domingo, 18 de agosto de 2013

Inquietude



Acordo pela manhã,
Sentido uma sensação estranha.
Não me ative só a ela,
Mas algo insiste em me incomodar.

Deixando meus pensamentos,
Em desordem.
Logo tenho que destes tormentos,
Despertar-me.

Espreguiço-me na cama,
Como se o meu corpo gritasse.
Logo alguém me chama,
E num aspecto de sono levanto.

Na birra dos meus desejos,
Que faz o meu corpo tremer.
Abraço ao seu travesseiro,
Na insistência de te querer.

Vou ao meu quente banho.
Na esperança de tentar quebrar,
O gelo de me sentir sozinho,
Nas minhas madrugadas.

Ligo o chuveiro,
E a ele me entrego.
Simplesmente choro,
Na dor do meu silencio.

Banho acabado,
Choro sufocado.
Pensamento calado,
Corpo ainda molhado.

Envolvo-me na solidão de um roupão,
Que protege com ternura o meu nu.
No ritmo descompassado do coração,
Lembro-me de um amor que fugiu.

Não deixo que essa inquietude,
Se prolongue por mais tempo.
Meu corpo já aquecido e seco,
No calor do majestoso sol.

Já na mesa do desjejum,
Os divinos sabores da vida.
Degusto de cada desejo,
Nas doces lembranças.

Ainda naquela nostalgia,
Conduzido por algumas fantasias.
A saudade me angustia,
Mas mesmo assim sinto sua magia.

Num belo sorrir,
Transbordante de alegria.
Sinto em mim abrir,
As cores das loucuras.

E com o pensamento em ti,
Saiu para caminhar.
Percebo-me todo bobo aqui,
Desejando te amar.

Curto o dia,
Na felicidade do amanhã.
Sinto a tarde,
Com a seu calo me acompanhar.

Me preparo para sua chegada,
Mas ela chega bem de mansinho.
Que trás como companhia,
As estrelas e o luar esplêndido.

E assim ela chega,
Vestida num negro e brilhante decote.
E logo me fascina,
Na penumbra da minha noite inquietante.

E assim segue a madrugada fria,
Num cenário belo.
Sempre nesta minha triste espera,
Por quem eu quero.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.