terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O que eu sinto por você?



O que será que eu sinto por você?
Eu ainda não consegui descobrir,
Mas sei que é algo muito forte.
É muito entranho o que eu sinto,
Algo que transcende a minha poética,
Parece uma espécie de necessidade.
Uma vontade repentina de estar perto,
Mesmo que eu seja alguém invisível.
Não, eu realmente não sei o que é isso,
Culpa... Saudade... Ou... Não, isso não.
Não, se fosse, eu saberia... Ou não?
Perai! Pensando bem, é semelhante.
Não, não é. Não dessa forma.
Mas sabe, é algo que me arrebata,
Transladando-me com uma força
Que eu nunca senti antes e, é intensa.
Sabe, vou te confessar algo
Que talvez seja insignificante pra ti.
Mas não tenha medo algum disso,
Mas olhe, não tire conclusões precipitadas.
Me sinto fragilizado com esta falta sua,
E me causa uma angústia incessante
Quando me sinto assim, só, sabe?
Quando sinto apertar o meu coração,
Eu busco sua fotografia aqui na minha tela,
Pois é o que me restou de você.
E a toco levemente contornando seu rosto.
E caminho com o meu dedão do pé,
As linhas verticais e horizontais dele.
Lentamente vou observando os detalhes,
Pareço estar tocando sua pele
Com uma ternura inexplicável.
Sinto no meu dedão a suavidade dela.
É estranho eu sei, mas eu sinto.
E assim me acalmo já molhado,
Sim, molhado! Molhado de pranto.
Mas, logo, logo me recomponho
Para ninguém aqui notar.
E as lágrimas vão secando na minha pele,
Numa estranha sensação de dúvida.
Eu sei que sinto muito a sua falta querida
Porque você é importante na minha vida.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Um pedido, apenas um perdido



Se um dia você sonhar comigo,
Conceda-me a Honra de nele ficar.
Para que eu aqui na minha solidão,
Sinta que eu sou parte da sua história.
Mesmo que o meu papel nela,
Seja um dos mais insignificantes.

Mas, se um dia as minhas saudades incomodar-te,
Feche os olhos e me busca nas suas memórias.
Que eu estarei lá naquele meu cantinho meio frio,
Aonde você sem pensar simplesmente me destinou.
Mas apesar de eu ali sofrer com o esquecimento,
Eu ali sempre estarei quietinho e caladinho.

E se me chamar eu sei que vou te ouvir,
Acolhendo em meus braços com ternura.
E cumprirei prazerosamente o meu papel,
De está com você quando de mim precisar.
Sendo não apenas um mero sonho,
Mais uma história real na sua vida.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Nós dois

Eu quero alguém que seja capaz de amar-me,
Para que eu me sinta verdadeiramente amado.
Alguém que eu possa penetrar o olhar,
E caminhar livremente pela sua alma.

Alguém que eu tenha a liberdade de tocar a face,
Sentir queimar na aspereza dos meus dedos na sua timidez.
Quero me sentir a vontade e roubar-lhe um quente beijo,
Deslizando meus sedentos lábios pelo seu pescoço.

E eu vou umedecendo seu corpo com o meu louco desejo,
Extraindo da sua suave e perfumada pele o nécta do amor.
E de forma sublime e mágica te deixando toda nua,
Culminando assim em paixão e gostosas loucuras.

Quero alguém que me desnuda de todo meu medo,
E afasta para distante de mim a saudade.
Alguém que novamente me devolva o respirar,
E que eu seja sublimemente amado alem de tudo

Que esse alguém nunca se esqueça que o amar,
É a cumplicidade de dois sedentos corpos.
Que não se esqueça do frio e me cubra com carinho,
Na intensidade do seu dedes no corpo a explorar.

Quero alguém que sinta em mim e se liberte dos seus medos,
Que possa descobrir neste amor, um sonho que adormeceu.
Alguém que não se limite insensivelmente a si mesmo,
Mas visualize a dualidade de amar, e sim veja nós dois.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Não dá, não quero mais...



Preciso te tirar daqui da minha cabeça,
Preciso te arrancar do meu coração.
Preciso fazer com que você me esqueça,
Preciso conquistar uma nova paixão.

Não dá, não quero mais.
Preciso me libertar dessa relação.
Não dá, não quero mais,
Você só machucou meu coração.

Preciso fazer com que algo aconteça,
Dar outro rumo para a solidão.
Preciso te dizer que não quero mais tranza,
Quero é viver uma grande emoção.

Não dá, não vai rolar,
Não quero mais me iludir.
Não dá, não vai rolar,
Não quero mais te ouvir.

Preciso te apagar das minhas lembranças,
Preciso te mandar para outra dimensão.
Preciso acabar de vez com a sua insistência,
Preciso agir mais com a minha razão.

Não dá, não vou deixar,
Você não vai mais me dominar.
Não dá, não vou deixar,
Você não vai mais me enganar.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Fragrância de ternura



Gosto deste seu doce sorriso,
Amo o seu jeito de me dominar.
Quero ter você aqui comigo,
Quero apenas te sentir me amar.

Gosto de te olhar nos olhos,
E num relance te sentir nua.
Gosto de tocar seus lábios,
E saborear sua ternura.

Quero te guardar em mim,
Para nunca, jamais te perder.
Gosto de sentir o seu amor em mim,
Para poder brincar com o seu prazer.

Quero no seu sorrir,
Contemplar a felicidade.
E nas suas verdades,
Como um louco me diluir.

Gosto de sentir seu cheiro,
E divinamente te rastrear.
Gosto de cerrar meus olhos,
E sentir a fragrância de ternura.

Pois quem só sabe cativar,
Realmente não sabe amar.
E os que não sabe buscar,
Realmente não sabe sonhar.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Eu ainda não sei

Quero saber, aonde foi que errei.
Que lagrimas ainda não chorei?
Que palavras ainda não falei?
Que sonhos ainda não sonhei?
Que desejo ainda não realizei?
Que nome ainda não gritei?
Que jeito eu ainda não amei?

Que vontade eu ainda não te revelei?
Em que mundo eu ainda não a criei?
Que segredo eu ainda não te contei?
Em que tela eu ainda não a desenhei?
Que história eu ainda não escreverei?
Em que sorriso eu ainda não a procurei?

Com que verso o amor eu ainda não rimei?
Com que caricia ainda não me acordei?
Com que conquista ainda não me desafiei?
Com que prazer eu ainda não te toquei?
 Com que canção a paixão ainda não cantei?
Com que juramento eu ainda a ti não jurei?

Com que alma ainda não busquei?
Com que beijo ainda não beijei?
Com que ternura ainda não me entreguei?
Com que loucura ainda não imaginei?
Com que arma ainda não lutei?
Com que olhar ainda não olhei?
Com que doçura eu ainda não amei?

Eu ainda não sei. Juro que não sei.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.