sexta-feira, 8 de março de 2019

Essa mulher


Essa mulher, é o que eu chamo de mulher de verdade.
E uma mulher, que se sente e sabe amar de dentro para fora.
É uma mulher, que não vive e nem se importa com a aparência.
Essa mulher, sabe e tem plena certeza do que realmente é amar.
É uma mulher, que sabe e demonstra ao seu amado em atitude.
É uma mulher, que doa verdadeiramente sem pensar nos obstáculos.
Essa mulher, é absolutamente digna de ser chamada de ser humana.
É uma mulher, desprovida de egoísmos e do cruel individualismo.
É uma mulher, que ver e entende o amar como uma verdadeira dádiva.

É uma mulher como essa, que eu quero um dia em algum lugar encontrar...

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 4 de março de 2019

Antes que este dia termine


Antes que este dia termine,
Sorrirei o meu melhor sorriso.
Darei a vida o meu melhor olhar,
Antes que este dia termine.

Antes que este dia termine,
Vou amar com a melhor forma.
Gritarei a paixão do melhor jeito,
Antes que este dia termine.

Antes que este dia termine,
Serei o melhor que eu assim puder ser.
Farei dos minutos os melhores momentos,
Antes que este dia termine.

Antes que este dia termine,
Descobrirei o meu melhor eu.
Sentirei as melhores emoções,
Antes que este dia termine.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Me leve


Me leve,
Para longe da dor da saudade.
Me leve,
Para distante da tristeza da solidão.
Me leve,
Para longe de toda maldade,
Me leve,
Para dentro do seu nobre coração.
Me leve,
Para provar a sua verdade.
Me leve,
Para o seu mundo de perdição.
Me leve,
Para ser a sua realidade.
Me leve,
Para te levantar do chão.
Me leve,
Para ser o objeto da sua vaidade.
Me leve,
Para satisfazer a sua intenção.
Me leve,
Para que eu seja na sua simplicidade.
Me leve,
Para viver contigo essa paixão.
Me leve,
Para sentimos juntos o amor em suavidade.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 17 de fevereiro de 2019

Versos nus


Sai sem medo,
Assim me veem.
Sem ruptura,
As loucuras acendem.

Mostrando as curvas,
Dos meus sentir.
Descrevendo os cantos,
Do meu amar.

Desnudando os meus prazeres,
No caminhar das incessantes virgulas.
Levando ao profano êxtases,
A fidelidade de meu querer e sonhar.

Revitalizando a gramatica,
Da semântica da minha poética.
Fazendo a simétrica,
Dos meus versos nus virados a casaca.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.




sábado, 9 de fevereiro de 2019

Juras de amor


Juras de amor,
Palavras fingidas.
Juras de dor,
Rimas mentidas.

Juras de dor,
Palavras rasgadas.
Juras de amor,
Páginas marcadas.

Juras de amor,
Lágrimas caídas.
Juras de dor,
Horas esquecidas.

Juras de dor,
Poesias escondidas.
Juras de amor,
Paixões perdidas.

Juras de dor.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Pedagogia da lama 2


José o que foi?
A lama secou.
Maria o que há?
Só lama dura.

João o que restou?
A lama em pedra.
Sebastiana e agora?
Viver na lama seca.

Abadia cadê liana?
A lama a petrificou.
Mariana e o feijão?
Na lama virou aço.

Sandrinha por que chora?
Por que a lama durou pouco.
Jesuína o que agora será?
O ferro que a lama deixou.

Na sociedade dos grandes capitais.
Os bilhões que matam algumas poucas centenas,
Justiças? Essa não se tem jamais.
Ficamos no vai pra lá e vem pra cá que só engana.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 27 de janeiro de 2019

Pedagogia da lama 1

Cidadão de onde você é?
Da lama.
A casa onde ficou?
Na lama.

Cadê a família?
Na lama.
O que sobrou?
Só lama.

O seu passado?
Virou lama.
E o presente?
Ah, só lama.

E o seu futuro?
Sei não. Lama.
E os sonhos?
Viraram lama.

Como se chama?
Lama.
E seu sobrenome?
Lama.

Tem esperança?
Só lama.
Qual é o caminho?
Da lama.

E o seu país?
Na lama.
E a cidadania?
Na lama.

O que você quer cidadão?
Não morrer na lama.
O que você fará então?
Tentar limpar a lama.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Aldravia de 30 – Paradigma


Paradigma

Vejo-me
Solto
Aqui
Dentro
E
Preso
Lá
Fora
De
Mim.

Sinto-me
Parte
Deste
Mundo
Que
Insiste
Em
Me
Ver
Longe.

Mas
Sou
Teimoso
De
Mais
Vou
Ocupando
Meu
Lugar
Nele.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Acabou? Não!


A festa do egoísmo,
A farra da mentira?
A banda do cinismo,
A vez da figura?

Não, não acabou nada,
Sobrevive no ocultismo.
Não, não se ver nada,
Escondido no intimismo.

A fome que mata,
O cruel abandono.
A solidão ingrata,
O hino insano.

Muda-se a realidade,
Com o medo social.
Usa-se da falsidade,
Com o excluir fatal.

E festa da injuria?
Dela pouco se sabe.
E o preço da luxúria?
Ela não nos cabe.

E a grande farra continua,
Os loucos são nomeados.
E a máscara é contínua,
Atrás dos acordos firmados.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

45


A vida segue,
Os cabelos brancos se despontam.
O sonho segue,
Os ossos ficam gastos e doloridos.

A vida segue,
Os desejos em si se renovam.
O sonho segue,
Os sentidos vão-se, turvados.

A vida segue,
As verdades veem se e desentocam.
O sonho segue,
O tempo vai nas rugas aparecendo.

A vida segue,
Os verbos nas virgulas se cruzam.
O sonho segue,
Os anos vão lentamente passando.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

OBS: essa redondilha é uma auto-homenagem aos meus 45 anos de idade completado no último dia 5 de janeiro...



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Mais um ano que partiu


Partiram os sonhos quebrados,
Nos amores e paixões não vividos.
Mas se renovam as esperanças,
No desejo das novas tentavas.

Ficaram para trás,
As investidas errôneas.
As dores que incomodavam,
As raivas ressentidas.

Firma-se no horizonte,
As novas coloridas esperanças.
As sinceras vontades de fazer tudo de novo,
Com vontade de viver cada novos momentos.

Deixando a cargo do tempo o realizar,
Preparando-me para o cair e o levantar.
Tirando lições das falhas cometidas,
Resignificando as expectativas de existir.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Quero Verão


Quero alegria,
Ver aquele sorrisão.
Quero fantasia,
Felicidade no coração.

Quero ver as ondas,
Caírem nos abraços da praia.
Quero correr e nadar,
Ver corpo da morena na areia.

Quero sentir na pele,
A emoção do queimar do verão.
Quero sentir o calor,
Calor do amor na gostosa atração.

Quero ver a marca do verão,
Nas curvas da morena.
Quero amor quero sedução.
Quero você minha divina.

Minha Deusa minha menina,
Você é meu pedaço de ilusão
Quero você menina e divina,
Vem acabar com minha solidão.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 23 de dezembro de 2018

Oração Poética


Pai!

Te peço o consolo
Aos desolados.
Um teto digno
Aos desabrigados.

Pai!

Mata a fome e a sede,
De todos os seus filhos.
Mata o mal que impede,
O caminhar neste martilho.

Pai!

Veja quantas dores,
No humano orgulho.
Sinta os desamores,
No não acatar conselho.

Pai!

Mostra-nos o que é,
O verdadeiro amar.
Tu que rocha dura é,
Ensina-nos a andar.

Pai!

Eu agradeço pela,
Minha teimosia.
Ao escrever essa,
Minha poesia.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Chega


Vem, chega mais perto.
Quebra seu medo,
Me dê um abraço.

Vem, fala de amor pra mim.
Sussurra assim,
Eu quero te sentir em mim.

Vem, chega mais perto.
Fica aqui comigo,
É tudo que eu te peço.
Faz amor comigo.

Vem, vamos sonhar.
Deixa a paixão nos guiar,
Neste querer amar.

Vem, chega logo agora.
O coração aqui já chora,
Não entende sua demora.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Dane-se


Dane-se os padrões sociais,
Os quais, renegam e excluem.
Foda-se os conceitos sociais,
Os quais, fragmentam e destroem.

Foda-se esse egoísmo sociais.
Onde reina o majestoso individualismo.
Dane-se esse materialismo sociais,
Onde se institui o exacerbado consumismo.

Dane-se essas massificações sociais,
Que só visam a exploração e o controlismo.
Foda-se essas visíveis cegueiras sociais,
Que se justificam no e pelo cruel submissimo.

Foda-se esses moralismos sociais,
Que só diminui e apaga a liberdade,
Dane-se esses fobismos sociais,
Que só camufla e esconde a realidade.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A sua boca


A sua boca.
É minha loucura,
Que o meu desejo guia.
A sua boca.
Quando me toca,
É somente gosto e fantasia.

A sua boca.
Tem o doce sabor,
Da gostosa sedução.
A sua boca.
Tem do amar a cor,
Que endoidece o coração.

A sua boca.
Ela logo domina-me,
Quando aos meus ouvidos sussurram.
A sua boca.
Eu sei que perturba-me,
Quando as delicias em mim derramam.

A sua boca.
Eu sempre a quero,
Sem qualquer obsessão.
A sua boca.
Eu aqui a venero.
Em qualquer submissão.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Noite serena


Noite serena que vem,
Noite quente que vai.
Noite que quero alguém,
Noite que tu daqui sai.

Que a noite me seja sempre serena,
Com a voz e as caricias do meu querer bem.
Que tu nunca saia daqui pequena,
Que a noite nunca tire o calor que só tu tem.

Ela aparece toda sonhosa,
A noite assim ela se revela.
Num jeito toda tinhosa,
Como em noite de novela.

A noite vem com o serenar,
Trazendo os ares do amor.
E com a noite vem o luar,
Deixa num beijo seu sabor.

Mas quando a noite se vai,
Fico com a alma tristonha.
E o Senhor Sol logo cai,
Trazendo a brisa da manhã.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Essas quinas escritas


Essa saudade que machuca,
As vezes nos trazem lembranças esquecidas.
Essa saudade que machuca,
Nos perturbam os pensamentos nas madrugadas.

Essa tristeza que incomoda,
Nos faz perdido aqui neste sofrido coração.
Essa tristeza que incomoda,
Nos faz chorar nesta doida e fria solidão,

Essa raiva que insulta,
Nos faz perder o que ainda resta de razão.
Essa raiva que insulta,
Nos faz viver de maluca e insana ilusão.

Essa dor que atormenta,
Nos induz a dor e a louca inconstância.
Essa dor que atormenta,
Nos encaminha para a cruel ausência.

Essas quinas escritas,
Com versos negros quase sem cor e vida.
Essas quinas escritas,
Preenche o vazio dessa pagina amarelada.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A Lua dama rubra


Quem viu a Lua vermelha ontem, no negro da fria noite.
Não teve noção da raiva dela.
Nunca viveu com profunda intensidade um desencontro.
Não viu o que a cena nos revela.

Imaginem a triste cena agora:

Uma linda dama toda perfumada,
Batom de leve tom a brilhar nos lábios.
Trajada de um vestido de pérolas,
Num salto alto do mais puro cristal.

Segue a cena:

A dama com um penteado prateado,
Adornado com uma magnifica coroa em véu.
Acompanhando essa bela dama até o local marcado,
No crepúsculo do entardecer a carruagem de estrelas.

Só um pouco mais:

A bela amada, já toda ansiosa no local combinado.
Esperando ali o seu majestoso amado o grande astro,
Para que ela possa enfim entrega-se ao seu laço num abraço.
As horas passam, e o entardecer acaba e apenas um aceno.

Finalizando a cena:

De repente, o prateado lunar se enrubesce,
O vermelho se faz vivo e forte no brilho da bela dama.
Parece ser do nada, toma de uma ressentida raiva,
E assim essa triste cena em suas quatros fases se repete.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Cale-se


Cale-se,
Não conteste o meu ago.
Cale-se,
Não questione meu medo.

Cale-se,
Não subestime o que sou.
Cale-se,
Não esconda o que não sou.

Cale-se,
Não apague o meu sorriso.
Cale-se,
Não ignore o meu desejo.

Cale-se,
Não me negue o seu amor.
Cale-se,
Não alimente mais essa dor.

Cale-se,
Só me ame por favor.
Cale-se,
Só esqueça seu rancor.

Cale-se,
Renasça em meu corpo.
Cale-se,
Não perca mais tempo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.