sábado, 19 de abril de 2014

Ponto final



Nada foram flores no meu caminho,
Sempre sou integro aos meus sonhos.
Deixei os espinhos num canto guardados,
Para que não fira os meus desejos.
Nem quis eu que as rosas murchassem,
Pelos tímidos rastros dos meus passos.
Nem dei aos obstáculos que me vieram,
Moleza algumas no meu esforço.

Sempre ergui os meus olhos para o sol,
Mesmo com a face germinando cansaço.
Regrei o jardim da minha fé a cada amanhecer,
Colocando-me sempre na minha humildade.
Reconhecendo as minhas fraquezas,
E me elevando diante as minhas possibilidades.
Não soube caminhar pelos sonhos alheios,
Nem mesmo aos meus eu subestimei.

Peregrino com os meus versos mundo a fora,
Não me preocupando com a fama.
Dou ao meu sentir um lugar,
Faço do meu viver uma história.
Vou transitando pela descarada coragem de existir,
Nascendo com os sonhos e tombando com o tempo.
Mas as feridas que me causam faço delas uma vírgula,
Propondo-me a recusar o ponto final precoce da minha história.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dor



Não posso e não vou mentir
Descobri que o mesmo vento
Que me trouxe você,
Foi o mesmo que te levou
E eu fique aqui na minha dor.

Não quero e jamais eu vou fingir
Que meu coração estar dilacerado
Pois já sinto sua saudade,
E nesta angustia que agora estou
Tenha certeza que eu vou dormir.

Não tenho o supremo poder
De ficar ocioso no tempo
Assim vou enfrente,
A solidão de mim se apostou
Mas deixo aqui meu lamento.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.




sábado, 5 de abril de 2014

Entrevista

Nada na minha vida foi fácil
Mas o sabor das dificuldades
Me fortalece para vencer
Todos os obstáculos que me surgem.

Joabe o Poeta.

http://g1.globo.com/videos/mato-grosso/bom-dia-mt/t/edicoes/v/rapaz-supera-problemas-de-saude-e-lanca-livros-em-rondonopolis-mt/3260096/

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Caiu



Caiu na minha mão uma rosa.

Caiu na minha mão uma rosa,
Mas ela tinha os espinhos quebrados.
Eu queria saber em que machucados,
As suas afiadas pontas tristes ficaram.

Caiu no meu caminho uma folha.

Caiu no meu caminho uma folha,
Uma folha que já estava seca.
Será que ela caiu da roseira?
Ou caiu da minha canseira?

Caiu da minha face uma gota.

Caiu da minha face uma gota,
Que logo foi engolida pela terra,
Será que foi um pedacinho do meu cansaço?
Ou foi um pouquinho de amor em lágrimas?

Caiu no entardecer uma bola.

Caiu no entardecer uma bola,
Que é magnificamente linda.
Será que é a bola do vizinho?
Ou a lua que vem me cobrindo?

Caiu do meu sorriso a tristeza.

Caiu do meu sorriso a tristeza,
Que tanto acaba comigo.
Só quero do meu lado quem:
Queira ser o meu bem.

Caiu do céu uma estrela.

Caiu do céu uma estrela,
Que não para de piscar.
Eu não sei se é um vagalume?
Ou se é Jesus o nosso menino?

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Mãos



Mãos que desenha a vida,
Mãos que queima a pele.
Mãos a artes que vira sonhos,
Mãos que revela o mundo.
Mãos lindas sãos as suas.

Mãos que nunca sentiu-te,
Mãos que um dia quis toca-la.
Mãos que tremeu de desejo,
Mãos que enxugou as lágrimas.
Mãos essas que são minhas.

Mãos que descansa no teu prazer,
Mãos que desliza na sua loucura.
Mãos que se perdem nas suas curvas,
Mãos que nas madrugadas te procuras.

Mãos que enudecem as minhas vontades,
Mãos que me doma em caricias.
Mãos que constroem meu universo,
Mãos que faz as minhas dores sumirem.

Mãos ricas em ternuras a me tocar,
Mãos sedentas incertas ao me descobrir.
Mãos saiba que acalma minha solidão,
Mãos perfumadas que sobre min quero.

Mãos doces e meigas,
Mãos quentes e frias.
Mãos rápidas e tímidas,
Mãos macias e tremulas.

Autor : Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Hoje



Hoje eu acordei com o coração pequeno,
Uma sensação estranha uma dor no peito.
Um desejo de caminhar sem rumo certo,
Querendo saber onde tudo pode dar certo.
Mas minha alma tão pequena chora,
Sabe aquele choro que sufoca por dentro?
Pois é, é nele que a minha alma dilacera,
Então cerro os meus olhos no meu silencio.
Hoje eu acordei com aquela sensação,
Aquela sabe que arrebatam as lágrimas.
Não sei lidar com a perda, mas ainda assim,
Sou forte o suficiente para seguir enfrente.
Se te perdi foi por que nunca me pertenceu,
O que nos resta? Talvez a incessante busca.

Hoje quero ter o calor do aconchego de um abraço.
Será que em algum lugar este abraço exista?
Será que eu dormirei o sono profundo sem senti-lo?
Não sei, eu ainda alimento essa doce esperança.

Hoje, eu quero ao menos pensar,
Que você como eu sou irá me aceitar.
Hoje, farei do meu desejo de te abraçar,
Um belo sonho pronto para se realizar.
Hoje, eu quero transmitir a felicidade de aqui estar,
Mesmo muito longe, mas estou com você a bailar.
Hoje, eu quero sorrir meus sonhos sem ter que chorar,
Cantar a vida sem de nada ter que logo lembrar.
Hoje, eu quero apenas viver e na chuva me molhar,
Quero ao lado do sol me sentar e com ele dialogar.
Hoje, eu quero nos braços da lua me encontrar,
E sob os brilhos das estrelas tranquilamente caminhar.
Hoje eu farei do sereno da minha lagrimas no mar,
Mas com o azul da paixão quero que venha me amar.

Hoje estou precisando do aconchego de um abraço,
Da ternura de um olhar e do calor de um beijo,
De uma companhia agradável que me faça sentir bem.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.