terça-feira, 29 de julho de 2014

Chalé dourado



Os fios grisalhos
Que se rendem com o tempo
Escritos nas rimas
Nas túnicas dos meus versos.

Nas linhas das incertezas
Caminha a passos rasos
Cintilando as belas curvas
As turvas esperanças.

No laço do pensamento
Se curva o amar amado
Como num embrulho
Guardando os sonhos.

Em tudo fosse fiel
Como um réu
Tal tinta no papel
Exposto ao léu.

O que ficou no físico
Como um símbolo?
Nada só a lembrança
De um chalé dourado.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 22 de julho de 2014

A criança que eu não fui



Aaah a criança que eu não fui,
O meu herói nunca puderam me ajudar:
Super-homem e Batman.
O taco de bete subia e descia na minha frente.
A bola quadriculada de branco e preto me encobria.
E eu gritando: GOOL!
O esconde esconde que nunca me escondeu,
Nunca achei o anel que era passado entre as mãos
Escapou pelos dedos.

A criança que eu nunca pude ser como queria,
Bruuuuuuuu!! Carretinha jeep e patrola.
O pega-pega sempre me pegou.
Num relance o queima queimar.
Num outro o roleman.
De repente um grito: Caiu, caiu no posso!
A criança que eu nunca fui.

A criança que eu queria ser,
O clube dos escoteiros na arvore.
O cientista meio birutinha da família,
O namoradinho vergonhoso do bairro.
O guardião de muitos segredos da turma,
O amigo mais louco e fiel do grupo.
O detetive do bairro com suas teorias loucas,
Aaah essa é a criança que nunca me deixaram ser.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

 

terça-feira, 15 de julho de 2014

De segundo a segundo

Te dei todo o meu amor,
Te fiz o meu melhor sonho.
Te desenhei nos meus versos,
Dei tudo que me foi possível.

Te acolhi no meu peito,
Te fiz o meu segredo.
Te dei todo meu mundo,
De segundo a segundo.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

A coisa e o coiso

A coisa olhou pro coiso,
O coiso ficou feliz.
A coisa ficou calada,
O coiso pôs-se a chorar.

O coiso falou pra coisa,
Eu quero te namorar.
A coisa ficou sem graça,
O coiso foi logo beijar.

A coisa ficou sabendo,
Que o coiso era infiel.
O coiso ficou sozinho,
E a coisa toda infeliz.

O coiso pediu perdão,
A coisa pôs-se a pensar.
O coiso ficou com medo,
De a coisa te abandonar.

O coiso sai correndo,
Para aliança logo comprar.
A coisa ficou surpresa,
Quando o coiso disse: eu caso!

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Como foi o meu dia?



Bom. O meu dia foi ótimo.

Cheio de surpresas,
Vivido com muita emoção.
Aprendi tantas coisas,
Que ficará na memoria.

Coisas que só a vida nos presenteia,
Coisa que um dia contará minha história.
Coisa que o meu coração sente,
Coisa que só eu guardo na mente.

Assim foi este meu dia.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Sou morcego



Sou um morcego sim,
Vivo pela calada da minha alma.
Não me alimento de sangue,
Mas me sugo no meu silencio.

Não tenho asas tenebrosas,
Mas voo na minha existência.
A minha caverna é o meu eu,
Pois nele nada me prende.

Eu sou um morcego,
Que deseja os beijos.
Daquela que é minha,
Mulher e amada.

Vivo nos seus sonhos,
Vigiando as suas noites.
Durmo nos braços da lua,
A espera de você prometida.

Autor: Joabe Tavares de Sousa – Joabe o Poeta.


domingo, 22 de junho de 2014

Deusa dos meus sonhos



Adormeço em meus sonhos,
Querendo ser acalentado.
Num aspecto de carência,
Me entrego a sonhar.

De mansinho ela chega,
Já sabe o meu ponto fraco.
Vem numa voz dengosa,
Dizendo que sou teu.

E num deliro total,
Sem dó e nem piedade.
Disfere em mim o seu golpe fatal,
Me chama de delicia com vontade.

Ahh! Ai, eu me banho em suas loucuras.
Ahh! Que gostosa maldade.
Ahh! Ai, eu me acabo nos seus beijos.
Ahh! Que gostosa vontade.

Ela desliza pelo meu corpo,
Na certeza do que quer.
Já conhece os meus desejos,
Ela já sabe como me enlouquecer.

Ela vem com ternura,
Com um olhar de loucura.
Me mostra a sua fervura,
E nada mais a segura.

Eu já amarrado nos seus atos,
De nada mais eu me queixo.
Eu em suas mãos me deixo,
Nos nossos sublimes atos.

Ahh! A deusa dos meus sonhos.
Ahh! Me mate com o seu veneno.
Ahh! Que doçura em bons encantos.
Ahh! Que eu nunca acorde deste sono.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.