quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Sou branco de pela negra


A minha pele é negra,
Mas meu sangue é vermelho como o seu.
O meu cabelo é negro,
Mas o meu sorriso é branco como o seu.

A minha vida é negra,
Mas meus sonhos são brancos iguais aos seus.
Os meus desejos sãos negros,
Mas a minha coragem é branca igual a sua.

A minha voz é negra,
Mas as minhas verdades são brancas iguais as suas.
O meu suor é negro,
Mas a minha liberdade é branca igual a sua.

A minha cidadania é negra,
Mas os meus deveres são brancos iguais aos seus.
A minha casa é negra,
Mas o meu terreiro é branco iguais ao seu.

A minha consciência é negra,
Mas as minhas lutas são brancas iguais a suas.
Os meus desejos são negros,
Mas a minha igualdade é branca igual a sua.

Sou branco neste mundo negro...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Faz de conta


Faz de conta,
Que o Céu é bem ali.
Que as estrelas,
São os vagalumes.

Faz de conta!

Faz de conta,
Que o sol é uma janela.
Que os seus raios,
São os arco-íris coloridos.

Faz de conta!

Faz de conta,
Que os sorrisos são flores.
Que a noite,
São palco para os sonhos.

Faz de conta!

Faz de conta,
Que as palavras são espumas.
Que os desejos,
São lugares de doces encantos.

Faz de conta!

Faz de conta,
Que a lua é magica.
Que a vida,
Nunca será trágica.

Faz de conta!

Faz de conta,
Que a noite é uma festa.
Que a musica,
É o veneno que cura.

Faz de conta!

Faz de conta,
Que o sol é a lua do seu meio dia.
E que a lua,
É o a redondo sol da sua meia noite.

Faz de conta!

Faz de conta,
Que a vida não é uma novela.
E a poesia,
Vire um longo monologo.

Faz de conta!

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Aaah o amor...


Quando chega,
Não tem hora e nem lugar.
É irracional
É loucura
É perdição
É pele arrepiada
É mão sem direção
É tudo no nada
É nada no tudo
É assim o amor...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o poeta.



segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Aquele olhar


Aquele olhar que me achou,
Que descobriu meus segredos.
Aquele olhar que me cativou,
Que desvendou os meus medos.

Aquele olhar parece me entender,
Parece desnudar a minha alma.
Aquele olhar não quer me esconder,
Por um minuto me traz calma.

Aquele olhar que me desconcerta,
Que de longe me olha e vigia.
Aquele olhar que já me desperta,
Que de perto me guarda e guia.

Aquele olhar que me ascende,
Que faz dos meus dias encantos.
Aquele olhar que aos meus atende,
Que me faz bem a todos momentos.

Aquele olhar que já me alucina,
Que sabe de mim o que quer.
Aquele olhar que já me fascina,
Que tem o seu jeito de mulher.

Aquele olhar que me faz bem,
Que revela uma linda menina.
Aquele olhar que já me tem,
Que me ver além da retina.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Na rua


Na rua eu ando,
Devagar e ligeiro.
Na rua eu sinto,
Sossego e medo.

Na rua eu liberto,
Meus e segredos.
Na rua eu faço
Meu mundo e canto.

Na rua eu sou,
Abastado e mendigo.
Na rua eu vivo,
A luz e o escuro.

Na rua eu sei,
O nada e o tudo.
Na rua eu declamo,
Em rima e em verso.

Na rua eu observo,
A Lua e o Sol.
Na rua eu escrevo,
Poema e soneto.

Na rua eu vejo,
O rei e o clero.
Na rua eu pinto,
Preto e branco.

Na rua eu solto,
Riso e grito.
Na rua eu deixo,
Marca e rastro.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Ninguém será eu

Ninguém viverá por mim.
Então, viverei eu.
Ninguém sorrirá por mim.
Então, sorrirei eu.

Ninguém amará por mim.
Então, amarei eu.
Ninguém sofrerá por mim.
Então, sofrerei eu.

Ninguém chorará por mim.
Então, chorarei eu.
Ninguém brigará por mim.
Então, brigarei eu.

Ninguém gritará por mim.
Então, gritarei eu.
Ninguém morrerá por mim.
Então, morrerei eu.

Ninguém existirá por mim.
Então, existirei eu.
Ninguém falará por mim.
Então, falarei eu.

Ninguém escreverá por mim.
Então, escreverei eu.
Ninguém será eu por mim.
Então, serei eu, eu.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Aldravia de 20 – Grito


Grito

Doendo
Pensamento
Frio
Perspectivas
Nulas
Sentimento
Alado
Gelado
Desejo
Oculto.

Pele
Rígida
Vontade
Reprimida
Prazer
Desolado
Caricias
Fingidas
Grito
PARE!

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Eu sei


Eu sei,
Eu sei que te chamo.
Eu sei,
Eu se que te amo.

Eu sei,
Eu sei que te quero.
Eu sei,
Eu sei que te venero.

Eu sei,
Eu sei que te profano.
Eu sei,
Eu sei que não te engano.

Eu sei,
Eu sei que te procuro.
Eu sei,
Eu sei que te espero.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Meu moranguinho


Morango meu moranguinho,
Meu amor, meu docinho.
Morango meu moranguinho,
Meu lindinho um beijinho.

Morango meu moranguinho,
Me abraça meu benzinho.
Morango meu moranguinho,
Me faz um denguinho.

Morango meu moranguinho,
Me dá um pouco de colinho.
Morango meu moranguinho,
Me dá aquele seu xelinho.

Morango meu moranguinho,
Meu desejo meu lindinho.
Morango meu moranguinho,
Mas me dá aquele thiauzinho.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Ela chega


Ela vem toda atraente,
Com as suas belezas.
Parece está carente,
Com a sua leveza.

Ela chega perfumante,
Nas suas sutilezas.
Parece está contente,
Na sua clareza.

Ela vem toda exuberante,
Com as suas bonitezas.
Parece está inquietante,
Com a sua fineza.

Ela chega florente,
Nas suas purezas.
Parece está radiante,
Na sua nudeza.

Assim a primavera chega...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Donzela


Mostre-me, o seu ingênuo olhar.
Para que eu mentalmente possa,
Penetrar no seu mundo de amar.
Minha encantadora Donzela.

Mostre-me, o seu triste rosto.
Para que silenciosamente eu sinta,
As suas mazelas em desgosto.
Minha longínqua e tímida Donzela.

Mostre-me, a sua singela entranha.
Para que eu divague na profundeza,
Da sua febril e incolor vergonha.
Minha mística e mestiça Donzela.

Mostre-me, a sua ingênua felicidade.
Para que eu entenda a sua doce alegria,
No seu quase apagado e branco sorrir.
Minha divina e admirada Donzela.

Mostre-me, o seu afago gostoso.
Com a ternura do seu carinho,
No balsamo do seu olhar amistoso.
Minha amada e desejada Donzela.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Expectativas


Não as crio, elas veem de forma simultâneas...
Sem nenhum interesse proveniente,
É como compor um poema em penumbra.
Você vai tocando cada parte do corpo dela,
Esmiuçando-as em palavras mentalmente,
Até desnuda-la inteirinha em versos...
Vai deixando ela antes de tudo existir em você,
Permitindo que ela te toque e acalma a alma...
Está vendo? Do nada ela se entrega inteirinha...
Ela é assim, inesperada e dominadora...
Assim são as expectativas em poesia...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Bom Dia


Bom dia Flores,
Que perfuma e dar cor a minha vida.
Bom dia Sol,
Que ilumina e aquece os meus dias.

Bom dia Céu,
Que me mostra quão pequeno sou.
Bom dia Verdes
Que alimenta em mim as esperanças.

Bom dia Dia,
Que me proporciona tristezas e alegrias.
Bom dia Sombras,
Que absorve e elimina os meus cansaços.

Bom dia Estrada,
Que só tu sabes, para onde me conduzir.
Bom dia Chegada,
Que já me espera de braços abertos.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Não sei se Viro


Se viro Palavras,
Ou viro Letras.
Se viro Versos,
Ou viro Poemas.

Se viro História,
Ou viro Prosa.
Se viro Música,
Ou viro Carta.

Se viro Conto,
Ou se viro Resenha.
Se viro Roteiro,
Ou se viro Linha.

Se viro Pena,
Ou se viro Tinta.
Se viro Página,
Ou se viro Texto.

Se viro Hino,
Ou se viro Rima.
Se viro Rito,
Ou se viro Resma.

Se viro Virgula,
Ou se viro Reticencia.
Se viro Ponto Final,
Ou se viro Resistencia.

Não sei se Viro...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A depressão


A depressão é um silencio na alma,
Um silencio que denuncia os desejos ocultos.
A depressão é uma angustia escondida,
Uma angustia que feri e paralisa os sonhos.

A depressão é uma dor que atormenta,
Uma dor que corrói lentamente a disposição de prosseguir.
A depressão é um desanimo na alma,
Um desanimo fruto da cruel solidão que barra o reagir...

Autor: Joabe Tavares Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 29 de julho de 2019

A arte e o amor


A arte me liberta,
O amor me faz ser.
A arte me concerta,
O amor me faz viver.

A arte me conforta,
O amor me faz ver.
A arte me concreta,
O amor me faz dizer.

A arte me desperta,
O amor me faz esquecer.
A arte me alerta,
O amor me faz querer.

A arte me acoberta,
O amor me faz reviver.
A arte me dileta,
O amor me faz te ver.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 22 de julho de 2019

Eu sempre te quero


Quero da sua boca um beijo
Quero provar do seu desejo
Quero me prender ao seu corpo
Quero sussurrar palavras em coro
Quero te amar como um louco
Quero te dizer que um dia será pouco
Quero apenas beijar seu rosto
Quero suavemente te olhar e dizer o quanto te amo!
Quero te retribuir te pedindo pra ser teu dono
Quero me sentir atraído por ti ao menos
Quero ser teu ar e teu folego
Quero adormecer no seu colo
Quero ser o seu maior segredo
Quero me ver no seu espelho
Quero te dizer eu sempre te quero.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 15 de julho de 2019

Não farei mais Juras de amor


Não farei mais juras de amor,
As guardarei em silencio.
Não brincarei mais com a dor,
Para não viver em pranto.

Não sofrerei mais de amor,
Mesmo amando sozinho.
E por onde quer que eu for,
Cultivarei muito carinho.

Não permitirei mais desamor,
Para não chorar lágrimas ardentes.
Não quero mais o sentir desanimador,
Juras? Nem depois, durante ou antes.

Não verei tristezas ao sol se pôr,
Nem amargura no fim da noite.
Só pedirei um sorrir se possível for,
E um colo para que me deite.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 8 de julho de 2019

Meus versos cantados


Madruguei nos meus versos,
Para já acordar o meu bem.
Mas ela não quis os versos,
Pois ficou sozinha também.

Nestes meus versos danados,
Os quais eu logo despachos.
Deixo-os aqui todos riscados,
Nestas páginas que eu faço.

Mas os meus versos cantados,
Dos quais nunca deles desfaço.
Eu sempre assim os aguardos,
Mesmos de pedaço em pedaço.

Madruguei nos meus versos,
Para canta-lo ao meu bem.
Com tantos assim diversos,
Juro que iguais não tem.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 1 de julho de 2019

Hoje eu quero te fazer falta


Hoje eu...

Quero te causar agonia,
Quero mexer com suas saudades.
Quero incomodar seu dia,
Quero atormentar suas lembranças.

Hoje eu...

Quero ser os teus pensamentos,
Quero ser sua alegria.
Quero ser os teus momentos,
Quero ser sua mania.

Hoje eu...

Quero ser o seu calor,
Quero ser sua sangria.
Quero ser o seu sabor,
Quero ser a sua folia.

Hoje eu...

Quero você minha guria,
Quero te dar o que te falta.
Quero você minha guria,
Hoje eu quero te fazer falta.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 24 de junho de 2019

Ciúmes de mim


Me persegue,
E ignora.
Fica ausente,
A espera.

Este seu ciúme,
De mim,
Não se assume,
Assim.

Me vigia,
E incomoda.
Na orgia,
É domada.

Se é ciúme?
Diga logo que sim.
Só não some,
Deixando-me assim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 17 de junho de 2019

A cor do seu corpo


Negro-ouro do desejo,
Que me seduz.
Marrom-suave de beijo,
Que me induz.

Vermelho-choque de prazer,
Que me traz.
Marrom-bombom de querer,
Que me faz.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 10 de junho de 2019

Quero uma Namorada


Quero uma Namorada,
Que seja uma amiga.
Que sinta enamorada,
Que me aconchega.

Quero uma Namorada,
Aquela que traz carinho e chamego.
Aquela já é esperada,
Aquela que goste de estar comigo.

Quero uma Namorada,
Que logo me surpreenda,
Que será sim desejada,
Que ao seu lado me prenda.

Quero uma Namorada,
Aquela que me tenha como um amigo.
Aquela que será amada,
Aquela que esteja comigo até em perigo.

Quero uma Namorada,
Que seja a minha vida.
Que seja muito querida,
Que não será esquecida.

Quero uma Namorada,
Aquela que seja feliz e me aceitando contigo.
Aquela que será sentida,
Aquela que fará as maiores loucuras comigo.

Quero uma Namorada,
Que não me deixe despedidas.
Que me aceite em sua vida.
Que não me largue nas decidas.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 3 de junho de 2019

Deixe-me ir 2

Deixe-me ir,
Já cansei de te esperar.
Deixe-me ir,
Não quero me enganar.

Deixe-me ir,
Antes que a dor me domine.
Deixe-me ir,
Antes que essa noite termine.

Deixe-me ir,
Já me perdi nessa fria relação.
Deixe-me ir,
Não quero para mim a ilusão.

Deixe-me ir,
Já não aguento mais ficar.
Deixe-me ir,
Eu preciso voltar a remar.

Deixe-me ir,
Antes tudo era bom, era atraente.
Deixe-me ir,
Antes era um sonho enlouquente.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 27 de maio de 2019

Crepúsculo


O meu dia começa leve,
Com o clarear do firmamento.
Pensar branco como neve,
No acontecer a cada momento.

O Sol como amigo me abraça,
Aquecendo um louco desejo.
Deste amor que arde em brasa,
No sabor gostoso do teu beijo.

Assim o dia segue continuo,
Nos minutos que vira hora.
Espero paciente e longínquo,
Suas caricias de outrora.

Mas a tarde que chega cansada,
Trazendo o quase fim do dia.
Eu vivo a ausência esperada,
Dessa nossa entrega tardia.

Na também espera pela noite,
Ao fim do ultimo tentáculo.
Que os nossos corpos se deite,
Sob o negro crepúsculo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 20 de maio de 2019

O frio - 1


Ele chega.
Ora manso como brisa.
Ora nervoso como explosão.

Ele cai.
Arrasando o pensamento,
Fragilizando o corpo.

Ele causa.
Tormento aos solitários.
Ardência entres amantes.

Ele vai.
Tudo fica instável e opaco.
Tudo fica branco e perdido

Ele deixa.
Sentimentos contraídos.
Desejo fica adormecido.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



domingo, 12 de maio de 2019

Mainha, Mainha.


Minha Rainha,
É minha guerreira.
É minha Mainha,
Mulher verdadeira.

Minha realeza,
Meu posto seguro.
Minha fortaleza,
Luz no meu escuro.

Mulher de firmeza.
Destemida.
Mulher sem tristeza,
Sofrida.

Mainha, Mainha.
Sozinha não fica.
Rainha, Rainha,
Ela é rica, é rica.

Mainha Rainha,
É meu tesouro,
Rainha Mainha,
É meu escudo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 6 de maio de 2019

Aldravia de 30 - Ela


Ela

Chegou
Testando
Calada
Trouxe
Leveza
Começou
Seduzindo
Escreveu
Tudinho
Dizendo.

Deitou
Olhou
Pensando
Pediu
Amor
Venha
Querendo
Sonhar
Desejo
Caricia.

Cedi
Alado
Coração
Magoado
Ainda
Mas
Entreguei
Toda
Verdade
Eu
Amei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 29 de abril de 2019

As flores 2


Não mereço dores,
Não quero rumores.
Não desejo rancores,
Somente as flores.

Amo assim nessa vida,
Amo meus amores.
Amar sem despedida,
Vivo meus amores.

Naquele jardim as flores,
No meu coração os amores.
Naquele olhar as cores,
Nos meus lábios seus sabores.

Amo assim nessa vida,
Amo meus amores.
Amar sem despedida,
Vivo meus amores.

Perfume pelos ares,
Corpos em seus lugares.
Sonhos a se entregares,
Botão a se desabrochares.

Amo assim nessa vida,
Amo meus amores.
Amar sem despedida,
Vivo meus amores.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Eu, a Lua e o Sol.


Eu, em estado vil de carência,
Em brilho, lágrimas estrelar.
Assumo a postura em latência,
De a Lua e o Sol observar.

A Lua em suas quatros lunar fases,
Ao morre do dia no entardecer.
Chorosamente ela vem em transe,
E eu a ver o que vai acontecer.

A mesma lamentosamente,
Reclama sua tristeza as estrelas.
De um abandono inocente,
Do seu amado sem abraça-la.

Compadeço-me de sua dor,
Pois também sofro tal agonia.
Ao viver a ausência de amor,
Que torna escuro sem magia.

Assim a Lua perambula,
Tentando somente entender.
O porquê dessa fabula,
Que se inicia ao anoitecer.

As horas lerdas sem pressa anda,
Dando as estrelas seu espaço.
O véu lunar em brilho em queda,
No universo tímido e vasto.

Deste modo a lua vira a madrugada,
Em triste tormento.
Com a duvida se foi ou não deixada,
Pelo seu amado.

Observo o Sol chegando alegre,
Vejo na sua alegria um aspecto de tristeza.
A Lua vai mansa como um tigre,
Mas toda imponente digna de uma realeza.

Eu aqui me calo neste verso,
Tentando somente entender.
Pois amanhã a lua em regresso,
E tudo volta assim a acontecer.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 15 de abril de 2019

Hoje eu assim acordei


Hoje eu lembrei:
Daquele amor que eu amei,
Daquela flor que eu admirei.
Daquele arder que eu queimei,
Daquela dor que eu chorei.
Hoje eu viajei.

Hoje eu imaginei:
Aquele momento que eu não vivi,
Aquela palavra que eu não falei.
Aquele gesto que eu de ti não vi,
Aquela cerca que eu ainda não pulei.
Hoje eu registrei.

Hoje eu precisei:
Daquele olhar que eu busquei,
Daquela poesia que eu declamei.
Daquele corpo que eu toquei,
Daquela mulher que eu amei.
Hoje eu gritei.

Hoje eu vasculhei:
Aquele sonho que eu não realizei,
Aquela carta que eu não entreguei.
Aquele lugar que eu não idealizei,
Aquela frase que eu não apaguei.
Hoje eu assim acordei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Aonde eu moro?


Moro ali, aonde eu durmo.
Ali, onde impera o escuro,
Que me fazem do ‘’mundo’’ excluído.
É, ali no canto daquele muro.

Moro aonde todos me veem,
Mas me torno um invisível.
Moro no relento ao tempo,
Mas não deixo de viver.

Moro ali naquele canto,
Coberto pela negra noite.
Moro lá com lamento,
Com estrelas como limite.

Moro ali, onde é meu abrigo.
Sem o digno e sonhado teto,
Meus companheiros e amigos.
Nutrindo-nos de singelo afeto.

Moro ali, por favor da vida,
Por ser desabrigado.
Moro lá por não ter saída,
Pois sou obrigado.

Moro ali, onde o vento me acaricia.
Onde convivo face a face com o medo.
Moro onde a solidão me balbucia,
A triste realidade sem nenhum segredo.

Moro ali, no canto daquele muro.
Com o pouco que me resta.
Moro com as esperanças sem rumo,
Buscando um sonho na fresta.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 1 de abril de 2019

Essa é a minha


Se vive por trás de várias,
Como se fosse roupa nova.
Hoje é uma e amanhã é outra,
Parece serem compradas em lojas.

Alguns por capricho as lavam,
E ficam limpinhas, branquinhas e lisinhas.
Já outros, as escondem engavetam,
Para usos eventuais ou como convinhas.

Respeito quem delas precisem,
Mas eu não preciso usa-las.
Pois gosto com ninguém discutem,
Vivemos numa nova era.

Eu só tenho só uma,
Não preciso de outra.
Cara só se tem uma.
Essa é a minha.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 25 de março de 2019

Tipos de amor


Amor demais,
Amor que tem.
Amor quer mais
Amor do bem.

Amor do Paraguai,
Amor que é birrento.
Amor daquele que trai,
Amor que é marrento.

Amor dos meus sonhos,
Amor que me faz bem.
Amor dos meus desejos,
Amor igual não tem.

Amor daqueles de novelas,
Amor que só faz refém.
Amor aquele, a luz de velas,
Amor que no peito tem.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 18 de março de 2019

Escrevendo


Pensei em não pensar mais,
Mas sempre acabo pensando.
Decidi não querer amar mais,
Mas não tem jeito acabo amando.

Falei que não iria falar mais,
Mas por ironia acabo falando.
Queria não desejar mais,
Mas é mais forte, acabo desejando.

Implorei-me a não querer mais,
Mas o meu ego me pois querendo.
Cansei e não quis agir mais,
Mas sem me dar conta, estou agindo.

Parei e, seguir não queria mais,
Mas preciso agora ir seguindo.
Busquei não escrever mais,
Mas veja, já estou escrevendo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 11 de março de 2019

Emudecido


Quando a minha voz não mais for ouvida,

Que os meus versos á assuma.
Assim continuarei falando no amar,
Com o mesmo encanto de outrora.

Quando os anos me furtares a razão,
Que o meu olhar já cansado busque o horizonte.
Pois assim, saberei para onde vai minha existência,
E os meus versos em sua essência tornara-me ativo.

Mas quando eu já não for capaz de expressar o amor.
Que a minha inocência me acolha em seus braços,
Com a mesma ternura na qual sempre vivi.

Pois quando os meus olhos sucumbirem na minha partida.
Deixarei tudo o que com tal intensidade até aqui já senti,
Em cada pares de versos que já escrevi.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.