sábado, 19 de abril de 2014

Ponto final



Nada foram flores no meu caminho,
Sempre sou integro aos meus sonhos.
Deixei os espinhos num canto guardados,
Para que não fira os meus desejos.
Nem quis eu que as rosas murchassem,
Pelos tímidos rastros dos meus passos.
Nem dei aos obstáculos que me vieram,
Moleza algumas no meu esforço.

Sempre ergui os meus olhos para o sol,
Mesmo com a face germinando cansaço.
Regrei o jardim da minha fé a cada amanhecer,
Colocando-me sempre na minha humildade.
Reconhecendo as minhas fraquezas,
E me elevando diante as minhas possibilidades.
Não soube caminhar pelos sonhos alheios,
Nem mesmo aos meus eu subestimei.

Peregrino com os meus versos mundo a fora,
Não me preocupando com a fama.
Dou ao meu sentir um lugar,
Faço do meu viver uma história.
Vou transitando pela descarada coragem de existir,
Nascendo com os sonhos e tombando com o tempo.
Mas as feridas que me causam faço delas uma vírgula,
Propondo-me a recusar o ponto final precoce da minha história.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.