sexta-feira, 20 de março de 2015

Confusão



Hoje, eu lancei fora o meu orgulho,
Pedi para o meu coração me respostar.
Com tal sigilo e gelo o meu barulho,
O que a alma quer lhe perguntar.

Calei meus prantos por um instante,
Dentro da janela do meu pensar.
Dei voz a este meu peito errante,
Que nunca se cansa de amar.

Faz de ti uma doce miragem,
Onde o meu desejo a faz vivo.
Posto que essa forte coragem,
Desgarra o amor aqui cativo.

Por onde anda o teu querer,
Que desbrava minha ação?
O que me pede para viver,
Posto a dor desta solidão?

Adormece alma inquieta,
Por não encontrar razão.
Tranca sem ter resposta,
Meu sentir nesta confusão.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.