terça-feira, 25 de junho de 2013

Papo rimado



Poeta e companheiro de rima,
Aqui chego com muito estima.
Para cumprir com a minha sina,
De andar nos versos pelas esquinas.

Trago no peito uma agonia,
Que me dói a alma ferida.
As minhas lágrimas em ruina,
O meu sofrer assim denuncia.

Meu caro amigo pensador,
Compadeço-me de sua dor.
Pois esse mesmo ardor,
Causa-me grande pavor.

Se tu falas de este tal amor,
Que causa em teu peito pivô.
Acalma-se te peço, por favor,
Deixe as lagrima levar sua dor.

Caro amigo eu aqui me despeço,
Mas, aliviado eu a ti confesso.
Vou rimando os meus passos,
Ritmando-os noutro compasso.

Mas assumo aqui o compromisso,
De retornar a este papo rimado.
Não tenhas medo, eu não falho,
E sempre cumpro com o que falo.

O prazer foi meu querido poeta,
E aqui me permita versificar.
Ao poeta cabe apenas expressar,
O que angustia a nobreza da alma.

Por isso uso dessa liberdade,
De aqui versificar em rima.
Que captei sua sinceridade,
Em sua singela sincronia.

Mas aqui eu deixo registrado,
Que este nosso rimar,
Tem sim que continuar,
E eu aqui ficarei esperando.

Pois de versos em versos o poeta chora,
E de lágrima em lágrima ele assim rima.
Usando na sua dor o poder da palavra
Dando vida a sua singela poesia.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.