segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Dia manhoso


O dia vem leve e manhoso,
Carregado de magia.
E você no jeito carinhoso,
Faz no meu peito folia.

Com um amanhecer meio tímido,
Com o sol surgindo todo imponente.
Os minutos e as horas correndo,
Criando momentos gostosamente.

E as horas se misturam,
As minhas doidas confusões.
Os minutos se embrenham,
As minhas doces emoções.

Assim a tarde se anuncia,
Um tanto assim sonolenta.
Minha loucura acaricia,
A sua liberdade faminta.

E assim a tarde vai entregando a ciranda,
Se curvando suditamente.
Vem chegando a grande dama enluarada,
Em cortejo ofuscante.

É a noite que sedenta vem,
Deitando sobre a sombra da saudade.
Lembro-me do meu doce bem,
Sinto no peito inquieto aquela vontade.

E cíclica a grande roda gira,
Durante o dia manhoso.
Vai costurando noite e dia,
De coisas belas e dinhoso.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Não fuja


Não fuja.
Deste amor que é seu,
Deste sonho que é meu.
Não fuja.

Eu te dei meu coração,
E me vi em suas mãos.
Eu não fiz de ti questão.
Os meus olhos em ti estão.

Oooo... Oooo... Oooo...
Éeeeeee... Éeeeeee...

Vem me fazer feliz,
Daquele seu jeito.
Venha me seduzi,
Com seus beijos.

Não fuja.
Deste amor que é seu,
Deste sonho que é meu.
Não fuja.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Foda-se - 2


Foda-se, esta sociedade egoísta.
Foda-se este sistema segregativo.
Foda-se, esta ideologia individualista.
Foda-se, estes políticos mentirosos.

Fodam-se, pois, já estamos cansados destes que:
O usa como exercito para garantir a sua taça,
De vinho da gritante e miserável desigualdade,
Tendo como tira-gosto as saborosas mentiras,
Fartando-se no sangue da agonia segregantes do povo.

Fodam-se, os preconceitos, pois estes, impiedosos nós destrói.
Desumaniza, elimina, inferioriza, exclui e mata o outro.
Fodam-se, os interesses exacerbados dessa minoria dominante.
Que nos doma, massifica, manipula, explora e aprisiona.

Foda-se, a omissão diante as mazelas humanas.
Foda-se, o absurdo silencio diante a natureza.
Foda-se, a riqueza diante a miséria humana.
Foda-se, o capitalismo imbecil e nauseante.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A sociedade

É um aglomerado,
De conceitos e preceitos.
É um campo minado,
Com os seus pré-conceitos.

É uma rede em cadeia,
Com suas pretensões e conexões.
É um núcleo que erradia.
“As coletivas vontades e necessidades”

É um emaranhado,
De atritos e convicções.
É o grande labirinto,
De conflitos e interesses.

É um motor rotator,
Que produz “energias e convulsões”
É um grande medidor,
Que mede as forças e as intenções.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Deixe-me ir


Deixe-me ir,
Não, não me impeça.
Deixe-me ir,
Deixe que aconteça.

Deixe-me ir,
Porque eu preciso.
Deixe-me ir,
Não quero descaso.

Deixe-me ir,
Não, não chore.
Deixe-me ir,
Não se implore.

Deixe-me ir,
Pois eu preciso me reencontrar.
Deixe-me ir,
Tenho que reaprender a amar.

Deixe-me ir,
Neste momento torna-se pertinente.
Deixe-me ir,
Preciso deste tempo entre agente.

Deixe-me ir,
E não mais me espere.
Deixe-me ir,
Não, jamais se desespere.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 30 de julho de 2018

Tu


Tu que se esconde do amar,
Está perdida nas suas dores,
Tu que se esquiva de sonhar,
Não sente os perfumes das flores.

Tu que não quer e não tenta,
Não sabe que fica escravo.
Tu que a luta não enfrenta,
Nos pés a dor vira cravo.

Tu amor insano e ingrato,
Que trapaceia este pobre coração.
Tu paixão teimosa e insolente,
Que convida e crava em mim a solidão.

Tu lágrimas ocultas que arde na minha pele,
Carrega em ti os meus profanos desejos.
Tu loucura incessante alimenta a minha perdição,
Com essa vontade soberana de amar.

Tu que vive calado coração machucado,
Esperando o momento de um encontro.
Tu pensamento sem rumo desconcertado,
Que insiste num imaginar aqui dentro.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 23 de julho de 2018

To chegando, to voltando...


Calma meu amor,
Já estou voltando.
Segura coração,
Já estou chegando.

Me espera no portão,
Com um beijo seu.
Quero aquele abraço,
Que é só meu.

To chegando...
To te amando...
To voltando...
To querendo...

Meu amor, amor, amor, amor amado...
Meu amor, amor, amor, amor amado...

Já estou te imaginando paixão,
Já estou sentindo seu perfume.
Estou querendo seu abrigo,
Você sabe que eu sou seu fã.

A saudade já está pegando,
Coração já não aguenta mais.
A solidão já está doendo,
Já estou louco pra chegar em casa.

To voltando...
To querendo...
To chegando...
To te amando...

Meu amor, amor, amor, amor amado...
Meu amor, amor, amor, amor amado...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 16 de julho de 2018

É...

É...
E a vida vai correndo,
E tudo vai ai sendo.
É...
E eu vou envelhecendo,
Nos dias que vão acontecendo.
É...
Tudo vai se esclarecendo,
Nas coisas que vão assim girando.
É...
O Dia vai logo terminando,
E a Noite vem se anunciando.
É...
O silencio vem chegando,
E solidez já está dominando.
É...
Os olhos vão se fechando,
Com o sono me chamando.
É...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 9 de julho de 2018

As cores fortes do pensamento


Dueto

Até aqui nada mais me surpreende,
De tudo que até hoje eu já passei.
Mesmo assim de tudo se aprende,
No caminho longo, mas não cansei.

O sono que a noite me traz,
Penso numa única questão.
O que realmente traz paz,
Na mente tudo vira confusão.

Mas ainda assim não entendo,
Por que há tanta divergência.
Que no mundo o sol é para todos,
Mesmo que haja diferença.

Racistas e homofóbicos,
Andando junto lada a lado.
Em sentido filosófico,
Somos inimigo ou aliado.

Autores: Joabe Tavares de Souza – Joabe o poeta.
&
Kellvem Tavares de Oliveira – Kellvem o Pensador.



segunda-feira, 2 de julho de 2018

Naquela ladeira


Lá eu desço,
Sobre rodas.
Lá os sonhos,
Se desenrolam.
Lá aonde vida,
Segue seu curso.
Lá as mãos,
Logo se cruzam.
Lá as vozes,
Ganham eco.
Lá as tramas,
Se deflagram.
Lá as dores,
Se ouve em acústico.
Lá as penas,
Se debruçam.
Lá o ódio,
Se esconde.
Lá a raiva,
Chega e dança.
Lá as tramoias,
Marcam encontros.
Lá o amor,
Se desfalece.
Lá o fogo,
Ferve e mata.
Lá os gritos,
Ensurdecem.
Lá os valores,
São contados.
Lá as esperanças,
São caladas.
Lá as paixões,
Se enlouquecem.
Lá as caras,
São pintadas.
Lá o medo,
Se envaidece.
Lá as loucuras,
São bem pagas.
Lá o tempo,
Faz redemoinho.
Lá o desejo,
É cronometrado.
Lá o vento,
É vaiado.
Lá naquela ladeira,
Eu não paro.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Dentro e fora de mim


Aqui dentro de mim,
Tudo é fato.
Mas ai fora de mim,
Nada, é certo.

Aqui dentro de mim,
Tudo é puro.
Mas ai fora de mim,
Nada, é claro.

Aqui dentro de mim,
Tudo é teu.
Mas ai fora de mim,
Nada, é meu.

Aqui dentro de mim,
Tudo é real.
Mas ai fora de mim,
Nada, é leal.

Aqui dentro de mim,
Tudo são contextos.
Mas ai fora de mim,
Nada, são só textos

Aqui dentro de mim,
Tudo é o que escrevo.
Mas ai fora de mim,
Nada, é o que descrevo.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

O choro de um poeta


Falei de amor para ti,
Querendo somente seu carinho.
Abri a minha alma,
Sem pensar que ficaria sozinho.

Revelei a ti o meu mundo,
Confiando-a o meu amor.
Por alguns poucos segundos,
Acreditei não sentir dor.

Mas foste tu ingrata,
Causando-me desamor.
Pois tu assim mata,
O meu sonho de amor.

E a raiva que me dilacera,
Com o seu dissabor.
Faz-me não ver horizonte.

Neste choro deste eu poeta,
Libero este rancor.
Para logo seguir em frente.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 11 de junho de 2018

O amor - 3


Amanhã talvez o amor me encontre,
Talvez a felicidade me abrace.
Talvez amanhã o sorriso de amar,
Esteja vivo e estampado no meu rosto.

Amanhã talvez ao me despertar do sono,
No horizonte o Sol talvez me traga este sonho.
Talvez a realidade do meu louco desejo,
Seja talvez as mesmas verdades de alguém que amo.

Talvez eu sinta amanhã a emoção de amar,
De viver talvez a maior das aventuras.
Ainda talvez olho nos seus olhos e me veja,
Não como um mero ‘’talvez’’ mas um único sempre.

Talvez amanhã no decorrer do dia o amor se esconda,
Colocando-me talvez num estado de suspense involuntário.
Talvez na minha rotineira solidão nem sequer perceba,
Que tudo talvez seja minuciosamente intencionado.

Amanhã o amor talvez durante o dia me torture,
Com presunção na tentativa talvez de enlouquece-me.
Construindo um cenário de absoluto mistério.

Preparando-me talvez para a esperada enlouquente noite,
Induzindo-me maestramente a exaustão.
Para que talvez no meu noturno cansaço em sonho ela venha.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 3 de junho de 2018

Durma meu menino


Prepare a cama,
E vista seu pijama.
Puxe o sono,
Com um bocejo.

Fecha os seus olhinhos,
E chame os carneirinhos.
Vai chamando chamando,
Até ficar molinho molinho.

Deixe os seus pensamentos,
Ceder espaço para os sonhos.
Pois nele, nele você pode tudo.
Pode ser um Herói neste mundo.

Então durmar meu menino,
Que eu aqui fico te ninando.
Até eu também cair no sono,
Te olhando... Te olhando...

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



domingo, 27 de maio de 2018

Cansados


Cansados dos seus desmando,
Deste seu imbecil egoísmos.
Não atendemos o seu comando,
Não aceito o seu bandidismos.

Queremos o país de volta,
Queremos nossa soberania.
Pode dar sua meia volta,
E ir pra casa da sua ‘’tia’’.

Vendeste nossa autonomia,
Para atender os seus conluios.
E agora vem e me chicoteia,
Cobrando impostos caros.

Sai daí e pode ir embora,
Deixe este povo viver.
Basta o que fez até agora,
Não queremos sofrer.

Cansados das suas badernas,
Derrubando nossos direitos.
Vá cuidar das suas meninas,
Pois já estamos insatisfeitos.

O seu poder é todo nosso,
E você não nos representa.
Porque este lugar é nosso,
Com a gente tu não aguenta.

Sai daí e pode ir embora,
Deixe este povo viver.
Basta o que fez até agora,
Não queremos sofrer.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 21 de maio de 2018

A Prima Vera


No calor quente da madrugada,
Entra pela janela, ventos suaves...
Trazendo a alegria já esperada,
No abrir das flores, perfumes...

Ela chega provocante e nua,
Envolvida pelo escuro, desta noite.
Acompanhado pela linda lua,
Com tal loucura, não há quem resiste.

A prima logo me abraça,
Com sua gostosa ternura insana.
Nos meus beijos se enlaça,
Com o seu trejeito de pequena.

Vera é quem assim me prende,
No jardim dos meus sonhos.
De manhã ninguém entende,
O meu ar feliz e risonho.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



terça-feira, 15 de maio de 2018

Como esquecer você


Como esquecer alguém que entrou na nossa vida,
Assim meio que planejadamente?
Como esquecer alguém que quebrou seus medos,
E num esforço se fez claramente?

Como esquecer alguém que se fez sempre presente,
Mesmo quando bateram as duvidas?
Como esquecer alguém que te cativou fielmente,
Mesmo perante as doidas despedidas?

Como esquecer alguém que nunca nos desestimulou,
Mostrando-nos as possibilidades?
Como esquecer alguém que quando a coisa desandou,
Indicando-nos a sobriedade?

Como esquecer você que sempre muito me ensina,
Com a sua serenidade.
Como esquecer você que não me ver só na retina,
Mas com sua amizade.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 7 de maio de 2018

Lá e Cá


Sei que lá do lado de lá,
deixei lembranças minhas.
Mas cá do lado de cá,
Ficou só saudades suas.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Mas lá do lado de lá,
Ficou meu mundo.
E cá do lado de cá,
Ficaste os segundos.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Sabe lá do lado de lá,
Tudo tinha sentido.
Agora cá do lado de cá,
Ficou frio e vazio.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Olha, lá do lado de lá,
Tem marcas de lágrimas.
Quanto cá do lado de cá.
Brota uma esperança.

Do lado de lá,
Você ficaste.
Do lado de cá,
Me deixaste.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Por causa de ti


Por causa de ti,
Eu minto pra mim.
Não esqueço de ti,
Por causa de mim.

Por causa de ti,
As lágrimas rolam em mim.
Ainda grito por ti,
Por que tu vive em mim.

Por causa de ti,
Há este amor em mim.
Ah desejo a ti,
Porque ainda está e mim.

Por causa de ti,
Meus versos são assim.
Por amar a ti,
Eu sou e vivo assim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 23 de abril de 2018

A vida é uma estrada


A vida pode ser uma grande estrada,
Com perigosas retas e curvas.
A vida pode ser uma curta estrada,
Com atraentes subidas e decidas.

Nas retas da vida,
Tudo ‘’parece’’ ser flores.
Nas curvas da vida,
Há esperança e surpresa.

Mas as flores da reta da vida,
Somem na seca e no severo frio.
Já a esperança das curvas da vida,
Por loucura e embriaguez morre.

Nas subidas da vida,
Tudo parece euforia,
Nas decidas da vida,
Tudo parece incerteza.

Mas é na euforia da subida da vida,
Que se perdem as raízes da prudência.
Ai, as incertezas da decida da vida,
Tornam crateras invisíveis com sentencia.

Mas a vida é mais ou menos isso,
Um conjunto de nada com tudo.
Mas a vida também são escolhas,
Onde nós escrevemos o fim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.