segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Acabou

Não sei onde estou,
Perdi meu chão.
Não sei o que sobrou,
Apenas desilusão.
Não sei mais o que sou,
Sangrou o meu coração.
Não sei para onde eu vou,
Estou sem direção.
Não onde ficou,
Aquele amor e aquela paixão.
Quero saber o que deixou,
Ah a cruel solidão.
Na minha face uma lágrima rolou,
O meu mundo acabou.
A minha voz se calou,
Por causa da sua ingratidão.
A luz se apagou,
Porque tudo acabou.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


sábado, 17 de outubro de 2015

Quando a gente sente

Quando a gente ama,
Tudo fica belo.
Tudo é magico,
Quando a gente ama.

Quando a gente quer,
O nada não existe.
A cama fica quente,
Quando a gente quer.

Quando a gente faz,
A loucura fica viva.
O desejo vem a tona,
Quando a gente faz.

Quando a gente sente,
O nada vira tudo.
A vida tem sentido,
Quando a gente sente.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


sábado, 10 de outubro de 2015

Ser criança

Ser criança é criar seu próprio mundo,
Dentro de outro desconhecido.
Ser criança é dar cada passos,
Sem medo do certeiro e dolorido tombo.

Ser criança é ver sentir e acreditar.
É brincar mesmos com vontade de chorar.
É o olhar nos olhos e as lágrimas secar.
Ser criança é pular gritar e se lambuzar.

Ser criança é dormir e acordar sonhando,
É ser herói num planeta sem dono.
Ser criança é colorir com flores seus sonhos,
É viajar pelas galáxias do seu desejo.

Ser criança é ver um tesouro,
Num simples e doce brinquedo.
É trocar um abraço por um beijo,
Ser criança desvendar os segredos.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Saudade – 3

Saudade quando dói,
Machuca a alma.
Saudade quando feri,
Arrebata a calma.

Saudade silenciada,
Vira tormento.
Saudade sufocada,
Mata sonho.

Saudade quando chora.
As lágrimas gritam.
Saudade quando demora.
As noites gelam.

Saudade vivida,
Nas lembranças.
Saudade escondida,
Nas esperanças.

Saudade quando vem,
Mexe com os sentimentos.
Saudade quando tem,
Reflexos dos bons momentos.

Saudade guardada,
Lá no fundo.
Saudade sentida,
Em segundo.

Saudade quando dorme,
Anestesia o coração.
Saudade quando forte,
É grande a paixão.

Saudade ardente,
Queima o corpo.
Saudade insistente,
Vira louco desejo.

Saudade quando louca,
Expulsa a razão.
Saudade quando boa,
Alimenta a emoção.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tão só

Tão só,
Me sinto nos meus versos.
Tão só,
Esperando por seus beijos.
Tão só
Começo tudo a escrever.

Tão só,
Foi assim que tu me deixasse.
Tão só,
Ficou foi como tu quisesse.
Tão só,
Assim ficamos sem querer.

Tão só,
Assim ficasse sem mim.
Tão só,
Longe, muito longe enfim.
Tão só,
Que viemos a nos perder.

Tão só,
As lagrimas de cetim,
Tão só,
Os meus sonhos sem ti.
Tão só,
Vivo aqui a me debater.

Tão só,
Eu louco assim te amei
Tão só,
Aqui eu sempre fiquei.
Tão só,
Não quero mais viver.

Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Os meus anjos e demônios

Os meus anjos:

Eles ficam ao meu redor.
Transbordam felicidade,
Não permite me ver tristes.
Eles aqui estão sempre.
Transpiram sensualidade,
Solidão aqui não existe.

Os meus demônios:

São todos os amores adormecidos,
São os gelos da escuridão.
São os meus sufocados desejos,
São as dores do coração.
São as inconstâncias destes medos,
É essa minha agitação.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O caminho

Dou passadas ao vento,
Na leveza do pensamento.
Querendo em silencio,
Trilhar um caminho.

E assim eu sigo,
Na confusão dos medos.
Escondo os lamentos,
Onde guardo os degredos.

E no tempo vou andando,
Distribuindo momentos.
Vivendo a cada segundo,
Antes do esquecimento.

A vida gira no andamento,
Do correr do tempo.
Marcando no firmamento,
Os acontecimentos.

Vou as horas seguindo,
Na razão do contentamento.
E logo vou descobrindo,
Os rastros do meu caminho.

Se é certo ou incerto,
Com isso não me preocupo.
Vou assim me permitindo,
Na roda do meu destino.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


domingo, 6 de setembro de 2015

Quero te fazer

Quero fechar a porta do quarto,
Só para te ver toda provocante.
Quero te ver assanhada e louca,
Só para me deixar assim doido.

Quero te fazer sentir dominando,
Só para depois ser domada.
Quero te fazer endoidecida gemer,
Só para alimentar o meu desejo.

Quero sussurrar aos seus ouvidos,
Tudo aquilo que queres fazer.
Quero me entregar sem pensar,
Só para satisfazer o teu ego.

Quero te amar como um louco,
Só para te libertar como fera.
Quero que na cama me guie,
Só para me revelar teus segredos.

Quero provar da sua manha,
Quando minha pele fere.
Quero provar do seu gosto,
Quando meus lábios te assanha.

Quero dormir no teu êxtase,
Para em teus sonhos ficar.
Quero te fazer meu mundo,
Para sempre ter aqui você.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bate coração

Bate coração ingrato,
Machuca este meu peito.
Chora coração sufocado,
Revele todos os segredos.
Berra coração cansado,
Joga fora os fracassos.

Bate coração ligeiro,
Por favor, não fique parado.
Bate coração sem dó,
Mais não me deixe no sufoco.
Bate coração compassado,
Pois meu peito já está apertado.

Bate coração insistente,
Não ver se esta alma está doente.
Bate coração contagiante,
Não sente que eu estou carente.
Bate coração intrigante,
Não chamas quem está distante.

Bate coração e me arrebente,
Assim não ficarei descontente.
Bate coração de repente,
Nesta caixa já demente.
Bate meu coração errante,
Esqueça de quem já ausente


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


sábado, 22 de agosto de 2015

A magia da noite de luar

É um refuljo para as almas,
Que choram seus amores.
Os abraços inesperados,
Que acolhe para si as dores.

Um lugar onde tudo e todos,
Se encontram e se perdem.
Onde os beijos são desejos,
E as caricias se misturem.

Ah a noite de luar,
Noite onde o véu é o amar.
Ah a noite de amar,
Amar sob o calor do luar.

Onde nada no amar tem explicação,
Loucuras, vontades e suspiros.
Tudo é permitido e faz a sedução,
Nosso ar e nossos segredos.

Onde o Céu se abre plenamente,
Com as estrelas a nos guiar.
Pensamentos consomem a mente,
Cenas de amor a se imaginar.

Ah noite de luar,
Noite onde o véu é o amar.
Ah noite de amar,
Amar sob o calor do luar.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


sábado, 15 de agosto de 2015

Seu perfume

Coração está carente,
A solidão aqui do lado.
Quero seu perfume,
Sentir na boca seu beijo.

Meus desejos acendem,
No deslizar suas curvas.
Os dedos sem ver tremem,
Ao desenhar suas linhas.

A mente só te procura,
Na escuridão da noite.
Ferve minha loucura,
No seu corpo quente.

Faço deste momento,
Uma linda eternidade.
Neste nosso mundo,
Cheio de cumplicidade.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Refletindo a base do filme As Sessões.

Este material cenográfico trás em sua temporalidade o tema central pelo qual vem sendo debatido - de forma ainda muito ''tímida'' - na atualidade. O filme nos mostra a ousadia de um deficiente que com todos seus conflitos internos e externos, assim como as barreiras físicas e ideológicas. Corajosamente ele sai em busca de algo que lhe era desconhecido: a capacidade de amar e ser amado, a capacidade de fazer sexo no seu sentido mais profano e romântico.
A grande problemática dessa descoberta, situa-se no universo dos conceitos culturalmente constituído e concebido apartir de normas de padrão de normatização, tudo que não se enquadra dentro dela é anormal e desconsiderado é tido como incapaz de fazer parte da normalidade. E essa visão gera estigma – negativação do ser apartir da sua anormalidade – e a internalização deste estigma gera o preconceito – que é um prejulgamento daquilo que se ver no externo desconsiderando o interno – que tende a normalizar o anormal ou a eliminá-lo. Como nos normalizar?
Sexo e o sentir prazer, para além de ser vida e ser inerente ao ser vivo racional e irracional. É uma das formas de ser e existir no mundo, é também uma forma – e no nosso caso deficiente – de nos incluir neste mundo do qual pertencemos e fazemos parte. É de igual modo, gritarmos: também tenho direito de viver, sentir e ser sentido – amar e ser amado – por mais diferente que sejamos.
Mas para isso, temos que ter a ousadia que Mark O'Brien (John Hawkes) teve e, quebrarmos em nós mesmos as barreiras que nos impede de mostrarmos que somos gente que respiramos o ar do desejo. Temos que sair da superproteção da família e assumirmos nossas condições humana e gritar EU QUERO SEXO ou EU QUERO FAZER AMOR. Mas temos que ter consciência de que vamos enfrentar o desafio de fazer sermos visto e aceito como deficiente e que queremos ser amado como somos.
A família é o nosso obstáculo mais doloroso. Pois já nos cristalizaram nas suas psiques sob o preceito ideológico, todo um conceito de que temos que ser preservados para uma vida santa e incapaz de expressamos nossos desejos carnais por uma mulher ou homem, sendo deficiente ou normal. Então que quebramos estes tabus, que neste tempo propicio em que a liberdade de existir na sociedade assim como nossos irmãos de lutas os homossexuais, que também sofrem com preconceito.
Eu estou tendo essa ousadia de O’Briem de enfrentar tudo para me libertar, pois a ideia deste texto é para que nos ajudemos uns aos outros.Concordando ou não concordando respeitosamente com os pontos de vistas dos que os leem. Mas de nos dar a liberdade de gritarmos: SOU DEFICIENTE SIM – CADEIRANTE OU NÃO - MAS SABEMOS AMAR E FAZER SEXO.
Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


domingo, 9 de agosto de 2015

Pai

Um herói sem nome?
Um modelo sem história?
Não, pai é muito mais que isso.

Pai é um amigo nas horas difíceis,
O cara que está ali pronto a ajudar.
É também aquele cara esquecido,
Quando tudo está bem conosco.

Um chato que vive te chamando atenção?
Um fanfarão desengonçado na frente dos amigos?
Não, pai é aquele palhaço que está sempre como seu escudo.

Pai é aquele que não dorme quando sabe que você está enfermo.
O cara que faz de tudo para te ver sempre bem e feliz.
Mas também aquele velho inútil que você joga no asilo da vida.
Este mesmo velho quando jovem te deu todo o amor.

Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Um dia difícil

Acordei com os pensamentos confusos,
Os desejos aladados.
Fiz as coisas numa lentitude estranhas,
Com os sonhos retidos.

Fui seguindo o caminho das coisas,
A mente em redemoinho.
Fiz todo o trajeto vazio e calado,
Como um estranho.

Ora eu me questionava do porque,
Das coisas e do tempo.
Ora eu me via preso e inerciado,
Nas próprias respostas.

O tempo corria ainda mais rápido,
Recantiando meu querer.
De forma clara parecia me diminuir,
Na roda dos acontecimentos.

Mas logo tomo conta de tudo,
Na compreensão.
Ai levanto deste pessimismo,
No que eu me vejo.

Refaço todos os meus pensar,
Afastando tudo.
Reorganizo os meus desejos,
No meu eu.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


terça-feira, 28 de julho de 2015

Meu mundo

Meu mundo
Sem teu olhar
É frio e vazio
Sem sentido.

Meu mundo
Sem sua voz
É cruel e opaco
Silencioso.

Meu mundo
Sem seu carrinho
É áspero sem cor
Sem perfume.

Meu mundo
Sem seus beijos
É sem sabor
Incolor.

Meu mundo
Sem seus braços
É inseguro
Sem calor.

Meu mundo
Sem teu aroma
E um jardim
Sem flores.

Meu mundo
Sem suas curvas
É retidão sem parada
Caminho sem direção.

Meu mundo
Sem seu corpo
É noite sem lua
Estrela sem mar.

Meu mundo
Sem sua cama
É céu sem horizonte
Escuridão completa.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.


sábado, 25 de julho de 2015

Longe de ti

Longe de ti os sonhos são pó,
São sem tempo no nó.
Sem nada e razão,
Com o tudo dar voz.

Longe de ti o coração dar nó,
Faz redemoinho de solidão.
Vira furacão a saudade,
E eu me sinto tão só.

Longe de ti não passa o tempo,
Faz as coisas aqui dentro em nada.
Inerciam-se as horas,
Nas estrelas apagadas.

Longe de ti a lua chora,
Molha o caminho dos sonhos.
O sol escurece diante a falta que tu faz,
Tudo em mim fica sem sentido e só.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o poeta.


Quero um coração

Quero um coração que seja meu,
Que seja assim alegre e sincero.
Quero um coração bandido e louco,
Que seja meu único esconderijo.

Quero um coração amigo e amante,
Que me tira o folego em instante.
Quero um coração que seja meu alento,
Que não me seja indiferente e ausente.

Quero um coração que seja egoísta,
Que ele me aceite como teu.
Quero um coração manhoso,
Que seja meu cantinho aconchegante.

Quero um coração enamorado,
Que me roube o sossego.
Quero um coração que me faça bem,
Que seja um lugar bom sempre.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


Um amante retirante

Lá se vai sozinho,
Tropando as asas.
Como um passarinho.
Longe das amarras.

Perdido pelo caminho,
Sem nenhuma parada.
Pingos daquele sonho,
Em cada lágrima deixada.

Longe ele vai sumindo,
Ao romper da alvorada.
A linha vai traçando,
Da triste hora da partida.

Vai sumindo de mansinho,
Deixando chegar a noite.
Vem chegando devagarinho,
Acalentando o retirante.

Numa sede espontânea,
De vontade de amar.
Numa loucura simultânea,
Vai a se entregar.

No canto do sono,
Vai logo repousar.
Sem pensar em engano,
Segue pelo trilho a andar.


Autor: Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Meus momentos

Meus momentos foram vividos,
Como eles me vieram.
As vezes rápido demais,
As vezes como uma caixinha de música.

Foram momentos que valeram apenas,
Todos os riscos corridos.
foram como beijos roubados,
Doces inesperados e sem explicações.

Fui a loucura no prazer de cada um deles,
No calor das fantasias.
Fui ao fundo do mar,
Mergulhando nas ternuras de todos os lugares.

Em cada momento vivi a felicidade que fora plena,
Ainda que em outros fossem apenas segundos.
Mas foram banhados com toda intensidades,
Mesmo que um dia o tempo insista em apaga-los.

Guardo com muito cuidado as lembranças de cada instante,
E com o carinho de quem esconde um tesouro.
Deixo pela a minha caminhada os rastros de cada aventura,
Sem qualquer vestígio de arrependimento ou medo.
 
Precisei as travessuras de todas as carícias,
Deixando escorrer a fonte de toda minha liberdade.
Vesti a carapuça de um profano sem pudor,
Explorei cada palavras ditas no seu duplo sentido.

Meus momentos foram saborosos,
Como as frutas tropicais.
Que exalam sabores,
Nas vitalidades das suas cores.

Assim todos os segundos em cada horas de loucuras,
Foram esquadrinhados pelo pouquíssimo tempo.
Assim também os escondo no meu tempo,
As verdades vividas nos fechar dos meus momentos.


Autor: Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.