segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Meus versos



Trago neste meu verso,
Minha alma do reverso.
Com a rima eu converso,
Não escondo, nem reservo.

Apenas o que eu sinto, invisto.
Para que fique vivos, meus versos.
Nos meus duros retrocessos,
Esvazio os meus regressos.

Nada é mais do que eu sinto,
Que o meu ser trancado num requinto.
Nada me é mais doloroso,
Ter as vezes que reprimir o que sinto.

Mas assim construo os meus versos,
As margens do que eu vivo.
De tal modo que eu me resignifico.
Nos versos que deixo escrito.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.