terça-feira, 23 de novembro de 2010

Duelo de versos

A Rosa:

De ciclos a natureza é feita...

O Poeta:

Abre-se ala para:
Verão inverno outono e primavera...

A Rosa:

Então por que...
Eu que natureza sou?

O Poeta:

Tu eis as festas das asas do beija flor...

A Rosa:

Beija, tu sabes. A medida da permanência
Por doce que seja a flor

O Poeta:

Beijei varias, mas nenhuma tem o teu sabor
Se me engana é esse o meu labor...

A Rosa:

O engano... Não é dá, ela é apenas uma rosa...

O Poeta:

Mas são os seus espinhos que me causa dor
Nas minhas noites sem o teu calor...

A Rosa:

Fogueira de paixões

O Poeta:

Roseira tem amor...

A Rosa:

Rosa - flor, rosa azul de saudades

O Poeta:

Saudade de alguém
Que agora a mente vem...

A Rosa:

Mente...
Por que não te obedece ao coração!!?

O Poeta:

Coração aos que dizem não tem razão...
E aos medos dar-se vazão...
Medo de se entregar por paixão...

A Rosa:

Paixão... FUJA DELA
Põe os pés... No chão

O Poeta:

Mas para viver no chão precisa-se dela...

A Rosa:

Nosso destino são as estrelas
Não as poeiras das estradas

O Poeta

É na poeira que se lambuza...
A estrada quem faz somos nós os amantes...
Amantes das estrelas ornando o céu
Acompanhando a lua em sua solitária espera...
Assim como a rosa se cala com os espinhos...

O Poeta:

E por falar em rosa
Cadê a rosa que neste duelo de versos
Deixou-me parado nesta rima?
Neste duelo de verso.

Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta
E uma amiga virtual Cristina Rosas.