segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Madrugada



Ah madrugada! Tu vem chegando,
Vem de manchinha sorrateira.
Nem sequer me avisa,
Tu chega nostálgica sem ruído nenhum.

Me domina pelo silencio das estrelas,
No aconchego do pesado sono.
Aprisionando-me na solidão da fria cama,
Me lançando no vácuo das minhas carências.

Ah madrugada fria silenciosa,
Tu esconde nos seus braços as minhas solidão.
Faz-me tão pequenino,
Diante dos brilhos de todas as estrelas.

Noites inquietantes nos meus pensamentos,
Que as lágrimas banham-me caladas.
Admiro nesta minha angustia de querer-te,
Por toda essa minha madrugada.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Brisa de prata



Desde as nascentes,
A vida vem como corrente.
Deslizando entre a natureza,
No seu ziguezague.

De curva em curva,
O rio forma um corpo.
Escorrendo ladeira abaixo,
Transportando sonhos.

Na vertical e horizontal,
Nas diagonais e transversais.
Tecendo o próprio caminho,
Modulando seu entorno.

Sorridente forma as quedas.
Com sua correnteza.
Esbanjando riqueza,
Com toda simplicidade nata.

Em cada queda exuberante,
Forma um prateado véu.
Reunidos os amantes,
No encanto dessa imagem.

Para celebrar o amor e amizade,
Vivendo a cada momento.
O que há de mais belo na vida,
O viver a harmonia de existir.

Nos banhando de longe,
Com a fresca brisa prateada.
Ahh cachoeira de branca vida,
Vida que vale mais que ouro e prata!

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Chalé dourado



Os fios grisalhos
Que se rendem com o tempo
Escritos nas rimas
Nas túnicas dos meus versos.

Nas linhas das incertezas
Caminha a passos rasos
Cintilando as belas curvas
As turvas esperanças.

No laço do pensamento
Se curva o amar amado
Como num embrulho
Guardando os sonhos.

Em tudo fosse fiel
Como um réu
Tal tinta no papel
Exposto ao léu.

O que ficou no físico
Como um símbolo?
Nada só a lembrança
De um chalé dourado.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 22 de julho de 2014

A criança que eu não fui



Aaah a criança que eu não fui,
O meu herói nunca puderam me ajudar:
Super-homem e Batman.
O taco de bete subia e descia na minha frente.
A bola quadriculada de branco e preto me encobria.
E eu gritando: GOOL!
O esconde esconde que nunca me escondeu,
Nunca achei o anel que era passado entre as mãos
Escapou pelos dedos.

A criança que eu nunca pude ser como queria,
Bruuuuuuuu!! Carretinha jeep e patrola.
O pega-pega sempre me pegou.
Num relance o queima queimar.
Num outro o roleman.
De repente um grito: Caiu, caiu no posso!
A criança que eu nunca fui.

A criança que eu queria ser,
O clube dos escoteiros na arvore.
O cientista meio birutinha da família,
O namoradinho vergonhoso do bairro.
O guardião de muitos segredos da turma,
O amigo mais louco e fiel do grupo.
O detetive do bairro com suas teorias loucas,
Aaah essa é a criança que nunca me deixaram ser.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

 

terça-feira, 15 de julho de 2014

De segundo a segundo

Te dei todo o meu amor,
Te fiz o meu melhor sonho.
Te desenhei nos meus versos,
Dei tudo que me foi possível.

Te acolhi no meu peito,
Te fiz o meu segredo.
Te dei todo meu mundo,
De segundo a segundo.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

A coisa e o coiso

A coisa olhou pro coiso,
O coiso ficou feliz.
A coisa ficou calada,
O coiso pôs-se a chorar.

O coiso falou pra coisa,
Eu quero te namorar.
A coisa ficou sem graça,
O coiso foi logo beijar.

A coisa ficou sabendo,
Que o coiso era infiel.
O coiso ficou sozinho,
E a coisa toda infeliz.

O coiso pediu perdão,
A coisa pôs-se a pensar.
O coiso ficou com medo,
De a coisa te abandonar.

O coiso sai correndo,
Para aliança logo comprar.
A coisa ficou surpresa,
Quando o coiso disse: eu caso!

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Como foi o meu dia?



Bom. O meu dia foi ótimo.

Cheio de surpresas,
Vivido com muita emoção.
Aprendi tantas coisas,
Que ficará na memoria.

Coisas que só a vida nos presenteia,
Coisa que um dia contará minha história.
Coisa que o meu coração sente,
Coisa que só eu guardo na mente.

Assim foi este meu dia.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.