terça-feira, 4 de junho de 2013

O meu jeito de sentir



É, estive aqui pensando com os meus botões,
Sobre este meu jeito de viver e sentir as coisas.
Parecem meio estranhas essas minhas sensações,
Mas, não deixo de perceber as minhas loucuras.

Sinto as palavras como se elas fossem carne,
Dói-me os seus impactos como a dureza do osso.
Escorre-me polo cérebro como se fosse sangue,
Queima-me nas veias este seu suco oleoso.

Atormenta-me os seus sofridos gritos,
Que me revelam alguns dos segredos.
Vivos em minhas memórias são gratos,
Pelo o aconchegar nos meus versos mudos.

Reluto em não dar-lhe atenção,
Mas é muito mais forte.
Agita este meu pobre coração,
Deixo que a alma domine.

Não sou nem de longe perfeito,
No peito guardo o que eu sinto.
Nos meus pequenos versos repito,
Não minto o que eu aqui cito,

Sinto-me eu na conjugação dos verbos,
Fazendo-me livre para que eu possa existir.
Sinto os sentidos dos meus desejos,
Expressados nas junções silabar do sentir.

Então deixarei que as palavras me dominem,
Extraindo de mim as razões para as suas combinações.
E com este meu jeito louco de sentir e viver,
O grande texto de cada momentos meus ganham dimensões.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.