terça-feira, 8 de outubro de 2013

O meu grito



Quanto estou feliz,
Eu quero que todos saibam.
Então recorro aos versos,
E tento os verbos organizar.
De tal forma, que entendem meu grito,
E ouçam, a minha voz silenciada.

Grito quando em meu ser,
Transborda o encanto pela vida.
Grito quando os meus olhos,
Enchem-se de sonhos com o amor,
Grito quando os meus desejos de existir,
Transformam o sorrir e a vida de alguém.

Mas quanto estou ferido,
Às vezes extravago nos meus gritos.
Reconheço os meus defeitos,
E me contenho no meu silencio.
Mas já com os pensamentos em ordem,
Divago nos meus versos e solto os verbos.

Grito fadado ao engano,
Pois não sou perfeito.
Com os olhos lagrimejando,
Pois sou um humano.
Grito também de alivio,
De saber que sou compreendido.

E assim vou gritando,
Deixando a minha alma falar.
Elaborando os meus silencio,
Mas deixando os verbos gritar,
Recombinando os versos,
Levando o poema em rimas chorar.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.