quinta-feira, 28 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
Chuva caindo
Tarde serena
Quarto gelado
Coração inquieto
Pensamento longe
Sonho calado
Alma aflita
Voz arranhada
Gestos tímidos
Cama vazia
Corpo inerciado
Tempo fechado
Domingo findando
As portas trancadas
Ao longe música tocando
Mundo lá fora girando
Aqui dentro as fontes jorrando
A dor se derramando
Ao som da chuva caindo.
Autor: Joabe Tavares de
Souza - Joabe o Poeta.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
É por quilo? Quanto vale?
Desde
os primórdios de nossa história,
Somos mercadorias a pronta entrega
Temos as nossas próprias tabelas
Direitos? Só as mazelas
Quando não, as migalhas
E quando tentamos uma reaça
Pronto! Inicia-se a caçada
Assim vai virando aquela arruaça.
A cor da pele é ameaça
Quando não, é explorada
Gritam-se nas nossas praças
Alugo umas manadas
Por apenas trintas pratas
E seguem-se as negociatas
Eu pago vinte na lata
Feito, pode levar pra casa
Casa?! Não, vão pra senzala
Não quero cães na minha sala
Então vamos fazer a papelada
Pra que? Sou homem de palavra
Eu sei, mas é só por segurança
O acordo assim ganha pagina
Com algumas poucas clausulas
E a pena na tinta é molhada
E de comum acordo os nomes se deixa
No final da ultima inocente pagina
Que perante as leis são reconhecidas
Que por pura contraditória ironia
A vida na cor da pele é desconhecida
Poucos se importam com a dor e a agonia
Daqueles que
nas suas origens foram disputas
Entregando a morte
forçado em terras estranhas
Por
apenas um misério prato de comida e água
Limpa?
Não, na cabaça é mesmo salobra
Produzindo
riqueza para a corte e seu monarca
Que viveram
por um bom tempo na maior mamata
Se vestindo em
ouro e comendo em prata
E sobre seus
imundos lombos carregaram a copa
Do sangue
inocente de nossa escura e guerreira raça
Depois das
pressões o começo de uma nova era
Isabel a
‘’bondosa’’ princesa logo assina a lei áurea
E em praças
publicas se proclamam a esperada alforria
Que os quilombolas
tantos sonhavam e assim queria
E os senhores e coronéis se viam as traças da
falência
Mas logo logo os estrangeiro para cá se
migraria
Os italianos e
em suas tendas as ciganadas
Hoje vivemos
em novas reais esperanças
Mas ainda
preconceito nos atormenta
Qual seria o remédio?
A tão sonhada consciência.
Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
As minhas poesias
As minhas poesias simples são,
Mundo no qual eu me sinto.
É neste mundo que tem nelas,
Que como sou me revelo.
Sem as etiquetas da pressão,
Sem os olhares dos perfeitos.
Sem a turbulência do medo,
Sem guardar nenhum segredo.
Aliás, a perfeição é irônica,
Nas suas mais variadas facetas.
Há momentos que ela nos cobra,
E em outros ela nos dá respostas.
Ela responde que jamais existirá,
Uma única forma de ver as coisas.
Menos ainda um enquadramento perfeito,
Pois não saímos de um mesmo ventre.
Neste sentido ainda que não pareça,
Que cada um de nós é único.
Temos defeitos que se assemelham,
E qualidades que se cruzam.
Não me sinto assim nas minhas poesias,
Perfeitos demais ou imaturo de menos.
Não sou louco de me propagar assim nelas,
Como absoluto ou isento no meu ser.
Procuro apenas me colocar nelas,
Na minha forma de sentir.
Dando sentido a minha existência,
Na sensatez do meu viver.
No meu insistente desejo de amar,
Na minha loucura ao me apaixonar.
No meu doido jeito de entregar,
Na minha maluca forma de sonhar.
Assim as minhas poesias,
Expressa o meu jeito de sorrir.
Representa a minha alma,
Nesta minha forma de existir.
Autor: Joabe Tavares de
Souza – Joabe o Poeta.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Mulher
Mulher que como louco amo,
Mulher a quem comigo quero.
Por onde tu andas mulher,
Pelas estrelas me procurando?
Mulher que eu chamo,
Mulher com quem sonho.
Onde tu andas rainha?
Que domina meu sono.
Mulher que eu rabisco,
Mulher de quem preciso.
Quero dormir em seus braços,
Para sempre sentir seu cheiro.
Mulher que já me domina,
Mulher minha menina.
Onde andas aquela,
A razão da vida minha?
Mulher, mulher, mulher.
Mulher que me fascina.
Será mesmo que és tu,
Que nos meus sonhos repousa?
Autor: Joabe Tavares de
Souza - Joabe o Poeta.
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