segunda-feira, 28 de setembro de 2020

As ironias

Eu gosto de tu,

E tu gosta de outro.

Eu só vejo tu,

E tu só ver o outro.

 

Você me despreza,

Por causa deles.

E eu a elas desprezo,

Por causa de você.

 

Enquanto só penso em ti,

Seus pensamentos são deles.

Enquanto só grito por ti,

Sua voz, chamam por eles.

 

O meu desejo arde e quer só você,

Mas a sua vontade são eles.

Elas me gritam quando quero você,

Mas a sua realidade são eles.

 

Dedico os meus versos somente a ti,

Porém, seus dias são deles.

Meus cantos de amor só são por ti.

Mas por ironias você é deles.

 

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.




segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Meu dedão do pé esquerdo

 O dedão do meu pé esquerdo


Ele é a minha voz na arte de escrever,

Ele é as minhas asas neste Céu obscuro.

Ele é a minha forma mais viva de ser,

Ele é a minha arte neste quadro escuro.


Com o dedão do meu pé esquerdo


Eu aqui e acolá é que me insiro,

Eu com raciocino me posiciono.

Eu faço não tudo, mas me viro,

Eu vou construindo meu destino.


O dedão do meu pé esquerdo


Ele nessa minha existência me revela,

Ele nessa vida não me exclui dela.

Ele na minha força de viver é passarela,

Ele nas lutas por ser me faz dela.


Com o dedão do meu pé esquerdo


Eu posso ser neste mundo trancado livre,

Eu vou apesar dos externados egos alheios existindo.

Eu busco o meu lugar neste universo pobre,

Eu vou letra por letra com o meu dedão já digitando.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Aldravia de 10 - Eu

Eu

 

Sempre,

Vou.

Não,

Desisto.

Vou...

Nada,

Impede.

Quando,

Tudo.

Quero...

 

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Corra

Corra,

Corra de mim ai meu bem.

Corra,

Corra que eu vou também.

 

Corra,

Corra vá e pode seguir em paz.

Corra,

Corra pois amar não foi capaz.

 

Corra,

Corra e vá logo embora.

Corra,

Corra deixe aqui agora.

 

Corra,

Corra desejo-te, encontre seu caminho.

Corra,

Corra que agora perdesse meu carinho.

 

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 31 de agosto de 2020

As minhas rimas

 Aqui as minhas rimas,

Não as separo sem sina.

Nem as defino em silabas,

É no sentir que a atina.


Assim sem esquema,

Dou vida a rima.

Faço delas cama,

No fogo que queima.


Ainda que elas sejam brancas,

Minhas rimas são ricas.

Nelas eu deixo minhas broncas,

Vou deixando as dicas.


Aqui essa minha poética,

Vai aos poucos se definindo.

Na minha rima estética,

E seu espaço vai assumindo.


Assim as coisas são ditas,

Nas entrelinhas em rimas.

Sem as tornarem suspeitas,

Nas direções que se rumas.


Ainda que as vezes as palavras,

Parecem perdidas antes e depois.

Mas as virgulas situam as rimas,

No sentindo que só se ver depois.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.




segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Bem devagar

 

Tudo bem devagar,

O coração bate no peito.

Quase quer parar,

Ai já não tem mais jeito.

 

Nesta vontade de amar,

Neste lindo trejeito.

Nesta loucura a chamar,

No grito, eu ajeito.

 

Fico calado a olhar,

A menina sair.

Brincando a rodar,

No tempo a sumir.

 

Ai espero a lua chegar,

Para ver aquela estrela sorrir.

Logo vem me abraçar,

O sono a me fazer aqui dormir.

 

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Chuva de primavera

 

Óoh chuvinha que vem umedecer a primava...

Lavando das folhas das árvores a ilusão,

E o peso da poeira que se acumulou no verão.

 

Aliviando as dores das paixões que não se viveu...

E os ipês com os seus coloridos forram o chão

Dando aos poetas alimento a sua inspiração.

 

Óoh frescor do nevoeiro embaçado deste amanhecer...

Lubrifica o solo nesta lenta solidez da sua petrificação,

Deixando aos amantes no momento a nostálgica emoção.

 

Trazendo a aflorar nas flores os seus atraentes perfumes.

Exalando no ar a matéria prima da prazerosa sensação,

Combinando compassadamente o tum tum do coração.

 

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A pena

A pena com a qual te escrevo,

Que deste peito sente pena.

Pena deste teu eu fiel escravo,

Que te declama em pena.

 

A pena que o tempo nos traz,

Nas raivas que sinto com pena.

Pena de, não conseguir ser sagaz,

Na trágica loucura de sentir pena.

 

A pena que dar pena,

Na pena de descrever.

A dor que causa pena.

Nesta pena de perder.

 

A pena que sufoca o meu peito,

De um amor que não teve pena.

Agora de tanto penar eu rejeito,

Para não me ferir com sua pena.

 

A pena com o seu trejeito,

Desliza na linha da pena.

A pena caminha sem jeito,

Evidencia a palavra pena.

 

A pena que molho no tinteiro,

Escrevo com a mesma pena.

A pena que o faz por inteiro,

Este meu poema sem pena.

 

A pena que eu não quero sentir,

Daquilo que só provoca pena.

A pena que acabo de descobrir,

De nada nem se quer ter pena.

 

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 27 de julho de 2020

A ti


Quero para ti,
Só o seu bem.
Quero para ti,
Tudo de bem.

Dou para ti,
O que tenho.
Dou para ti,
Meu carinho.

Faço para ti,
O que me pedir.
Faço para ti,
O que lhe servir.

Desejo a ti,
Todo o amor.
Desejo a ti,
Tudo em flor.

Falo para ti,
Que a quero.
Falo para ti,
Que a espero.

Serei para ti,
O meu melhor.
Serei para ti,
O seu protetor.

Tudo para ti,
Será pouco.
Tudo para ti,
Será louco.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 20 de julho de 2020

Efeito


O mundo não é feito de algodão,
A roda gira para onde há direção.
O pássaro não conhece o alçapão,
Por isso é pego na vil traição.

A humanidade vive de paixão,
Diz ter a sonhada compaixão.
Mas o ego é mais que a razão,
Tudo vai indo na sua contramão.

O existir não é uma caixa de papelão,
Nem assim se trata um coração.
Nada faz sentido quebrado no chão,
Fruto da insolente ingratidão.

A vida não é um carrinho de mão,
Que anda de empurrão em empurrão.
Ela é muito mais que a imensidão,
No respeito e na voraz compreensão.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 13 de julho de 2020

Enganos e desenganos


Nestes enganos e desenganos,
Onde o meu ser se faz profano.
De desenganos em enganos.

Nestes desenganos e enganos,
Onde me vejo assim tão pequeno.
De profano em profano.

Nestes enganos e desenganos,
Onde não passo de um fulano.
De desenganos em enganos.

Nestes desenganos e enganos,
Onde não passo de um bichano.
De fulano em fulano.

Nestes enganos e desenganos,
Onde levo uma vida de cigano.
De enganos em desenganos.

Nestes desenganos e enganos,
Onde jamais serei um tirano.
De cigano em cigano.

Nestes enganos e desenganos,
Onde não passa de um alucino.
De desenganos em enganos.

Neste desenganos e enganos,
Onde só se ver grande afano.
De tirano em tirano.

Nestes enganos e desenganos,
Onde me verem como um lusitano.
De enganos em desenganos.

Nestes desenganos e enganos,
Onde pode-se ser um insano.
De alucino em alucino.

Nestes enganos e desenganos,
Onde só pode ser um ufano.
De desenganos em enganos.

Nestes desenganos e enganos,
Onde se parece ser um troiano.
De insano em insano.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 6 de julho de 2020

Naquela hora


Naquela hora,
Nossos olhares se uniram.
Naquela hora,
Nossos desejos se fundiram.

Naquela hora,
No Céu as estrelas festejantes se fizeram.
Naquela hora,
No lençol em prazer os suores pingaram.

Naquela hora,
Nós descobrimos a porta para o paraíso.
Naquela hora,
Nós tivermos tudo o que nos fosse preciso.

Naquela hora,
Tudo entre nós se fez belo e perfeito.
Naquela hora,
Tudo foi muito mais que rarefeito.

Naquela hora,
A noite se fez longa e envolvente.
Naquela hora,
A cama se fez húmida e quente.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 29 de junho de 2020

Cartas guardadas


Já estão amareladas,
Com as folhas marcadas.
Guardam saudades fingidas,
Nas linhas quais foras tingidas.

Guardam histórias escritas,
Com os dançar das canetas.
Quase que deslizas ingratas,
Com as dores quais arrematas.

Estão pelo tempo surradas,
Ali na gaveta já esquecidas.
No peso do passado amassadas,
As cartas que foram dedicadas.

Cartas que guardam serenatas,
Até hoje sem nenhumas notas.
Parecem como algumas atas,
De grandes paixões escritas.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 15 de junho de 2020

Na madrugada


A madrugada se aproxima,
Na porta, ela já me espera.
A rabisco na minha rima,
Essa paixão já me devora.

No calor da nossa cama,
Ela se transmuta em fera.
Na poesia tem enigma,
Ela já sabe e me explora.

Somos nesta página um poema,
Que a madrugada nos inspira.
Somos num só um grande drama,
Versos doces em quimera.

Na cama teu corpo o meu reclama,
Da vontade em verdade se apura.
Na loucura que é somente gama,
A dor da solidão, que logo cura.

Nas madrugadas a gente se ama,
Com todas as nossas frescuras.
Neste fogo que já nos queima,
Dando vida as nossas loucuras.

Assim o amor sempre nos chama,
Nos banhando na nossa ternura.
Espalhando no ar o nosso aroma,
Nessa paixão que nos transfigura.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



sexta-feira, 12 de junho de 2020

Onde está o seu amor


Onde está o seu amor?

Onde está o meu amor?
Não sei, te juro, não sei.

Onde está a sua amada?

Onde está a minha amada?
Sabe, te responder não saberei.

Onde está o seu amor?

Quem sabe onde estar o amor.
Talvez, na linha de um verso.

Onde está a sua amada?

Ora, quem saberá onde estará?
Escondida, num poema qualquer.

Onde estará então o amor?

Aaah, ai eu me arrisco a responder.
O amor está aqui, ali, lá e acolá.

Mas, aonde está o amor?

O amor está no seu olhar,
Pode está também no seu sorrir.

 Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Eu não sei

Eu nasci e fui abandonado,
Fui na rua jogado.
Não terei origem e nem passado.

Qual pecado eu cometi?
O de chorar ou o de viver?
São resposta que eu não sei.

Me encontraram numa caixa,
Sem manto sem nada.
Só um manto de formiga envolvia-me.

Crueldade ou pura maldade?
Essa também eu não sei.
Talvez tenha sido desespero.

O meu furo? É incerto e prematuro.
Não tenho pai, não tenho mãe.
Até o momento, só o carinho estranho.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Aquele teu olhar


Aquele teu olhar,
Que derruba a minha insegurança.
Aquele teu olhar,
Que me traz a doce esperança.

Vem meu grande amor me abraçar,
O meu corpo pede o teu calor.
Vem com o feitiço daquele teu olhar,
Que acende o nosso amor.

Se fazendo maduro com aquele teu olhar,
Tentando ser racional com o coração.
Esquecendo-se que nesta arte de amar,
O que prevalece é o poder da sedução.

Que você junto comigo,
Descubra o desejo daquele teu olhar.
Serei um fiel amigo,
Não deixarei que nada possa te machucar.

Onde segura posso sonhar,
Com o encanto que há naquele teu olhar.
Onde de mãos dadas a caminhar,
Pela praia sobe a luz das estrelas e do luar.

Eterna raridade,
Que se ver ao olhar.
Nessa bondade,
Que o faz brilhar.

Fico a andar pela cidade,
Sempre a imaginar,
De onde vem por caridade,
A doçura deste teu olhar.

Com gosto de amizade,
Nesta ternura no olhar.
Sem qualquer vaidade,
No jeito de abraçar.

Nos teus olhos vejo cor,
E um mundo de amar.
A me guiar por onde for,
Aquele teu olhar.

Que teus olhos era a luz do caminho,
Que ilumina meus escuros pensamentos.
Aquele teu olhar que produz carinho,
Nos meus tristonhos e cruéis momentos.

Desses seus olhos tentação,
De ver chegar o fim da ciranda.
Aquele teu olhar chorão,
Gasta gotas na triste despedida.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 25 de maio de 2020

Desmiolada


Descabelada,
Descontrolada.
Quero você assim,
Todinha pra mim.

Desajeitada,
Desarrumada.
Te quero assim,
Toda só pra mim.

Desengonçada,
Destrambelhada.
Quero você assim,
Todinha pra mim.

Desastrada,
Desatentada.
Te quero assim,
Toda só pra mim.

Desavisada,
Desmiolada.
Eu te amo sim,
Todinha assim.

Desejada,
Desatinada,
Toda assim,
Eu amo assim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.



segunda-feira, 18 de maio de 2020

Fantasia Rasgada


Vivemos ultimamente aqui no Brasil,
Um carnaval politico com bela festa comprada.
Na mistura de amarelo e verde anil,
Onde se ver o nu do golpe na fantasia rasgada.

Até que se rasgue a fantasia,
De cachorros grandes que não ficaram na carrocinha.
Os viras latas se angústia.
Nas sobras pelas ruas da miséria onde se faz colchinha.

Não vai sobrar nem saudade,
Dos tempos difíceis que vivendo.
Rasgas as mascaras da maldade,
E segue o povo sempre lutando.

Com garras vamos mudar nossa nação,
Mesmo com a decepção da fantasia rasgada.
Com paz esperança e amor no coração,
Faremos deste martírio mais uma pagina virada.

Fantasia rasgada e ausente?
Não, as caras dos canalhas estão nuas.
E agora com intervenções,
Aaah brasil renegado de bundas prostitutas.

De barriga vazia com dores,
É exatamente o que eles querem.
Ai as caças vão aos caçadores,
Planos perfeitos, então não errem.

Não nos deixando de barriga vazia,
E nem nos faça mais sacanagem.
Por favor, chega dessa sua folia,
Rasguem as fantasias, e agem.

E lancem á pátria toda sua garra,
Mostre o seu sangue verde e amarelo.
Chega de vermos sentados a farra,
Dos que usam mascaras em seu duelo.

Por tudo o que lhe foi omitido...
Com sangue derramado,
Fico lá no colo do passado.
No fim, a fantasia vai sumindo.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



segunda-feira, 11 de maio de 2020

As rimas que costurei


Tudo que eu sei,
No pensar guardei.
Os amores que amei,
No peito gravei.

As marcas que deixei,
Pelos lugares onde andei.
Foram momentos que passei,
Pedacinho meu ali finquei.

As alegrias que vivenciei,
Foram as mesmas que cativei.
Os versos que eu costurei.
Nas linhas que eu te dediquei.

As rimas que aqui rimei,
Foram os desejos que sufoquei.
Com os sentir que combinei,
Nas palavras que eu já busquei.

De tudo que aqui esquadrinhei,
Nenhuma virgula eu não faltei.
Mas as coisas que eu desenhei,
Pelas as estradas os nós desatei.

Nos recados que te mandei,
Foram gritos de amor que gritei.
Dizendo que todo eu te dei,
Nas lágrimas que a ti aqui soltei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.