segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Coração e pensamento


Dorme coração,
Dorme e não acorda.
Dorme pensamento,
Dorme e não perturba.

Descanse pensamento,
Descanse enquanto há tempo.
Descanse coração,
Descanse e não fuja do tempo.

Alimente coração,
Alimente-se de boas lembranças.
Alimente pensamento,
Alimente-se nas nossas andanças.

Acorde pensamento,
Acorde com o sino a badalar.
Acorde coração,
Acorde que já é tempo de amar.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Eu procuro por:


Uma amiga que seja,
Minha namorada.
Uma namorada que seja,
Minha amante.
Uma amante que seja,
Minha amiga.

Que essa amante seja,
Carinhosamente doce.
Que essa amiga seja,
Companheira e presente.
Que essa namorada seja,
Completamente surpreendente.

Um olhar que me toque,
Fazendo-me seu mundo.
Um sorriso que me encante,
Em fração de segundo.
Um abraço que me acolhe,
Sem nenhum medo.
Uma boca loucamente ardente
Que faça-me desejado.

Um verdadeiro amor,
Que seja só meu.
Um sonho avassalador,
Que seja meu Céu.
Um lugar sem nada de dor,
Que eu me sinta teu.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Minha infância


Dela guardo umas poucas lembranças,
Saudades inexplicáveis de poucos momentos.
Das histórias fantásticas de crianças,
Das aventuras vividas só nas imaginações.

Do ser herói para salvar do mal o mundo,
Da goíba do vizinho que não pude pegar emprestada.
Do rolimã que descia a ladeira sem mim,
Da beti que eu queria jogar mas não podia brincar.

De tantas coisas que eu não pude viver,
Mas na mente eu fazia de conta que era.
Das bolas que quebrava a vidraça do ser,
E eu não podia contar quem foi ou era.

De toda inocência que hoje faz falta,
Da vizinha bonita que eu dizia que namorava.
Das algazarras na rua das gurizadas,
Das minhas limitações? Dessa eu nem lembrava.

Da minha infância eu nunca esquecerei,
Mesmo não ter sida vivida como queria.
Mas nas minhas saudades sempre guardarei,
A criança que na minha infância eu seria.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Amor Inocente


Este amor verdadeiro,
Amor da gente.
Amor de escudeiro,
Amor Inocente.

Meu inocente amor quero te ofertar,
Em um jardim em flores.
Mas um amor verdadeiro vai estar,
Além de todas as dores.

Confesso, em você me perdi,
Num sentir enlouquente.
Mas em amar me convenci,
Da forma mais inocente.

No meu peito sem parar,
Sinto de forma intensa.
O amor não quer calar,
Neste sonhar aqui tensa.

Com ternura e calor,
Que invade a gente.
Viveremos o amor,
Puro, doce e inocente.

Não deixa murchar a esperança,
Mesmo com você ausente.
Deixando em mim como herança,
Este amar tão ardente.

Qual o sorriso de uma criança,
Corajosa e valente.
Cheia de vontade e pura crença.
Sem raiva, inocente.

Jamais será findo,
Este sentir inocente,
No amor profundo,
Deste ser tão carente.

É tudo puro sabor,
Que fica na gente,
Ao acabar o amor,
Que foi inocente.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A criança que eu: fui, queria, quero e serei


A criança que eu fui.
Apesar de não viver como criança,
Na minha imaginação eu fui criança.
E nela eu era herói.

A criança que eu queria simplesmente ser.
Queria sair escondido para pegar a goiaba do vizinho,
Queria ir ao campinho perto de casa para jogar bola.
Queria ser a criança que não podia ser.

A criança que eu ainda quero ser.
Quero a inocência de ser a criança que eu não pude ser,
Levar para quem precise um doce sorriso em versos.
Essa é a criança quero eu ser.

A criança que eu um dia serei.
Ainda é incerto, pois as brincadeiras são outras,
A inocência já não são as mesmas de outrora.
É incerta a criança que serei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Tome posse

Tome posse do meu sorrir,
Tome posse de mim.
Tome posse sem essa de fingir,
Tome posse assim.

Tome posse do meu corpo,
Tome posse assim.
Tome posse pouco a pouco,
Tome posse de mim.

Tome posse dos meus desejos,
Tome posse de mim.
Tome posse dos meus beijos,
Tome posse assim.

Tome posse sem medo,
Tome posse assim.
Tome posse sem segredo,
Tome posse de mim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A tristeza do povo Brasileiro


O povo Brasileiro hoje se entristece,
Com algazarra televisionada.
Mostrada em rede nacional em lance,
Na festança da impunidade.

O povo Brasileiro viu morrer sua vontade,
Nos argumentos ali declarados.
Matara na nossa cara a nossa representativade,
Os nossos votos foram rasgados.

O povo Brasileiro viu no lixo a sua sula cidadania,
Envenenado pelo soberbo egoísmo.
Virmos àqueles que elegermos para nos representar,
Destruírem a nossa confiabilidade.

O povo Brasileiro foi sangrado com um duro e certeiro golpe,
Arrancaram-nos a esperança soberana.
Mas esperamos o momento certo de darmos o contragolpe,
Destituindo do poder essa corja insana.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A ciranda


O que pode ser uma ciranda,
Se não um verso em renda?
Poesia em roxa e viva lavanda,
Orações deste poeta em oferenda?

Quero um poema para a zinda,
Onde eu possa rimar na ciranda.
Pode ser palavra da alma vinda,
Mas tem que ser em bela ciranda.

Uma amiga que conhece Miranda,
Quis saber se verso quebrado se emenda?
Vi-me em grande aflição sem referenda,
Respondo que tudo pode na ciranda.

Mas se não for pela ciranda,
Responde a amiga da Miranda,
A ciranda jamais será ciranda,
Onde a poesia e verso não anda.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Dia manhoso


O dia vem leve e manhoso,
Carregado de magia.
E você no jeito carinhoso,
Faz no meu peito folia.

Com um amanhecer meio tímido,
Com o sol surgindo todo imponente.
Os minutos e as horas correndo,
Criando momentos gostosamente.

E as horas se misturam,
As minhas doidas confusões.
Os minutos se embrenham,
As minhas doces emoções.

Assim a tarde se anuncia,
Um tanto assim sonolenta.
Minha loucura acaricia,
A sua liberdade faminta.

E assim a tarde vai entregando a ciranda,
Se curvando suditamente.
Vem chegando a grande dama enluarada,
Em cortejo ofuscante.

É a noite que sedenta vem,
Deitando sobre a sombra da saudade.
Lembro-me do meu doce bem,
Sinto no peito inquieto aquela vontade.

E cíclica a grande roda gira,
Durante o dia manhoso.
Vai costurando noite e dia,
De coisas belas e dinhoso.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Não fuja


Não fuja.
Deste amor que é seu,
Deste sonho que é meu.
Não fuja.

Eu te dei meu coração,
E me vi em suas mãos.
Eu não fiz de ti questão.
Os meus olhos em ti estão.

Oooo... Oooo... Oooo...
Éeeeeee... Éeeeeee...

Vem me fazer feliz,
Daquele seu jeito.
Venha me seduzi,
Com seus beijos.

Não fuja.
Deste amor que é seu,
Deste sonho que é meu.
Não fuja.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Foda-se - 2


Foda-se, esta sociedade egoísta.
Foda-se este sistema segregativo.
Foda-se, esta ideologia individualista.
Foda-se, estes políticos mentirosos.

Fodam-se, pois, já estamos cansados destes que:
O usa como exercito para garantir a sua taça,
De vinho da gritante e miserável desigualdade,
Tendo como tira-gosto as saborosas mentiras,
Fartando-se no sangue da agonia segregantes do povo.

Fodam-se, os preconceitos, pois estes, impiedosos nós destrói.
Desumaniza, elimina, inferioriza, exclui e mata o outro.
Fodam-se, os interesses exacerbados dessa minoria dominante.
Que nos doma, massifica, manipula, explora e aprisiona.

Foda-se, a omissão diante as mazelas humanas.
Foda-se, o absurdo silencio diante a natureza.
Foda-se, a riqueza diante a miséria humana.
Foda-se, o capitalismo imbecil e nauseante.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A sociedade

É um aglomerado,
De conceitos e preceitos.
É um campo minado,
Com os seus pré-conceitos.

É uma rede em cadeia,
Com suas pretensões e conexões.
É um núcleo que erradia.
“As coletivas vontades e necessidades”

É um emaranhado,
De atritos e convicções.
É o grande labirinto,
De conflitos e interesses.

É um motor rotator,
Que produz “energias e convulsões”
É um grande medidor,
Que mede as forças e as intenções.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Deixe-me ir


Deixe-me ir,
Não, não me impeça.
Deixe-me ir,
Deixe que aconteça.

Deixe-me ir,
Porque eu preciso.
Deixe-me ir,
Não quero descaso.

Deixe-me ir,
Não, não chore.
Deixe-me ir,
Não se implore.

Deixe-me ir,
Pois eu preciso me reencontrar.
Deixe-me ir,
Tenho que reaprender a amar.

Deixe-me ir,
Neste momento torna-se pertinente.
Deixe-me ir,
Preciso deste tempo entre agente.

Deixe-me ir,
E não mais me espere.
Deixe-me ir,
Não, jamais se desespere.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 30 de julho de 2018

Tu


Tu que se esconde do amar,
Está perdida nas suas dores,
Tu que se esquiva de sonhar,
Não sente os perfumes das flores.

Tu que não quer e não tenta,
Não sabe que fica escravo.
Tu que a luta não enfrenta,
Nos pés a dor vira cravo.

Tu amor insano e ingrato,
Que trapaceia este pobre coração.
Tu paixão teimosa e insolente,
Que convida e crava em mim a solidão.

Tu lágrimas ocultas que arde na minha pele,
Carrega em ti os meus profanos desejos.
Tu loucura incessante alimenta a minha perdição,
Com essa vontade soberana de amar.

Tu que vive calado coração machucado,
Esperando o momento de um encontro.
Tu pensamento sem rumo desconcertado,
Que insiste num imaginar aqui dentro.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 23 de julho de 2018

To chegando, to voltando...


Calma meu amor,
Já estou voltando.
Segura coração,
Já estou chegando.

Me espera no portão,
Com um beijo seu.
Quero aquele abraço,
Que é só meu.

To chegando...
To te amando...
To voltando...
To querendo...

Meu amor, amor, amor, amor amado...
Meu amor, amor, amor, amor amado...

Já estou te imaginando paixão,
Já estou sentindo seu perfume.
Estou querendo seu abrigo,
Você sabe que eu sou seu fã.

A saudade já está pegando,
Coração já não aguenta mais.
A solidão já está doendo,
Já estou louco pra chegar em casa.

To voltando...
To querendo...
To chegando...
To te amando...

Meu amor, amor, amor, amor amado...
Meu amor, amor, amor, amor amado...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 16 de julho de 2018

É...

É...
E a vida vai correndo,
E tudo vai ai sendo.
É...
E eu vou envelhecendo,
Nos dias que vão acontecendo.
É...
Tudo vai se esclarecendo,
Nas coisas que vão assim girando.
É...
O Dia vai logo terminando,
E a Noite vem se anunciando.
É...
O silencio vem chegando,
E solidez já está dominando.
É...
Os olhos vão se fechando,
Com o sono me chamando.
É...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 9 de julho de 2018

As cores fortes do pensamento


Dueto

Até aqui nada mais me surpreende,
De tudo que até hoje eu já passei.
Mesmo assim de tudo se aprende,
No caminho longo, mas não cansei.

O sono que a noite me traz,
Penso numa única questão.
O que realmente traz paz,
Na mente tudo vira confusão.

Mas ainda assim não entendo,
Por que há tanta divergência.
Que no mundo o sol é para todos,
Mesmo que haja diferença.

Racistas e homofóbicos,
Andando junto lada a lado.
Em sentido filosófico,
Somos inimigo ou aliado.

Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o poeta.
&
Kellvem Tavares de Oliveira – Kellvem o Pensador.



segunda-feira, 2 de julho de 2018

Naquela ladeira


Lá eu desço,
Sobre rodas.
Lá os sonhos,
Se desenrolam.
Lá aonde vida,
Segue seu curso.
Lá as mãos,
Logo se cruzam.
Lá as vozes,
Ganham eco.
Lá as tramas,
Se deflagram.
Lá as dores,
Se ouve em acústico.
Lá as penas,
Se debruçam.
Lá o ódio,
Se esconde.
Lá a raiva,
Chega e dança.
Lá as tramoias,
Marcam encontros.
Lá o amor,
Se desfalece.
Lá o fogo,
Ferve e mata.
Lá os gritos,
Ensurdecem.
Lá os valores,
São contados.
Lá as esperanças,
São caladas.
Lá as paixões,
Se enlouquecem.
Lá as caras,
São pintadas.
Lá o medo,
Se envaidece.
Lá as loucuras,
São bem pagas.
Lá o tempo,
Faz redemoinho.
Lá o desejo,
É cronometrado.
Lá o vento,
É vaiado.
Lá naquela ladeira,
Eu não paro.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Dentro e fora de mim


Aqui dentro de mim,
Tudo é fato.
Mas ai fora de mim,
Nada, é certo.

Aqui dentro de mim,
Tudo é puro.
Mas ai fora de mim,
Nada, é claro.

Aqui dentro de mim,
Tudo é teu.
Mas ai fora de mim,
Nada, é meu.

Aqui dentro de mim,
Tudo é real.
Mas ai fora de mim,
Nada, é leal.

Aqui dentro de mim,
Tudo são contextos.
Mas ai fora de mim,
Nada, são só textos

Aqui dentro de mim,
Tudo é o que escrevo.
Mas ai fora de mim,
Nada, é o que descrevo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

O choro de um poeta


Falei de amor para ti,
Querendo somente seu carinho.
Abri a minha alma,
Sem pensar que ficaria sozinho.

Revelei a ti o meu mundo,
Confiando-a o meu amor.
Por alguns poucos segundos,
Acreditei não sentir dor.

Mas foste tu ingrata,
Causando-me desamor.
Pois tu assim mata,
O meu sonho de amor.

E a raiva que me dilacera,
Com o seu dissabor.
Faz-me não ver horizonte.

Neste choro deste eu poeta,
Libero este rancor.
Para logo seguir em frente.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.