quarta-feira, 22 de maio de 2013

Excitação



Isso aqui é muito bom,
Quero um pingo da sua ternura.
Estou muito carente,
Eu preciso dos seus quentes beijos.
Venha me fazer feliz.
Prenda-me a sua quente cama,
Pois seu amor me faz bem.
O seu suave sabor,
Alimento o meu amor e me excita.
Quero te sentir amarrada ao corpo,
Entrelaçando as suas vontades.
Preciso da malicia do seu olhar,
Convidando-me para o amor.
Quero a sensualidade do seu corpo,
Conduzindo-me a felicidade.
Preciso me sentir em você,
Totalmente embrenhado no seu suor.
Quero me ver enlaçado na sedução,
Sem me preocupar em me libertar.
Preciso viver essa loucura que me excita,
Me entregar ao seu gostoso amor.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Indecisões

Caminho sem direção,
Sonhos desninhados.
Lágrimas quebradas,
Beijos perdidos.

Meu caminho são as estrelas,
Minha direção, a mesma do mar.
Minhas lágrimas são apagadas,
Meus beijos, não querem calar.

Amores incertos,
Desejos reprimidos.
Sonhos esquecidos,
Sexos gelados.

Não sei onde se encontra mais o amor,
Já não sinto o mesmo sabor do desejo.
Ficaram nos braços da dor os meus sonhos,
As emoções pela desconfiança virara sexo.

As insatisfações trouxera as duvidas,
Arrebatando do coração a calma.
Entregando ao sofrimento a alma,
Chorando as causas das indecisões.

Calo-me diante das minhas raivas,
Silencio em mim o meu rancor.
Aquieto-me antes que me atrapalha,
Disfarço no tempo o meu desamor

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Enquanto



Enquanto houver dia, eu vou sonhar.
Enquanto eu puder sonhar, vou amar.
Enquanto o amor tiver sentido, eu vou lutar.
Enquanto a luta fortalecer-me, vou buscar.
Enquanto a busca tiver direção, eu vou caminhar.
Enquanto eu caminhar puder, vou continuar.
Enquanto eu me sentir bem continuando, eu vou conquistar.
Enquanto a conquista valer apena, eu vou entregar.
Enquanto a entrega me dê folego, vou respirar.
Enquanto o respira for intenso, eu vou a vida compartilhar.
Enquanto a vida for compartilhada, eu quero cantar.
Enquanto o canto adentrar os ouvidos de quem ama, quero encantar.
Enquanto a melodia do canto for a alma, quero eternizar.
Enquanto tudo puder ser eterno, quero com maestria rimar.
Enquanto as palavras forem passíveis de rimas, quero elas poetizar.
Enquanto a poética for o meu mundo, não quero dele me despertar.
Mas, quando um dia, a morte fria e serena vier comigo conversar,
Então, saberei que naquele dia, é chegada a hora de tudo se acabar.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eu amo



Eu amo as rosas com suas doces cores,
Deliro quando penetram pelas minhas narinas os seus perfumes.
Amo também quando sinto na pele a suavidade das suas pétalas,
Sinto-me livre nas suas delicadas curvas.

Mas, eu muito sofro quando em mim assim dói,
O penetrar no meu coração as pontas dos seus espinhos.
Não suporto sentir o queimar na minha face às lágrimas,
Que desaba pela dor provocada pela a sua rigidez.

Eu amo o vento, por soprar as folhas verdes dos meus anos,
Mesmo com a intenção de me mostrar que tudo logo passa.
Amo também o sol, pois ele aquece as minhas esperanças,
De nunca desistir de tornar vivos e reais todos os meus sonhos.

Mas, o que me amedronta é a inconstância das duvidas,
Dos sustos das minhas buscas incessantes por respostas.
Ainda no meu caminhar eu me surpreendo sempre,
Com tudo que escrevo me faz sentir feliz na rosa do tempo.

Eu amo a chuva quando ela cai serena e calma,
Lavando da minha alma as impurezas das incertezas.
Também amo a calmaria das folhas quando a chuva passa,
Denotando vividamente todas as verdes esperanças.

Amo amar a vida quando ela na forma de um carrossel,
Apresenta-se a mim exibindo as combinações das cores das pétalas.
Amo também o sorriso da felicidade em cada botão se abrindo,
Dando vida ao amanhecer enchendo de sonhos os nossos dias.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



terça-feira, 23 de abril de 2013

O meu eu



A cada batalha ganha,
O meu ego se eleva.
Mas, a cada perda,
Ele se esconde e murcha.

A cada contentamento,
Sinto-me muito forte.
Mas, quando a dor chega,
Eu não aguento eu choro.

A cada encontro com as duvidas,
A razão logo assim me alerta,
E nos ''serás'' que a vida me impõe,
Eu encontro todas as minhas falhas.

Mas, me vejo como humano,
Nos confrontos do meu eu.
Ai eu ressurjo como a fênix,
Entre o negro dos meus erros.

 Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.