quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diga sempre: Eu Te Amo, Antes que seja tarde demais...


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O saber amar


Amar é tão pequeno que é quase invisível
Aos olhos de quem está sendo amado.

Por que não consegue enxergar
A grandiosidade da pessoa que te ama.

É não deixa que a distancia cria um abismo
Assim cedendo espaço para a solidão.

É não fazer do seu orgulho
Terreno fértil para a rotina.

Amar é muito mais que isso
É sentir o outro com apenas um olhar.

Saber ler no ‘’Eu te amo’’ um mundo
De sonho, loucura e desejo.

É simplesmente sentir nos lábios
Num louco beijo o sabor da vida.

Amar é deixar que os olhares
Conduzam-nos desde o inicio.

É saber fazer de apenas um momento
Uma eternidade com a pessoa amada.

É dizer sabiamente um SIM
Quando se espera um NÃO.

É extrair cuidadosamente da alma amada
Todas as combinações dos seus perfumes.

Amar é fazer da felicidade seu caminho
E dá a tudo por mais insignificante que seja um sentido.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Onde me encontrar


Busquem os meus passos nas estrelas
E o brilho do meu olhar nas ondas do mar
Grite com a força do vento “eu te amo!”
E sussurre com a força das correntes marítimas “Eu te quero!”


 
Me sinta no calor da sua alma
Na sombra dos meus verbos
Encontre-me na nau do seu sorriso
No silencio do seu olhar
E tenha coragem de dizer ‘’Eu te preciso!’’








Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vida

Tem algo mais importante que a vida?
Não, definitivamente não há.
É um presente dado por Deus.
Podermos respirar, podermos ver,
Podermos falar e podermos andar.
Quase me esqueci de algo importante e belo.
Que é a capacidade que temos de amar.

Autora: Paula Ferreira Costa.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Experiências vividas na escolarização

SOUZA, Joabe Tavares de. Experiências vividas na escolarização: da APAE ao Curso de Licenciatura Plena em História. Comunicação feita durante o

Minha vivência na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Rondonópolis – Mato Grosso.

Eu sofri uma espécie de paralisia nove meses depois do meu nascimento e a partir daí fiquei sob os cuidados maternos. Depois de uma certa idade passei a freqüentar a APAE. Embora não me recorde bem do começo, recordo que diariamente, pela manhã, eu acordava cedo e ia para um ponto de espera, onde uma Kombi me pegava, sendo esse o meio de transporte que a APAE utilizava na época, para transportar seus alunos. Lembro-me que sempre que eu chegava na APAE éramos divididos em filas dentro do saguão central, onde fazíamos um momento de oração acompanhados pela diretora e pelo grupo de professores, pedagogos e psicólogos, entre outros especialistas que ali mourejavam. Após, era servido o café matinal: às vezes na sala de aula, outras vezes no saguão. O atendimento era individual e coletivo. Lembro-me também que cada turma tinha um professor. Esse atendimento era coletivo porque fazíamos parte de uma turma de 30 alunos mais ou menos, que eram acompanhados por uma professora responsável por aquela turma. O atendimento também era individual porque cada aluno contava, na medida do possível, com atendimento especializado: de psicólogo, de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e outros. Havia também mudos e surdos, que eram acompanhados separadamente, em uma outra turma, e que tinham um atendimento de acordo com as suas necessidades. Era comum eu fazer parte de turmas em que havia alunos com vários tipos de deficiência, como mental e outras, inclusive portadores de síndrome de Down. Eu iniciei o meu aprendizado na alfabetização, que partiu de muitas descobertas sobre a minha percepção das cores e das letras. Fui chamado para fazer um teste com a pedagoga Donéria, (que hoje já desfruta de sua merecida aposentadoria). Ela descobriu minha capacidade de ler. Assim, passei a ser seu objeto de estudo durante um ano. Nesse período, durante a semana, em dias alternados, eu tinha outros atendimentos, como de psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas. Nas aulas, comecei a desenvolver-me muito. A APAE para mim foi um paraíso, onde vivi com muita intensidade, sem ter que me deparar com os olhares de desconfiança das pessoas que não entendem o que é ser diferente. Foi lá que eu aprendi a ir superando obstáculos, e ocupar, passo a passo, o meu lugar no mundo, adaptando-me a diferentes situações.


Portanto, foi na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE, onde inicialmente minhas potencialidades foram percebidas. Mas tive outras: estas, a partir de 2011, na Educação Básica: no ensino fundamental e médio.

Educação Básica. no ensino fundamental e médio

Na Escola Estadual Professora Eunice Souza dos Santos passei a freqüentar a 4ª série, vindo a concluir a 8ª série do ensino fundamental no ano de 2004. Ao terminar o ensino fundamental, como faz parte da minha personalidade, não fiquei estacionado no acostamento, diante do sinal verde, esperando as oportunidades surgirem. Então, elegi como meta: o Ensino Médio, que iniciei e concluí na Escola Estadual LA SALLE, freqüentando-o no período compreendido entre os anos de 2005 a 2007. Foi nessa escola, no dia 17 de setembro, às nove horas daquela manhã do ano de 2007, que lancei o meu 1º livro de poesias, com o título: “Minhas poesias, doces palavras amor”, fruto do meu período de isolamento.
Novamente surgiu à minha frente um novo desafio, uma vez que após ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), prestei o meu primeiro vestibular, sendo aprovado em 27º lugar para o curso de Licenciatura Plena em História.

Educação Superior: Graduação de Licenciatura Plena em História / Instituto de Ciências Humanas e Sociais / Campus Universitário de Rondonópolis / Universidade Federal de Mato Grosso.

Minha graduação se encontra em andamento, em fase de finalização.
Passei a dar passos na minha formação acadêmica em 2008, quando me tornei um estudante regularmente matriculado no Curso de Licenciatura Plena em História. Este curso, em sua totalidade, é composto por núcleos específicos, com várias disciplinas, que visam nos dar suportes teóricos e práticos sólidos, formando-nos para o ensino e para pesquisa, um árduo desafio para mim, porém prazeroso.
A minha experiência até aqui tem sido extremamente importante à minha formação, contribuindo ricamente para o meu saber fazer histórico, por meio das leituras dos textos, das ações dos professores em suas aulas expositivas e dialogadas, não esquecendo também das trocas de experiências com os nobres companheiros e companheiras, colegas estudantes no Curso. Não posso me esquecer, de forma alguma, os questionamentos feitos por eles e por mim, e, por que não lembrar, dos não feitos, pois, possivelmente, eles teriam enriquecido mais ainda nossos saberes. Quanto às minhas experiências nas disciplinas, posso afirmar que, dentro das minhas possibilidades e compreensão, elas foram, ao longo do Curso, as melhores. Com relação aos eventos promovidos pela instituição e suas viagens de estudo, neles tive a oportunidade de aprofundar conhecimentos e ter novas experiências. Fiz uma viagem de estudo de contribuição inenarrável à minha formação acadêmica. Creio que no nosso Campus eu tenha sido um dos únicos estudantes com deficiência a ter uma experiência como essa, o que foi possível, grandemente, à generosidade deste professor, os colegas universitários e minha irmã, que teve permissão e ajuda para me acompanhar.
Da minha formação acadêmica faz parte também, a pesquisa, o que exigiu a elaboração de um projeto, que passei a construir desde uma disciplina que foi dada em 2008, quando comecei a ter também o acompanhamento da professora que convidei para ser a minha orientadora. Entre 2008 e 2010 dei meus primeiros passos, construindo o meu projeto, feito e refeito ao longo desse tempo, cujo resultado da pesquisa brevemente será submetido a uma banca examinadora.
O tema que escolhi para estudo é a Inclusão Social de estudantes com deficiência na Educação Superior. Por que o escolhi? Instigou-me a sua realização o fato de eu ser mais um – entre outros universitários que conheço ou que sei que já passaram pela Universidade –, Estudantes com Deficiência. Portanto, vivencio essa condição e hoje me encontro concluindo uma Licenciatura. Nesse sentido, ele foi definido após diálogos feitos com a minha orientadora, que partiram de uma vontade minha, de também contribuir com a discussão sobre a Educação Inclusiva, expondo minhas reflexões, nascidas da minha própria experiência estudantil e de indagações que tinha sobre como tem se dado esse tipo de atendimento no ensino superior.
Acredito que a realização de meu estudo pode contribuir com a discussão sobre o tema, fazendo-se na Universidade uma reflexão mais ampla e profunda, podendo, possivelmente, servir para o apontamento de novos horizontes a serem pensados e considerados no ensino superior.
Para concluir, quero dizer que minha trajetória de estudante é uma história de superação. Não somente pela minha condição física, mas pelo desafio que considero a educação inclusiva para pessoas com deficiência em nosso país, onde já existem muitas leis e políticas públicas em vigor, mas que não têm sido acompanhadas das condições necessárias à sua concretização e atendimento de todos que delas dependem. Isto, a meu ver, porque ainda não existe, com clareza, o que é inclusão para aqueles que efetivamente devem assegurar o cumprimento de tais leis e políticas públicas, embora ela faça parte dos discursos demagógicos de muitos políticos, que especialmente em período eleitoral a usam como chavões para conquistar votos de pessoas menos esclarecidas.
Na universidade – e aqui falo especificamente do Campus de Rondonópolis, da Universidade Federal de Mato Grosso, às vezes a inclusão de estudantes deficientes chega a fazer parte das discussões acadêmicas, com bons diálogos e que demonstram uma ótimo conhecimento teórico sobre o tema. No entanto, sem um resultado mais efetivo. Exemplo disso foi o encaminhamento de uma proposta de minuta de resolução, de criação de bolsas para deficientes, enviada pela Chefia do Departamento de História em 2008, para os órgãos centrais de gestão da UFMT, sem resposta alguma até hoje.
Entretanto, devo registro que são percebidas algumas ações pontuais no Campus, como a demarcação de espaços nos estacionamentos; algumas rampas; alguns banheiros adaptados; eu pude contar com um computador semi-adaptado e com monitores durante a minha graduação. Certamente, são conquistas importantes, mas ainda há muito a ser feito, o que precisa da participação individual, de pessoas com deficiência ou não, para que num esforço coletivo sejamos fortes o suficiente para fazer valer direitos já existentes e outros que ainda precisam ser conquistados!

Sou muito agradecido por esta oportunidade!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Um sorriso fascinante

Parece transparecer a sua alma
No seu jeito único de ser e viver
Perseverante na sua caminhada.

Ainda que os obstáculos tente lhe tirar a calma
Ainda assim você ergue a cabeça e segue em frente
Transformando e resinificando tudo a sua volta.

U
m ser encantador em sua feminilidade
Cheia de vida e sonho realizando todos eles
E nas entrelinhas dos desejos cria possibilidades.

Longe dos que a ama ela sofre com a saudade
Mas encontra nos dia a dia amigos verdadeiros
Que a acolhe com amor fraterno suprindo sua carência.

A
ssim ela vai tentando a sua maneira retribuir
Com esse seu sorriso fascinante, alegre e doce
A esse acolher por pessoas de coração sincero.

Querida professora Paula Faustino,
Esse foi o meu jeito de reconhecê-la enquanto:
Ser humano, amiga e Educadora que você é.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

sábado, 15 de outubro de 2011

Tenho saudade

Da sua voz
Que me vivifica
Dos seus beijos
Que tem sabor de céu
Dos seus olhos
Que já domina minha alma
Dos seus seios
Que alimenta os meus desejos
Das suas mãos
Que cariciosamente me acalma
Dos seus abraços
Que afagamente me acolhe
Do seu jeito de me olhar
Que me pesquisa por dentro
De você unicamente paulinha
Meu docinho que me faz
O ser mais compléto e feliz
Tudo isso meu benzinho
Por que já é parte de mim.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Primavera

Estamos na estação mais bonita do ano
Na qual a vida passa a ser perfumada
E o amor se faz presente
Em todos os seus sentidos
Deixando uma fragrância de flores no ar
Que com suas diversas cores
Formam um belo arco-íris
E eu uma simples observadora
Vejo com a minha alma alegre
Por ter a visão me permite ver
Esse mundo embelezar
E agradeço muito ao criador
Sou grata por poder visualizar
Em cada amanhecer a beleza de cada dia
Que se abre numa bela e perfumada flor
Todo encanto e a gostosa magia da vida.

Autora: Paula Ferreira Costa.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eu juro

Eu juro que cada gota de suor,
Que os meus poros transpiram,
Nos meus deliro noturnos,
Será a expressão maior,
Desse meu suado corpo,
Dizendo que está precisando,
Mais do que nunca do teu calor.

Eu também juro diante das estrelas,
Que com seus focos de luminosidade,
Os quais me banham corpo inteiro,
Como se fora suas delicadas mãos,
A viajar pelo louco e alucinado mundo,
Das mais puras e gostosas caricias,
Deslizando lentamente em minha pele,
Como se tecestes os brancos fios de algodão,
Desse nosso vermelho flagrante lençol,
Me levando ao mais colorido delírio,
Nas loucuras do mundo dos prazeres.

E eu ainda quero ir muito, muito mais além,
Veja esses lírios que com seu branco perfume,
Transparecem o doce sabor da louca saudade,
Assim como minha boca saboreia também,
O colorido paladar que os teus beijos têm,
Como se fosse uma mistura de morango com chocolate,
Como se os meus desejos se perdessem diante ás suas variações,
E esses meus juramentos não passasse de mais um deles,
E eu uso o meu verso para simplesmente dizer,
Que eu com todas as minhas forças juro que te amo.

Autor; Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Data; 02/06/01.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Venha meu docinho

Venha aqui ficar comigo
Me fazer um carinho
Me deixe sentir seu cheiro
Me banhe com os seus cabelos
Divida comigo os seus sonhos.

Venha que eu quero te amar
Aos seus beijos me entregar
Nos seus desejos me lambujar
E o gosto do seu jeito saborear
A minha dor no seu amor curar.

Venha agora me abraçar
Quero apenas me desabar
As minhas raivas desabafar
No afago do seu braço me acalmar
Sentir suas mãos as lagrimas secar.

Venha me trazer acalento
No seu jeito de dizer-me te amo
Enchendo minha vida de encanto
Mandando embora meu tormento
Trazendo alegria com um sorriso.

Venha que eu preciso de você
Me ajude essa dor esquecer
Me fazendo assim adormecer
No finalzinho do entardecer
Nós dois juntinhos eu e você.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quero falar

Preciso falar agora neste momento
Uma só palavra vai expressar
Todos os meus pensamentos
Oculto nas maiorias das vezes
Mas quase sempre doloroso e sincero.

Quero e preciso falar
De todos os meus sentimentos
Com minhas próprias palavras
Guardadas no fundo deste peito.

Quero pôr para fora
Tudo o que há oculto
Neste meu coração
Protegido pôr essa gaiola
Que protege também meus pulmões.

Quero expor o que eu sinto na alma
Essa dor essa desilusão
Como a solidão das estrelas
Longinquamente distante
Umas das outras
Como se fora duas almas reprimidas
Abandonada na constelação
Deste meu céu chamado vida.

Sinto rolar agora das pupilas dos meus olhos
Sobre minha pálpebra as lagrimas
Que a lua derrama como véu
Pelo desencontro com o amado sol.

Sinto na Pele o orvalho da noite
Como se fosse às lágrimas das estrelas
Borbulhado em meu corpo suado
Como banho frio de cachoeira.

Sinto a felicidade de cada dia
Quando os primeiro raio solares
Surge no infinito horizonte
Quando o sol se faz majestoso no céu.

Sinto o amargo de cada letra
Que forma cada palavra
Que sai da minha boca agora
Apurando o meu paladar verbal.

Sinto o calor do sol
Queimando em meu intimo
Todos os meus sofrimentos
Bem como os meus desejos
Mesmo os mais profundos
Que existe aqui dentro
Deste meu sangrado peito.

Eu quero ser o verde mais escuro
Pra quando a noite chegar
Eu também escurecer-me
Confundindo-me com o seu breu.

Na esperança de ver
Todos os meus desejos
Realizado no dia seguinte
Com a luz do magnífico sol
Colorindo intensamente
Todos os meus objetivos
Que vão de encontro
Com todos os meus sonhos.

Isto eu queria falar
E eu agora falei.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Data: 25/12/2003/.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quem disse

Quem disse que sim
Quem disse que não
Que já não existe
Esse grande amor
No meu coração.

Te amar é tudo de bom
É viajar num mundo cheio de felicidade
É mergulhar num mar só de caricias
É dormir e não acordar vivendo só de sonhos
É me lambuzar de prazer numa caixa de bombom.

Quem disse que foi mentira
Quem disse que não é verdade
Será que você ainda não percebeu
Que só sua presença da solidão me tira
Isso não é mentira é a mais pura verdade.

Tudo que eu tenho
São os brilhos dos seus olhos
A guia-me pelas madrugadas escuras
Não deixando me sentir sozinho
Dentro da negra e cruel solidão.

Tudo que eu quero
É sentir nos meus lábios ardentes de desejos
O calor e o gosto desta tua vermelha boca
Mesmo que ela esteja com ou sem batom
E assim entregar-me á ti feito um louco.

Quem tem a cruel pestilência de afirmar
Quem é que tem a louca coragem
De dizer que eu não a amo
Será que não veem nos brilhos dos meus olhos
O quanto só você tem o dom de me fazer feliz.

Autor; Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.
Data; 02/03/07.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Simples assim

Simples assim é o seu olhar
Simples assim é o seu sorriso
Simples assim é o seu jeito de amar
Simples assim é o seu encanto
Simples assim é o seu jeito de tocar.

Simples assim como a força do vento
Simples assim como a onda do mar
Simples assim como o universo
Simples assim como as estrelas a brilhar
Simples assim como um rabisco.

Simples assim como estes meus versos
É simples assim como eu te observo.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Que tempo sou eu?

Que tempo sou eu?
Que tempo da minha vida
Eles querem transformar?
O meu passado?
O meu futuro?
Ou o meu presente?
O buraco incerto do futuro
Que me assombra?
E o carrasco cruel e egoísta
Do meu passado que me escraviza?
O que eu tenho de concreto?
A utopia do meu presente?
Então que tempo ainda sou eu?
Gritam minhas angustia do passado
Choram os meus medos do futuro
E o que me resta no meu presente?
Me responda quem assim souber
Será que ninguém pode me responder?
Nesta loucura por apenas querer saber
Vago pelas ruas buscando um caminho
Que me leve a uma resposta sequer
Nessa miríade de gente na minha confusão
Não há quem me diga o que fazer?
Levaram meu passado e o meu futuro
E o meu presente onde ele está?
Desejo ardentemente que esta minha
Louca existência não seja vã.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O nosso cardápio para amar é:

Amor com paixão
Uma saladinha básica
De desejo com loucura
E um suco natural
De apetitosas caricias
Adoçado com ternura
E como sobremesa
Numa taxa colorida
Pode se servir
Muitos beijos molhados
Dados com muito carinho,
Bombons e morangos
Bem vermelhos e maduros
Com calda de sonho
Que cada um usa
No jogo do amor
Conforme sua preferencia.

Autores: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta
E Paula Ferreira Costa o meu docinho.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Me fale

O que foi que eu fiz?
O que foi que eu falei?
Qual foi o meu erro?

Sabe a sua ausência dói
E machuca minha alma
Você me faz falta.

Por que está se distanciando?
Não quer mais minha amizade?
Seja sincera comigo e me fale.

Você sabe que já faz parte
Dessa minha louca vida
E nela o seu lugar é insubstituível.

Sua falta me incomoda
Assim como as lagrimas
Que o meu rosto molha.

Meu peito está apertado
O meu dedo está tremulo
Pois sabe como eu digito.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PIRULITOS

– Cadê minha netinha predileta?
– Vovô...
– Lhe trouxe balinhas.
– Cadê?
– No meu bolso.
– Me dá vovô, me dá.
– Tem preço.
– Tem pleço?
– Tem, mas não pegarei suas niquinhas. Você gosta de pirulitos, não gosta?
– Goto.
– Então! É melhor que as balinhas que lhe trouxe.
– Cadê vovô? Cadê?
– Taí...
– Não é pilulito. Vovô, não é pilulito. É diferente. É mais gande.
– Mais grande não minha netinha. Maior.
– Maior.
– Isso! Menina inteligente. E é pirulito sim. É diferente, mas é pirulito. Põe a boquinha devagarzinho. É gostoso. Experimenta.
– Tá.
– Não é bom?
– Tá salgado.
– Pega. Chupa uma das balinhas que lhe trouxe.
– Tá.
– Agora chupa o pirulito do vovô.
– Agola tá mais bom.
– Mais bom não minha netinha. Melhor.
– Melhor.
– Isso! Menina inteligente. Ahhh...
– Quedo vovô. É adido!
– É o recheio.
– É o recheio?
– É. Pode engolir.
– É adido vovô. Tá arranhano.
– Tá é? Deixa o vovô ver. Ah! É assim mesmo. Com tempo você se acostuma. Agora sorri pro vovô. Que gracinha!
– Cadê as balinhas?
– Aqui. Mas antes tem uma condição.
– Quê?
– Antes tem que me prometer uma coisa.
– Pometer uma coisa?
– É. Não pode contar pra ninguém.
– Por que vovô? Por que não pode?
– Porque será o nosso segredinho. Me promete?
– Pometo vovô.
– Boa menina. Sabia que você é minha netinha predileta?

Leonardo Nascimento.

Pulblicada terça-feira, 23 de agosto de 2011 no http://teoremadacontradicao.blogspot.com/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu te beijo

Beijo nos seus pés
Beijo nos seus tornozelos
Beijo nos seus joelhos
Beijo nas suas cochas
Beijo na sua barriga
Beijo no seu umbigo
Beijo nos seus seios
Beijo nos seus ombros
Beijo nos seus cotovelos
Beijo nas suas mãos
Beijos no seu pescoço
Beijo nas suas orelhas
Com algumas mordidinhas
Beijo na sua gostosa boca
Beijo você assim todinha.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.