segunda-feira, 20 de maio de 2019

O frio - 1


Ele chega.
Ora manso como brisa.
Ora nervoso como explosão.

Ele cai.
Arrasando o pensamento,
Fragilizando o corpo.

Ele causa.
Tormento aos solitários.
Ardência entres amantes.

Ele vai.
Tudo fica instável e opaco.
Tudo fica branco e perdido

Ele deixa.
Sentimentos contraídos.
Desejo fica adormecido.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



domingo, 12 de maio de 2019

Mainha, Mainha.


Minha Rainha,
É minha guerreira.
É minha Mainha,
Mulher verdadeira.

Minha realeza,
Meu posto seguro.
Minha fortaleza,
Luz no meu escuro.

Mulher de firmeza.
Destemida.
Mulher sem tristeza,
Sofrida.

Mainha, Mainha.
Sozinha não fica.
Rainha, Rainha,
Ela é rica, é rica.

Mainha Rainha,
É meu tesouro,
Rainha Mainha,
É meu escudo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 6 de maio de 2019

Aldravia de 30 - Ela


Ela

Chegou
Testando
Calada
Trouxe
Leveza
Começou
Seduzindo
Escreveu
Tudinho
Dizendo.

Deitou
Olhou
Pensando
Pediu
Amor
Venha
Querendo
Sonhar
Desejo
Caricia.

Cedi
Alado
Coração
Magoado
Ainda
Mas
Entreguei
Toda
Verdade
Eu
Amei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 29 de abril de 2019

As flores 2


Não mereço dores,
Não quero rumores.
Não desejo rancores,
Somente as flores.

Amo assim nessa vida,
Amo meus amores.
Amar sem despedida,
Vivo meus amores.

Naquele jardim as flores,
No meu coração os amores.
Naquele olhar as cores,
Nos meus lábios seus sabores.

Amo assim nessa vida,
Amo meus amores.
Amar sem despedida,
Vivo meus amores.

Perfume pelos ares,
Corpos em seus lugares.
Sonhos a se entregares,
Botão a se desabrochares.

Amo assim nessa vida,
Amo meus amores.
Amar sem despedida,
Vivo meus amores.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Eu, a Lua e o Sol.


Eu, em estado vil de carência,
Em brilho, lágrimas estrelar.
Assumo a postura em latência,
De a Lua e o Sol observar.

A Lua em suas quatros lunar fases,
Ao morre do dia no entardecer.
Chorosamente ela vem em transe,
E eu a ver o que vai acontecer.

A mesma lamentosamente,
Reclama sua tristeza as estrelas.
De um abandono inocente,
Do seu amado sem abraça-la.

Compadeço-me de sua dor,
Pois também sofro tal agonia.
Ao viver a ausência de amor,
Que torna escuro sem magia.

Assim a Lua perambula,
Tentando somente entender.
O porquê dessa fabula,
Que se inicia ao anoitecer.

As horas lerdas sem pressa anda,
Dando as estrelas seu espaço.
O véu lunar em brilho em queda,
No universo tímido e vasto.

Deste modo a lua vira a madrugada,
Em triste tormento.
Com a duvida se foi ou não deixada,
Pelo seu amado.

Observo o Sol chegando alegre,
Vejo na sua alegria um aspecto de tristeza.
A Lua vai mansa como um tigre,
Mas toda imponente digna de uma realeza.

Eu aqui me calo neste verso,
Tentando somente entender.
Pois amanhã a lua em regresso,
E tudo volta assim a acontecer.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 15 de abril de 2019

Hoje eu assim acordei


Hoje eu lembrei:
Daquele amor que eu amei,
Daquela flor que eu admirei.
Daquele arder que eu queimei,
Daquela dor que eu chorei.
Hoje eu viajei.

Hoje eu imaginei:
Aquele momento que eu não vivi,
Aquela palavra que eu não falei.
Aquele gesto que eu de ti não vi,
Aquela cerca que eu ainda não pulei.
Hoje eu registrei.

Hoje eu precisei:
Daquele olhar que eu busquei,
Daquela poesia que eu declamei.
Daquele corpo que eu toquei,
Daquela mulher que eu amei.
Hoje eu gritei.

Hoje eu vasculhei:
Aquele sonho que eu não realizei,
Aquela carta que eu não entreguei.
Aquele lugar que eu não idealizei,
Aquela frase que eu não apaguei.
Hoje eu assim acordei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Aonde eu moro?


Moro ali, aonde eu durmo.
Ali, onde impera o escuro,
Que me fazem do ‘’mundo’’ excluído.
É, ali no canto daquele muro.

Moro aonde todos me veem,
Mas me torno um invisível.
Moro no relento ao tempo,
Mas não deixo de viver.

Moro ali naquele canto,
Coberto pela negra noite.
Moro lá com lamento,
Com estrelas como limite.

Moro ali, onde é meu abrigo.
Sem o digno e sonhado teto,
Meus companheiros e amigos.
Nutrindo-nos de singelo afeto.

Moro ali, por favor da vida,
Por ser desabrigado.
Moro lá por não ter saída,
Pois sou obrigado.

Moro ali, onde o vento me acaricia.
Onde convivo face a face com o medo.
Moro onde a solidão me balbucia,
A triste realidade sem nenhum segredo.

Moro ali, no canto daquele muro.
Com o pouco que me resta.
Moro com as esperanças sem rumo,
Buscando um sonho na fresta.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 1 de abril de 2019

Essa é a minha


Se vive por trás de várias,
Como se fosse roupa nova.
Hoje é uma e amanhã é outra,
Parece serem compradas em lojas.

Alguns por capricho as lavam,
E ficam limpinhas, branquinhas e lisinhas.
Já outros, as escondem engavetam,
Para usos eventuais ou como convinhas.

Respeito quem delas precisem,
Mas eu não preciso usa-las.
Pois gosto com ninguém discutem,
Vivemos numa nova era.

Eu só tenho só uma,
Não preciso de outra.
Cara só se tem uma.
Essa é a minha.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 25 de março de 2019

Tipos de amor


Amor demais,
Amor que tem.
Amor quer mais
Amor do bem.

Amor do Paraguai,
Amor que é birrento.
Amor daquele que trai,
Amor que é marrento.

Amor dos meus sonhos,
Amor que me faz bem.
Amor dos meus desejos,
Amor igual não tem.

Amor daqueles de novelas,
Amor que só faz refém.
Amor aquele, a luz de velas,
Amor que no peito tem.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 18 de março de 2019

Escrevendo


Pensei em não pensar mais,
Mas sempre acabo pensando.
Decidi não querer amar mais,
Mas não tem jeito acabo amando.

Falei que não iria falar mais,
Mas por ironia acabo falando.
Queria não desejar mais,
Mas é mais forte, acabo desejando.

Implorei-me a não querer mais,
Mas o meu ego me pois querendo.
Cansei e não quis agir mais,
Mas sem me dar conta, estou agindo.

Parei e, seguir não queria mais,
Mas preciso agora ir seguindo.
Busquei não escrever mais,
Mas veja, já estou escrevendo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 11 de março de 2019

Emudecido


Quando a minha voz não mais for ouvida,

Que os meus versos á assuma.
Assim continuarei falando no amar,
Com o mesmo encanto de outrora.

Quando os anos me furtares a razão,
Que o meu olhar já cansado busque o horizonte.
Pois assim, saberei para onde vai minha existência,
E os meus versos em sua essência tornara-me ativo.

Mas quando eu já não for capaz de expressar o amor.
Que a minha inocência me acolha em seus braços,
Com a mesma ternura na qual sempre vivi.

Pois quando os meus olhos sucumbirem na minha partida.
Deixarei tudo o que com tal intensidade até aqui já senti,
Em cada pares de versos que já escrevi.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



sexta-feira, 8 de março de 2019

Essa mulher


Essa mulher, é o que eu chamo de mulher de verdade.
E uma mulher, que se sente e sabe amar de dentro para fora.
É uma mulher, que não vive e nem se importa com a aparência.
Essa mulher, sabe e tem plena certeza do que realmente é amar.
É uma mulher, que sabe e demonstra ao seu amado em atitude.
É uma mulher, que doa verdadeiramente sem pensar nos obstáculos.
Essa mulher, é absolutamente digna de ser chamada de ser humana.
É uma mulher, desprovida de egoísmos e do cruel individualismo.
É uma mulher, que ver e entende o amar como uma verdadeira dádiva.

É uma mulher como essa, que eu quero um dia em algum lugar encontrar...

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 4 de março de 2019

Antes que este dia termine


Antes que este dia termine,
Sorrirei o meu melhor sorriso.
Darei a vida o meu melhor olhar,
Antes que este dia termine.

Antes que este dia termine,
Vou amar com a melhor forma.
Gritarei a paixão do melhor jeito,
Antes que este dia termine.

Antes que este dia termine,
Serei o melhor que eu assim puder ser.
Farei dos minutos os melhores momentos,
Antes que este dia termine.

Antes que este dia termine,
Descobrirei o meu melhor eu.
Sentirei as melhores emoções,
Antes que este dia termine.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Me leve


Me leve,
Para longe da dor da saudade.
Me leve,
Para distante da tristeza da solidão.
Me leve,
Para longe de toda maldade,
Me leve,
Para dentro do seu nobre coração.
Me leve,
Para provar a sua verdade.
Me leve,
Para o seu mundo de perdição.
Me leve,
Para ser a sua realidade.
Me leve,
Para te levantar do chão.
Me leve,
Para ser o objeto da sua vaidade.
Me leve,
Para satisfazer a sua intenção.
Me leve,
Para que eu seja na sua simplicidade.
Me leve,
Para viver contigo essa paixão.
Me leve,
Para sentimos juntos o amor em suavidade.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 17 de fevereiro de 2019

Versos nus


Sai sem medo,
Assim me veem.
Sem ruptura,
As loucuras acendem.

Mostrando as curvas,
Dos meus sentir.
Descrevendo os cantos,
Do meu amar.

Desnudando os meus prazeres,
No caminhar das incessantes virgulas.
Levando ao profano êxtases,
A fidelidade de meu querer e sonhar.

Revitalizando a gramatica,
Da semântica da minha poética.
Fazendo a simétrica,
Dos meus versos nus virados a casaca.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.




sábado, 9 de fevereiro de 2019

Juras de amor


Juras de amor,
Palavras fingidas.
Juras de dor,
Rimas mentidas.

Juras de dor,
Palavras rasgadas.
Juras de amor,
Páginas marcadas.

Juras de amor,
Lágrimas caídas.
Juras de dor,
Horas esquecidas.

Juras de dor,
Poesias escondidas.
Juras de amor,
Paixões perdidas.

Juras de dor.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Pedagogia da lama 2


José o que foi?
A lama secou.
Maria o que há?
Só lama dura.

João o que restou?
A lama em pedra.
Sebastiana e agora?
Viver na lama seca.

Abadia cadê liana?
A lama a petrificou.
Mariana e o feijão?
Na lama virou aço.

Sandrinha por que chora?
Por que a lama durou pouco.
Jesuína o que agora será?
O ferro que a lama deixou.

Na sociedade dos grandes capitais.
Os bilhões que matam algumas poucas centenas,
Justiças? Essa não se tem jamais.
Ficamos no vai pra lá e vem pra cá que só engana.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 27 de janeiro de 2019

Pedagogia da lama 1

Cidadão de onde você é?
Da lama.
A casa onde ficou?
Na lama.

Cadê a família?
Na lama.
O que sobrou?
Só lama.

O seu passado?
Virou lama.
E o presente?
Ah, só lama.

E o seu futuro?
Sei não. Lama.
E os sonhos?
Viraram lama.

Como se chama?
Lama.
E seu sobrenome?
Lama.

Tem esperança?
Só lama.
Qual é o caminho?
Da lama.

E o seu país?
Na lama.
E a cidadania?
Na lama.

O que você quer cidadão?
Não morrer na lama.
O que você fará então?
Tentar limpar a lama.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Aldravia de 30 – Paradigma


Paradigma

Vejo-me
Solto
Aqui
Dentro
E
Preso
Fora
De
Mim.

Sinto-me
Parte
Deste
Mundo
Que
Insiste
Em
Me
Ver
Longe.

Mas
Sou
Teimoso
De
Mais
Vou
Ocupando
Meu
Lugar
Nele.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Acabou? Não!


A festa do egoísmo,
A farra da mentira?
A banda do cinismo,
A vez da figura?

Não, não acabou nada,
Sobrevive no ocultismo.
Não, não se ver nada,
Escondido no intimismo.

A fome que mata,
O cruel abandono.
A solidão ingrata,
O hino insano.

Muda-se a realidade,
Com o medo social.
Usa-se da falsidade,
Com o excluir fatal.

E festa da injuria?
Dela pouco se sabe.
E o preço da luxúria?
Ela não nos cabe.

E a grande farra continua,
Os loucos são nomeados.
E a máscara é contínua,
Atrás dos acordos firmados.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.