Meu Ser
Masmorra,
Oásis
Segredos
Posto-seguro
Verdades,
Real
Esperança
Calmaria
Éder
Clausura.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Meu Ser
Masmorra,
Oásis
Segredos
Posto-seguro
Verdades,
Real
Esperança
Calmaria
Éder
Clausura.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Bateu na porta deste peito,
Eu abrir e permitir a entrada.
Só que não estava previsto,
Neste coração essa bagunça.
No começo deixei me envolver,
Nos gostosos e felizes momentos.
Mas demorei muito para perceber,
Que o que vivia ser falsos encantos.
Eu te pedi para sair e tu se foi,
Deixando o castelo em pedaço.
E junta-los aqui machuca e dói,
Mais uma vez eu vejo o fracasso.
Agora se vier novamente nele bater,
Vou sempre ficar na defensiva.
Mesmo que o coração venha arder,
Ficarei assim sem medo menina.
Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.
Tu é, a fera indomável,
Que domina o mundo.
O perfume que exala,
Vida e cumplicidade.
Tu é, a serenidade do mar,
A voracidade das ondas.
A agressividade vulcânica,
A leveza da lavra a declinar.
Tu é, as flores do jardim,
Com pétalas de sedas.
Margaridas e alcateias,
Ou até mesmo o jasmim.
Tu é, todo este mundo,
De multiplicidade de cores.
É a alma de todos amores,
O verdadeiro sentido.
Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.
Eu e ela,
Nos namoramos pela janela.
Eu e ela,
Nós nos olharmos da janela.
Eu e ela,
Trocamos ternura pela janela.
Eu e ela,
Trocamos gestinhos na janela.
Eu e ela,
Trocamos flores pela janela.
Eu e ela,
Trocamos trovas na janela.
Eu e ela,
Trocamos abraços na janela.
Eu e ela,
Trocamos afagos da janela.
Eu e ela,
Nos descobrimos pela janela.
Eu e ela,
Nos apaixonamos pela janela.
Eu e ela,
Nos cuidamos pela janela.
Eu e ela,
Nos amamos pela janela.
Eu e ela,
Nos esperamos pela janela.
Eu e ela
Nos encontramos na janela.
Eu e ela,
Nos idealizamos pela janela.
Eu e ela,
Nos admiramos pela janela.
Eu e ela,
Somos um do outro na janela.
Eu e ela,
Somos sol e lua pela janela.
Eu e ela,
Somos calor e frio pela janela.
Eu e ela,
Somos Céu e mar pela janela.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
De amor não falo por vaidade,
Aqui digo essa verdade.
Não sou de fazer essa maldade,
Aqui juro por caridade.
Por chamego e lealdade,
Rogo-te em piedade.
Eu já em fina amizade,
Prometo-lhe sinceridade.
O amar é minha finalidade,
É essa a minha realidade.
Não uso da vulgaridade,
Para mostrar a banalidade.
Vivo o amor na espontaneidade,
Dentro das várias possibilidades.
Faço nelas minha honestidade,
Longe de todas enganacidades.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
A cama em silencio,
Ali já me espera.
A solidão no ócio,
Aqui me apavora.
A madrugada já fria,
Ansiosa me aguarda.
A ilusão na sangria,
Assegura a chegada.
A porta logo range,
A seca fechadura.
A lembrança urge,
A saudade dura.
Ao correrem as horas,
A noite vai andando.
As coisas lá foras,
Ainda estão sendo.
Ao pensar no querer,
Aqui fico confuso.
A vontade de viver,
Ao desejo difuso.
A calmaria deste requinte,
Atormenta minha alma.
A tristeza que aqui insiste,
Amedronta minha calma.
As palavras brincam,
Aqui no pensamento.
As rimas já brigam,
Aqui no entendimento.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Ideias em atritos,
Confusão total.
Ações em conflitos,
Um final fatal.
Pensar desencontrados,
Em efeitos colaterais.
Expressar destemidos,
Em atitudes bilaterais.
Ego forte e exacerbado,
Num mundo visceral.
Argumento elaborado,
Numa linha lateral.
Conceitos ecléticos,
Construções mentais.
Divisores maléficos,
Em difusões letais.
Preceitos reinventados,
Para limitação cabal.
Preconceitos criados.
Para destruição final.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Hoje meu inquieto coração,
Dominou meus pensamentos.
Acordando em mim a sensação,
Em recordações de doces momentos.
Nas lembranças marcantes,
De um ser em gostosas ternuras.
De instantes a instantes,
Na fisionomia de uma figura.
Trouxe-me o prazer de boas lembranças,
De um amor secreto do passado.
Nas memórias das minhas saudades de criança,
Um ser que dominava meu estado.
Com seu acariciar-me em palavras,
Sem sequer se tinha essa ciência.
Nas doces e melódicas palavras,
Derruba a minha insana carência.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Neste peito existe uma bomba,
Que bombeia grandes paixões.
Como voa livre uma pomba,
Vivendo as grandes conexões.
Neste peito tem um oceano,
De desejo e amor.
Este peito é assim cigano,
Não tem pudor.
Neste peito existe um lindo lugar,
Onde os sonhos se encontram.
Onde compartilham histórias de amar,
Onde todos vêm e logo entram.
Neste peito tem uma fonte,
De bondade e alegria.
Sob um pilar muito forte,
Da verdade e sabedoria.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Feliz Natal,
Para quem tem fome.
Que a sua fasta mesa,
Seja a doce esperança.
Feliz Natal,
Para quem não tem teto.
Que o Céu azul e estrelado,
Seja o seu abrigo de ouro.
Feliz Natal,
Para quem está a chorar.
Que a lua brilhante e cheia,
Seja o seu esperado ombro.
Feliz Natal,
Para quem não tem afeto.
Que as estrelas cintilantes,
Seja o seu abraço amigo.
Feliz Natal,
Para quem vive esquecido.
Que a noite mesmo escura,
Seja a sua fiel companheira.
Feliz Natal,
Para quem muito tem,
Que saibam a dadiva,
Que é o compartilhar.
Feliz Natal,
Para quem está por ai tão só.
Que a solidão te deixa em paz,
Que sinta a presença do pai.
Feliz Natal,
Meu caro e rico leitor.
Que você assim entenda,
Que doar é ato de amar.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Foi muito bem planejado,
Tal qual um presente.
Aconteceu no inesperado,
Como um principiante.
Foi assim sem explicação,
Quando vi, já estava aqui.
Foi a mais gostosa emoção,
Que eu já pude sentir.
Aquele olhar que busquei,
Veio de muito longe.
Mas o beijo que desejei,
Ficou inadimplente.
Foi tão breve momento,
Que os minutos voaram.
Tudo ao mesmo tempo,
Ali logo se encontraram.
Mas foram intensos,
Os nossos olhares.
Capitamos os segundos.
Em todas as vontades.
Lemos um ao outro,
No silencio dos instantes.
Neste nosso encontro,
Nos atos disfarçamentes.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Eu sinto
Eu
Sinto
Falta
De
Você
Amor
Da
Minha
Louca
Vida.
Sinto
Saudade
Do
Seu
Cheiro
Razão
Deste
Meu
Doido
Viver.
Eu
Sinto
Sua
Respiração
Ofegante
Quando
Teu
Corpo
Suado
Toca-me.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
A minha pele é negra,
Mas meu sangue é branco.
A minha vida é negra,
Mas meu mundo é branco.
A minha consciência é negra,
Mas a minha vivencia é branca.
A minha dor sempre será negra,
Mas a minha luta será branca.
O meu pensar pode ser negro,
Mas a minha busca será branca.
O meu discurso pode ser negro,
Mas a minha briga será branca.
A minha palavra pode ser branca
Mas o seu sentido será negro.
A minha sapiência pode ser branca,
Mas o meu agir é e será negro.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
A vida é pequena,
Quando a vontade de viver for imensa.
O viver é pequeno,
Quando não se entende a grandeza da vida.
O tempo é pequeno,
Quando a importância de ser não for entendida.
O ser é pequeno,
Quando vive na ilusória grandeza da banalidade.
O existir é pequeno,
Quando se faz de cada desejo um lugar de nada.
O desejo é pequeno,
Quando os sonhos são esquecidos pela estrada.
O sonho é pequeno,
Quando não for plenamente o bastante para ser realizado.
O real é pequeno,
Quando a sua dimensão não alcança o objetivo da vida.
A insistência é pequena,
Quando o sentido nela for quase nulo ou insignificante.
A força de viver é pequena,
Quando todas as fraquezas forem sutilmente escondidas.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Você está estranha,
Como fogo em lenha.
Está cheia de manha,
Como isso se assanha.
Você é feita aranha,
Na sua teia nos embrenha.
Para com garra e unha,
Prender sem medo e resenha.
Você sabe que ganha,
Não precisa de senha.
Meu peito já apanha,
Na pendenga penha.
Você já chama, venha!
Me pondo logo na linha.
Para que eu a ti, tenha.
Antes você já me tinha.
Você logo se empenha,
Em me domar, boazinha.
Pois já sou eu azenha,
Desta linda danadinha.
Você sendo estranha,
Já logo me atenha.
Seu jeito me maranha,
Em ti me mantenha.
Você é uma façanha,
Nesta vida minha.
Pois com artimanha,
Já me adivinha.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Estou sei lá, quem sabe por aí perdido.
Estou talvez, num banco qualquer de uma praça.
Estou a ver, os astros sem sentido.
Estou na ternura de uma dama, meio sem graça.
Estou quem sabe, por aí caído.
Estou numa grama qualquer de um pedaço.
Estou talvez a plantear calado.
Estou vai ver, contando estrelas no espaço.
Estou a sofrer em silencio por um amor perdido.
Estou a gastar lágrimas, ao nada, ao léu.
Estou a relutar por este amor ingrato e bandido.
Estou a comtemplar sozinho o vasto Céu.
Estou quem sabe, por alguém aqui esperando.
Estou talvez, no calor do colo de uma profana.
Estou já a pensar que não estou sonhando.
Estou a querer dormir no colo daquela insana.
Estou num quarto qualquer numa cama,
Estou a esperar a mulher que ama.
Estou a ouvir uma voz que já me chama,
Estou naquele fogo que queima.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
As vezes não basta ter,
Mas é preciso antes ser...
É... Não basta só querer,
Antes é preciso entender...
As vezes precisamos fazer,
Para produzir já o crer...
É... Não é só o querer,
Temos também sentir e viver...
As vezes não basta escolher,
Mas é preciso antes de tudo esclarecer...
É... Não é somente colher,
Antes tem que plantar para ver crescer...
As vezes não basta esquecer,
Mas é preciso dominar a arte do esconder...
É... Não se trata de endurecer,
Mas de simplesmente saber logo se defender...
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
A fumaça inesperada que nos acordam do nada,
Furta o ar pela madrugada dos nossos pulmões.
Por conta do ego desmata e mata nas queimadas,
Na conta ficam a títulos guardados os milhões.
A massa que nos hospitais sem ar morrem,
Com a vida pagam, os brindar da corrupção.
Na festa chega dessa imunda politicagem,
Tudo não passa somente de mera perseguição.
E as matas morrem,
E os ricos ganham.
E os bichos morrem,
E os ricos ganham.
A fauna sem ter para onde ir agoniza,
Vai lentamente sendo consumida pelas labaredas.
Restando tão somente no solo as cinzas,
E os latifundiários se escondem nas suas torradas.
A flora se evapora enfumaçando a nossa cidade,
Sendo destruída as cores e os perfumes das matas.
Escondendo os barões o seu orgulho em maldade,
Não se importando com as vidas, mas com as metas.
E os bichos morrem,
E a besta homem rir.
E os arvoredos morrem,
E a besta homem rir.
A terra geme cuspindo o fogo que a queima,
Destruindo do seu seio a vida que logo brotaria.
Mas a ganancia fora tamanha que a esgrima,
Deixando o que antes era belo, triste sem alegria.
A chuva é cessada com a não produção da fotossíntese,
Com a evaporação da umidade formando nuvem carregada.
Mas com o fogo destruindo o nosso cintilante verde,
Só nos resta sofrer as consequências da vida aí devastada.
E os rios logo secam,
E os covardes forjem.
E os peixes acabam,
E os covardes fingem.
As etnias indígenas que dependem da flora e fauna,
Sofrem com essa devastação provocada pelos egoístas.
Pois é destes dois componentes do nosso rico bioma,
Que os indígenas sobrevivem e mantem suas culturas.
A ganancia humana é o pior de todos os venenos,
Pois ela mata tanto imediatamente como lentamente.
Tudo pela ilusória fortuna, desfaz os feitos de anos,
Mas, um dia os que provocam este mal de si lamente
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
A chuva vai caindo,
O coração chorando.
O Sono vai surgindo,
Os olhos se fechando.
Vai a chuva caindo,
O pensar adormecendo.
O corpo se diluindo,
Na madrugada cedendo.
A chuva vai tinindo,
As horas vão passando.
O calor vai sumindo,
O clima se refrescando.
Vai a chuva se indo,
O dia logo chegando.
O sol já vem vindo,
A lua se aconchegando.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
O amigo que abriu a porta,
És das letras um vil relicário.
Sei que muito se importa,
Com as regras do dicionário.
Porém, é por linha torta,
Em pequeno sutil falatório.
Que a vida se desentorta,
Com todo nosso comentário.
Mas eu em rimas ou não,
A minha sorte vou gritando.
Segurando aqui na mão,
Dos que logo vem chegando.
Aqui não cobro erudição,
Para que ficar aí, chocando.
É melhor o ajudar irmão,
A sair por aí, se cutucando.
Mas a preocupação eu entendo,
Sei que precisamos evoluir.
Porém, não nascemos sabendo,
Deixe o sentir aqui fluir.
Vamos a história escrevendo,
Sem nos permitir diluir.
Vamos em versos crescendo,
Produzindo já o influir.
Deixe que cada um exista,
Nas virgulas ou nas rimas.
Deixe que a palavra persista,
Nas retinas ás suas formas.
Deixe que o poeta resista,
Assim na arte eles se firmas.
Deixe que vivo se recita,
No amor a vida nas estimas.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.