terça-feira, 3 de abril de 2012

A lua

A lua em suas quatros fases
Esconde segredos vários
Histórias que os ventos
Jamais iram soprar
Nem mesmo em sínteses
Os verdadeiros amores.

Mas que com o tempo
Tudo fica ali nos rastros
Das brilhantes estrelas
Totalmente assim ocultos
Sob a escuridão das noites
Protegidos pelo silencio lunar.

Dando assim aos poetas
Em seus magníficos poemas
A louca e gostosa missão
De decifrar com suas rimas
As histórias quês são ocultas
E o poeta aqui vai tentando então.

E é na lua crescente que se vivem
As loucuras das ardentes paixões
Nas intensidades das emoções
Nos calor e nos gelos das mãos
No vulcão em erupção das excitações
De dois seres no gostoso tesão.

Já na lua nova para os que entendem
Tudo se faz lindo, tudo se faz mágico
Tudo é cumplicidade e nada se perde
Os beijos carregados de puro desejo
E os entrelaços dos abraços envolventes
Fazem com que os amores se renovarem.

Assim, na lua cheia e exuberante
Afloram-se as maliciosas caricias
Nas ternuras dos delirantes beijos
No encontro de dois corpos sedentos
Que se entregam sob a nudez do luar
Deixando que a loucuras de amor incendiar.

Mas na lua minguante chega um momento triste
Momento que as estrelas choram as separações
Ainda que o desejo de ficarem juntinhos ali
Mas é preciso que cada um siga seus caminhos
Guardando com felicidade na memória essa aventura
Trazendo no coração a esperança de se reencontrarem.

E o poeta vai aqui denotando
Em versos de todas as linhas
Os amores proibidos nas rimas
E os segredos das entrelinhas
De histórias que nas estrelas
Mesmo que longínqua brilham.

E assim a poesia vai ganhando forma
Ganhando vida nas magias das rimas
Contando histórias e mudando sinas
Descobrindo amores e criando vidas
Alimentando sonhos e desfazendo idas
Preenchendo os brancos das linhas.

E as lagrimas deste poeta
Ficam sempre escondidas
Dos amores sofridos
E paixões bandidas
Segredados no escuro
E escritos na branca lua.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.