.

Se me perguntares o que planeja?
Direi: chegar onde eu puder.
Se me perguntares o que almeja?
Direi: ser sempre eu, só isso.

Se me perguntares o que é este tal amor?
Direi: é o que eu sinto.
Se me perguntares o que faço com a dor?
Direi: eu a escondo.

Se me perguntares o que eu ainda desejo?
Direi: quem eu amo.
Se me perguntares com o que eu sonho?
Direi: o que desejo.

Se me perguntares o que eu tenho?
Direi: força e coragem.
Se me perguntares o que eu faço?
Direi: eu conquisto.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A justiça

A justiça perdeu seu brilho,
Derrubou a soberania Brasileira.
Fez o papel do carrasco,
Rasgando a sua função ordeira.

A justiça chicoteia a democracia,
Perdendo o seu vil espaço.
Se a sentou a mesa da hipocrisia,
Bebeu da safra do engano.

A justiça destruiu a sua honra de ser imparcial,
Libertando bandido e condenando inocente.
Virou escola de samba em plena euforia e tal,
Agora os meus direitos rasgados neste instante.

A justiça no Brasil agora acabou,
Vendeu-se a troco de banana.
Um pé de chinelo Deus tornou,
Agora os bandidos ganha grana.

A justiça se compactuou com ignorância,
Perdeu a virtude da soberana razão.
Vestiu a imaginaria toga da arrogância,
E fez jus, ao colunho de ladrão.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Lá na roça

Lá no pé daquela serra, onde cisca o sabiá.
Na casca daquela arvore, gravei um nome ao cantar.
Lá no pico daquele morro, onde nasce o uruá.
Gritarei este nome, que eu um dia ainda hei de amar.

Lá no fim daquele vale, vive um poeta a versar.
Na sombra de uma figueira, escreve o seu conto.
Lá a beira daquele poço, o poeta vive a sonhar.
Com a figura da sua amada, descreve seu encanto.

Lá na barreira daquele riacho, o João de bairro pega barrinho.
Para encima daquele mourão, contra o vento fazer seu ninho.
Lá também banha a cutia, fazendo festa com os filhotinhos.
Sempre alerta a pintada, que chega sorrateira de mansinho.

Lá naquele remanso, aonde vi curió canteiro a beliscar.
Vi uma bela moça a lavar, a barra da saia a cair.
Lá naquele barrado fechado, vi o carijó a cocoricar.
Vi o moço avessado, querendo com a moça bulir.

Lá naquela sombra do jacarandá, onde descansa o matuto.
Vi a moça feliz, cantarolando a assoviar o seu amor secreto.
Lá naquele pomar, onde as frutas são maduras e fartas.
Vi o cabroco uma maçã pegar, para a sua amada desfrutar.

Lá naquele ranço de sapé, onde dorme e sonha o caipira.
Vi no céu de noitinha, os vagalumes brincar de serem estrelas.
Lá na roça na manhãzinha, o Sol vem bancando o arco-íris.
Vi ali a vida acontecer, e as meninadas vivendo com alegria.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Eu gosto - 2

Gosto de ver-te toda nua,
De despir sua carência...
Gosto de saborear teu prazer,
De desvendar sua inocência...

Gosto de penetrar sua loucura,
De me rebelar na sua timidez e emoções...
Gosto de viajar nas suas vis imaginações,
De embriaga-me na sua caricia...

Gosto de me lambuzar no teu desejo,
De me sentir teu nos seus beijos...
Gosto de me esconder nas suas curvas,
De me achar no laço dos seus braços...

Eu gosto de me embrenhar no seu cheiro,
De te amar como louco até o final...
Gosto de morrer no seu delirante gozo,
De me acaba num jeito animal...

E por fim, eu gosto de me ver no seu colo,
Nas levezas dos seus dedos, no meu corpo...
Eu gosto de me sentir com você o Apolo,
Deus Grego dono da sua odisseia o olimpo...


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O tempo

Pode ser curto demais,
Se não for bem vivido.
Pode ser muito longo,
Se for vivido no ócio.

O tempo pode ser bom,
Se for favorável a nós.
Mas poder muito ruim,
Se for visto como corrente.

Ele pode virar tudo,
De ponta cabeça.
Ele pode por tudo,
No seu lugar.

O tempo ele pode,
Alongar um final.
Ele pode também,
Encurtar um inicio.

O tempo é cruel,
Nas dores da vida.
Mas é um alivio,
No descanso merecido.

O amor depende de tempo,
No planejar cotidiano.
Nos sonhos ele é crucial,
Para manter vivas as esperanças.

O tempo ele machuca,
Quando estamos feridos.
Mas ele também cura,
Quando queremos esquecer.

O tempo a vida esquadrinha,
Nas horas minutos e segundos.
Nas lutas, raivas e decepções,
O tempo lentamente nos envelhece.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Feliz 2018

Que este ano que começa hoje.
Nos façam refletirmos sobre,
Os erros e acertos do ano que se finda.
Dos erros tiramos os aprendizados,
Para este que se inicia.
Dos acertos extraímos as certezas,
Que alimentará as novas esperanças.

Que neste ano nós saibamos,
Repensar nossas escolhas erradas.
Observando sempre as novas possibilidades,
Não para o nosso ego, mas para o bem comum.
Que as nossas atitudes não extrapole,
Os limites dos direitos de ser do nosso próximo.
Mas que elas sejam o elo de aproximação entre todos,
Sem cor, sem raça, sem segregação e sem exclusão.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Banho ao luar

Saio perdido pelas estrelas,
Sem esperanças algumas.
Buscando uma fonte apenas,
Onde eu possa descansar.

Que traga-me alento,
Para os tristes momentos.
Onde a dor não me seja tormento,
Mas enxugue-me o lagrimar.

Ainda que seja momentâneo,
O silencio dos meus sonhos.
Nesta loucura que chama amar.

Que a lua seja-me companheira,
Com o véu a me colorir.
Como um banho ao luar...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


Imagem e montagem minha:


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Fala Coração

Grita o que pede essa sedução,
Que faz este seu jeito louco.
Deixe-o a vontade fale coração,
Extravague mais um pouco.

Sinta a alma flutuar,
Na liberdade da imaginação.
Deixa a paixão borbulhar,
Não, não se aquiete coração.

De forte, carrega o mundo...
Cheio de novas perspectivas.
Este coração moribundo,
Grita com sua voz ativa...

Adoção a alma de emoção,
Sem qualquer pré-julgamento.
Deixe ouvir o que fala coração,
No estalar deste momento.

Quase sobrenatural,
É o que sente este meu coração.
Pois é meio surreal,
Querendo explodir na emoção.

O meu eterno amor, o primeiro...
Assim fala coração,
Pois sim acredite, é verdadeiro...
Que grita na emoção.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Atraente charme

Cala-me,
Com um beijo de desejo da sua vermelha e doce boca.
Abraça-me,
Com a gostosa ternura do seu aconchegante abraço.

Comprima-me,
Neste seu corpo quente de prazerosa loucura.
Prenda-me,
Nas suas deslumbrantes e delicadas curvas.

Desvenda-me,
Com este seu penetrante dominador olhar.
Satisfaça-me,
Com as suas profanas e férteis imaginações.

Enlouqueça-me,
 Com as suas infinitas e provocantes caricias.
Doma-me,
Com este seu envolvente e atraente charme.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Castigo

Não tenho medo do castigo,
Verdade! Não tenho medo.
Pois nunca serei castigado,
Por quer o homem que castiga seu irmão
Tadinho nunca foi verdadeiramente amado.

Sou filho do homem,
Dono de todo o universo.
Ele é dono da prata e do ouro,
Jamais me verá sofrendo.
Pois ele é amor infinito.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Adonde canta o Sabiá?

Adonde canta o Sabiá?
Sabia canta faceiro,
Lá no pé de cajá.
Que fica lá no terreiro.

Adonde canta o Sabiá?
Sabiá canta o dia inteiro,
Lá na rama de cará.
Fazendo aquele pisero.

Adonde canta o Sabiá?
Sabiá canta ligeiro,
Lá do lado de lá.
Será que é namoradeiro?

Adonde canta o Sabiá?
Sabiá canta certeiro,
Lá no galho do ingá.
Tal qual um forasteiro.

Adonde canta o Sabiá?
Sabiá canta canteiro,
Ao pé do manacá.
Tal qual um festeiro.

Adonde canta o Sabiá?
Sabiá canta seresteiro,
Lá encima do maracujá.
Como um carreiro.

Adonde canta o Sabiá?
Sabiá canta griteiro,
Lá na serra do maná,
Sob a flor do limoeiro.

Adonde canta o Sabiá?
Sabiá canta arteiro,
No morro do embuá.
Lá naquele barreiro.

Adonde canta o Sabiá?
Sabia canta ordeiro,
Lá onde tem uruá.
Canta seu canto inteiro.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dancei

Dancei,
No tom da sua voz.
Dancei,
No ritmo das suas mãos.
Dancei,
No suingue dos teus beijos.
Dancei,
No mixar dos seus olhos.
Dancei,
Como seu fiel algoz.
Dancei,
Na loucura do seu sonho.
Dancei,
Tal qual um maluco estranho.
Dancei,
No seu nu corpo ao banho.
Dancei,
Procurando um caminho.
Dancei,
No deslizar na sua ternura.
Dancei,
No beber da minha frescura.
Dancei,
No deixar da minha loucura.
Dancei,
No me embriagar na sua doçura.
Dancei,
E nunca me cansei.
Dancei,
Gritei gritei e pulei.
Dancei,
E a ti me entreguei.
Dancei,
Te amei e te amei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Eu sou tão

O que eu quero
É tão pequeno,
Perto da grandeza
Do que eu sinto.

O que me faz bem
É tão insignificante,
Diante de um mundo
Que eu tenho a oferecer.

O que eu sonho
É tão minúsculo
Frente ao que
Pede meu peito.

Eu sou tão pouco
E tão nada,
Perante ao tudo
Que eu posso ser.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ainda bem

Ainda bem que te vejo,
Em cada sorriso do sol.
Ainda bem que te sinto,
Em cada brilho estralar.

Ainda bem que te tenho,
Em cada colorido do céu.
Ainda bem que te acompanho,
Em cada onda no mar.

Ainda bem que te abraço,
Em cada tocar nas flores.
Ainda bem que te busco,
Em cada desejo de amar.

Ainda bem que te resenho,
Em cada linha branca de papel.
Ainda bem que te guardo,
Em cada poema meu a rimar.



Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Meus sonhos

São flores coloridas,
Num campo aberto.
Estradas cheias de curvas,
Com poucas retas.

São as estrelas persistentes,
A brilharem no arranha céu.
A chuva a cair na madrugada,
Formando a brisa da manhã.

O amar em sua plenitude,
Nas veredas dos meus sonhos.
São desejos sempre vivos,
Nas expectativas das esperas.

As loucuras nunca desvendadas,
Nas vontades já guardadas.
Num jogo de pingue pongue,
Iniciado na roda da vida.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Sou criança grande

Sou criança grande,
Com desejo de algodão.
Sou criança grande,
Com vontade de balão.

Sou criança grande,
Com sonho de manjericão.
Sou criança grande,
Com loucura de açafrão.

Sou criança grande,
Que chupa o doce do dedão.
Sou criança grande,
Que brinca e rola pelo chão.

Sou criança grande,
Com coração de papelão.
Sou criança grande,
Com sorriso de um leão.

Sou criança grande
Com fome de pão.
Sou criança grande,
Com energia de pião.

Sou criança grande,
Que faz careta com limão.
Sou criança grande,
Que escorrega no corrimão.

Sou criança grande,
Que brinca de correr de rolimã.
Sou criança grande,
Que puxa o cabelo da sua irmã.

Sou criança grande,
Que pensa ser herói,
Sou criança grande,
Que machuca e dói.

Sou criança grande,
Com pensamento, vive em grande confusão.
Sou criança grande,
Que com loucura, amor e paixão faz fusão.

Sou criança grande,
Que depois das danaduras pede perdão.
Sou criança grande,
Que precisa de uma Eva para ser o adão.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Preciso gritar

Preciso gritar o que está me sufocando,
Antes que mate em mim tudo o que eu sinto.
Organizar o meu pensar para seguir em frente,
Para que eu não me perca como um retirante.

Isto que dói é um pedacinho da minha alma,
Um sonho despedaçado numa branca pagina.
Procurando uma direção para a reconstrução,
Para pulsar o amor novamente meu coração.

Buscarei na escuridão dessa vida,
Por mais dura que ela seja a claridade.
Nada me fará assim tão pequeno,
Essa loucura por viver me faz grande.

Que passe logo o meu silencio,
E um novo amor me aconteça.
Para que eu possa abrir um sorriso,
E uma nova paixão me aqueça.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Eu só quero

Eu só quero,
Um carinho de amor
Para curar essa dor
Essa dor de amor.

Eu só quero,
Um abraço gostoso
Para acalmar minha alma
Essa alma de amante.

Eu só quero
Um olhar bem atraente
Para atrair meus desejos
Esse desejo de amar.

Eu só quero você,
Neste teu corpo quente
Que me queima inteiro
Num prazer eloquente.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.