sábado, 30 de abril de 2011

Ainda existe em mim

Todos os dias bem cedinho
Logo no nascer do sol
Vou ao meu pequeno jardim
Que regro com o meu olhar
Retirando com carinho as ervas daninha
Onde cultivo todos os meus sonhos
Em rosas, lírios, orquídeas e tudo enfim
Tem até um pé de alecrim
Que fica ali naquele cantinho
Embaixo de uma laranjeira
Bem da minha janela pertinho
Onde tem flores lindas sim
Com pétalas perfumadas assim
Enfeitada com ceda e cetim
Na harmonia das azaléias e jasmins
Sendo beijadas por borboletas e passarinhos
Sorrindo somente para mim
Assim como tu minha Iracema
De pele macia e morena
Sorriso de vida e olha de pequena
Teens todos os traços real da mãe natureza
És a mais bela e viva rosa
Aqui no jardim deste meu peito
Você ainda tem o seu cantinho
Lugar onde seu olhar ainda brilha
Enchendo meus sonhos de fantasia
E você que já me faz louquinho
Que faz meu sangue de amor ferver
Transformando meus desejos em redemoinho
És a outra metade de mim
Dando-me a certeza que ainda existe em mim.


Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

Sim

Sim, sou assim puro verso
Minha vida é um longo soneto
Meus sonhos ah! Esses são eternas rimas
Já essa minha loucura por amar é poema sem fim
E o meu querer ser amado é uma ciranda
E a minha cede por me sentir amado
É simplesmente uma interminável poesia
Assim entre verso que se rima
Que dá vida a este soneto que cirandeia
Nos meus poemas e poesias
Contando quem um dia foi este poeta
Que assim vai deixando sua marca na história.

Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Se descubra em mim

Sim, estou te esperando
Não demora muito
Todo está pronto
Meu coração aberto
A minha alma está gritando
Não, não se entregue a fuga
Preparei para este momento
O que me pedisse...

As estrelas estão brilhando
Acompanhada da lua
Fazendo a noite colorida
Com um sorriso aberto
E eu te entregando-me
Colocando você dentro de mim
E assim vai vasculhando
A minha inquieta alma
Se libertando nos meus braços
Como se embrenhasse aqui dentro
Me dominado e se descobrindo
Pesquisando os meus desejos
Sendo feliz a cada tocar nos meus lábios...

O vinho ali sobre a mesa
Suas mãos suadas sobre as minhas
Seu olhar fixo no meu
Se descobrindo totalmente em mim
Como se fossemos
O mundo dentro do universo
E tudo se cumprindo
Somente em nós dois
Respondendo as suas duvidas.


Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

domingo, 24 de abril de 2011

Um dia tudo terá sentindo

Ainda vivo para amar
Sem a dor do medo
Por assim te procurar
Nos meus dias o seu calor
E na sua alma desvendar
Todos os meus segredos
Conduzir-te apenas num olhar
Você vindo ao meu encontro
E loucamente me abraçar
Sentindo no meu peito
O coração forte vibrar
E eu com amor te recebendo
Sentindo o teu respirar
Assim você me entregando
Na ternura dos braços te afagar
Dando-te todo o que tenho
A vida a te presentear
E juntos nós caminhando
Sob o esplendido luar
Como dois enamorados
No céu as estrelas a brincar
E o mar como tapete cristalino
Para nosso caminhar a se derramar
Realizando assim um sonho
Fazendo de tudo a fonte de amar
E um dia tudo terá sentido.

Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

RODRIGO DE SOUZA

Raio de luz
Nasceu no horizonte
É o sol que brilha
E ilumina meu pensamento

O amor se refaz
A cada instante
O mundo gira
E tudo se faz
A todo o momento
Tudo acontece

Dei a você
Tudo que fui capaz
Nunca pensei
Que isso podia acontecer
Ter o amor que sinto
Por você

Rio de lágrima derramei
Noites e noites
Passei acordado
Por causa de você
Transbordando o meu coração em prantos

Isso tudo que acontece comigo
Nada mais é
A solidão de um amor
Mal resolvido
Que ficou preso no passado

Gostaria de ser agora
Um pássaro
E nada que dê um vôo
Pousar em seus braços
E com o calor de seu corpo
Me aquecer e conseguir adormecer

O meu sonho
É viver esse amor
Intensamente
Assim como eu vivo



Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

Neste acrósticos eu uso o nome de um sobrinho querido para expressar todo amor que sentir por um ser que nunca me amou...

domingo, 17 de abril de 2011

Pena – 2

Para escrever um nome
Essa minha mão ousou
Pegar no tinteiro a pena
Que na dor a pena deixou
Um nome de uma pequena
Que ocupa minha mente.

E foi assim meio de repente
Que a pena o vento a levou
Essa pequena que me encanta
Que em mim a marca do amor deixou
Como um rabisco numa branca pagina
Fixou em mim dessa pequena o nome.

Depois de algum tempo aqui na procura
Aquela pena que foi soprada ao vento
Achei-a nas minhas doces lembranças
Da saudade que ficou guardada num canto
Esquecida nas minhas insanas loucuras
Um dia de revê-la tenho a penosa esperança.

Aqui deixo o meu amor apenas
Para você minha açucena
Pois alem do tempo ele se perpetua
Como a pena registra as juras
Não temendo a dor da magoa
Mas acreditando que valha apenas.

Entrego-me ao meu louco desejo
De loucamente apenas a ti amar
Não me entrego ao cruel degredo
Pois as estrelas com pena do mar
E o mar de mim se compadecendo
O caminho dos brilhos do seu olhar
Apenas vai assim à brisa me indicando.

Não tenha pena apenas se entregue e ame
Como os pássaros que com as penas voa
O amor em todos os seus sentidos é livre
Ouvindo a bela canção que no peito soa
Deixe que a magia de amar nos encante.


Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pena

Na minha alma um nome tatuei
Sob as linhas brancas da minha vida
Com a tinta da minha pena
Nos brilhos deste olhar de pequena
A minha alma busca leveza
Que no meu coração te chamei.

Me pego aqui te desenhando
Com a pena molhada de lagrimas
Dando-te forma nos arrepios
Deste meu suado corpo
Cravando seu beijo na minha boca.

Esta mesma boca que te grita
Este mesmo corpo que te sente
Este mesmo olhar que te busca
Esta mesma pena que te descreve.

Cadê o seu olhar que me guia
Por favor, me dê sentido
Cadê a minha menina morena
Por favor, preciso do seu sorriso
Cadê o calor da minha lua.

Preciso de você aqui
Por que você sumiu?
Penso em você aqui
Por que você não diz sim?

Estou aqui esperando o dia que a morte me leve
Esperando sentir em mim o calor dos seus lábios
Deixando sua marca de desejo na minha vida
Espero-te ainda que minhas pálpebras se fechem
Te dou a minha vida ainda que não sinta-me
Só assim toda a minha dor valerá apenas.


Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

domingo, 10 de abril de 2011

Sua ausência

Sinto-me só sem um rum a seguir
Minha alma está vazia
Minha mente anda sem nada
Meu corpo está dolorido
A solidão tenta me consumir.

Minha boca sussurra seu nome
Meu pensamento anda vago
Meu sorriso perdeu a graça
Meu olhar se perdeu.

Não tenho mais forças
Me perdi no tempo
Não me reconheço mais
Me entreguei ao silencio.

Preciso me resgatar
A um novo amor me entregar
Sentir novamente o calor lunar
Preciso voltar amar.

Preciso de você me libertar
E te deixar também caminhar
Mesmo se um dia houver um reencontro
Preciso apenas simplesmente voltar a sonhar.

Vestígio deste amor existe aqui ainda
Que você dele se esqueceu
Tu jurasses ser minha e eu te jurei ser teu
Mas só me restou apenas a sua ausência.


Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

INCERTEZAS

Ainda que tirem-nos o desejo
Que a força coincidiu
Aos que a vida com veemência pariu
Tenho eu a mesma sorte?
Nascer é fado pesado
Que vai do amor à morte.
O espelho da vida quebrado
Que mão ousada será essa?
Tudo que tenho é incerto
O mundo é covardia:
Cerceia os sonhos, perpetua agonia.
Os dias se vão, ficam-se os vãos
As noites marcam nas taças o que se brinda
Mãos e bocas unem-se, o sexo finda
A volúpia cede a sede que se sacia
Acendem-se os cigarros, ficam-se as cinzas.
A alma fere-se em nãos, os sonhos esvaem-se
A casca do relógio apodrece as horas
No tempo permanece o que nos corpos tilinta-se
Nonde findará não se sabe...

Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta e Leonardo Nascimento.

domingo, 3 de abril de 2011

Eu sou um Demônio?

Eu:
Eu sou um Demônio?

Ela:
Sim, tu és um DEMÔNIO!
Eis o que você tem alma
Que são até transparentes de tão nua
Como uma suave brisa.

Eu:
Ao toque de um olhar...

Ela:
Chegam bem suaves como um beijo
E tudo.., ahh... Sempre começa por um simples olhar
Então se transformam em ventos eternos
E nunca mais deixam de ser brisa em nossas vidas.

Eu:
Mais a alma minha na lua desnuda...

Ela:
E são tão diáfanas que chegam a nos transpassar
E nos levar juntos toda vez que sopram
E trazem consigo o perfume de sua alma.

Eu:
Despida de loucura...

Ela:
És mais poeta que eu
Eu apenas escrevo
O que me vêm ao coração.

Eu:
No desejo de fica nu com um abraço...

Ela:
E deixam nosso corpo impregnado com seu cheiro...

Eu:
Beijando seus lábios lunares...

Ela:
E fazem o tempo parar e silenciar
Por eternos segundos
Para sentir esse aroma de amor
Aroma de tanto e tão sublime amor.

Eu:
Para ser apenas nós...

Ela:
Ahhh a Lua essa eternamente será testemunha
E as estrelas um manto a cobrir o frio da alma
Que a saudade traz e a Lua empresta
E o brilho das estrelas, apenas para nos beijar
E aquecer nossa alma...

Eu:
Fazendo do céu nossa cama meu bem vire as estrelas...

Ela:
E por uma noite que seja nos aquecer e nos embriagar
Como um doce vinho dos lábios de nosso amor
E nos deixar dormentes a ponto de sentirmos
Em nós um abraço que nunca chega.

Eu:
Mas loucamente sentimos.,,

Ela:
É, e como sentimos...

Eu:
Um no outro...

Ela:
Começando com a Lua e as estrelas
E termina em nossos sonhos
Até quando eu me pergunto
E o duro que eu sei a resposta
Pois então meu amor faça o fluir.

Eu:
Digo ao mar que nós banhem
Assim como as suas mãos
Me procura no vão dos desejos
Levando meu coração a pulsação total.

Eu:
Na rotação louca do meu querer
E as minhas veias se dilatando
Fervendo em mim os seus dedos
Aaahh que amor perfeito e louco.

Na composição deste dueto, tive o prazer de ter a parceria da poetisa Eliene, mais uma entre tantas pessoas magavigoza = maravilhosa que Deus colocou na minha vida, obrigado nina te amo. Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

sábado, 2 de abril de 2011

Te amo

Tenho no peito um coração
Que transborda amor e paixão
Querendo assim ser entregue em suas mãos
Mas cuidado ele não é de papelão.

E eu aqui chorando a minha dor
Querendo somente sentir em mim o amor
Voando nas asas de um explanador
Sentindo nos meus lábios o seu sabor.

Ainda que para longe o vento nos leve
Separando dois sonhos em floco de neve
Mandando para longe os nossos desejo quente
Que eternize o que ainda nós reste.

Minha dor logo se desfalece
Adormecendo como tudo que se esquece
Logo a tempestade passa e o dia reaparece
E o nosso amor novamente se reaquece.

Onde há fogo o amor permanece
Onde há sonho a paixão se enriquece
Onde não existe caricias o corpo padece
Onde não há o brilho da loucura a solidão rejuvenesce.


Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Nusa

Nada mais me faz tão feliz
Que o seu envolvente olhar
Em seu jeito de me conduzir
Sensualmente assim me possuindo.

Uma loucura te ver assim despida
Apenas para roubar o meu desejo
Numa espécie de teste de me deixar louco
Só para ver se eu consigo me adaptar
Ao seu céu ou se me entrego ao meu inferno.

Suo frio em pleno calor
Molhado nas suas caricias
Como um único sonho
Transformando-me em teu.

Ainda que o teu corpo não me sinta
Seu pensamento em algum momento será meu
Unindo desejo com saudade minha
Num só instante de loucura e de solidão.

Joabe Tavares Souza – Joabe o Poeta.

terça-feira, 29 de março de 2011

SURPRESAS DO COTIDIANO

Hoje, como sempre, vivi uma experiência única na universidade. Eu estava na companhia de alguns amigos e colegas de curso conversando sobre alguns textos. Fomos surpreendidos por uma outra colega (que não citarei o nome), de minha própria turma, do curso de Licenciatura Plena em História, que ao meu ver teve uma atitude estranha: ela chegou e cumprimentou meus amigos e só após algum tempo percebeu a minha presença, me saudando com um simples “oi”. Estranhei essa atitude, pois me senti invisível diante dela. Será que a cegueira era só dela? Não sei. Talvez o tempo me dê uma resposta. Peraí! Será que sou eu que preciso de uma resposta? Ou é ela que precisa refletir mais na sua formação acadêmica. Eu reconheço que ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas quando se trata do conhecido, penso eu que não se ignora qualquer indivíduo que seja, por mais invisível que ele pareça...
Vivemos num país onde a educação é a parte da formação do indivíduo. Como aceitar que no ambiente acadêmico tais situações ainda ocorram? Penso ser inaceitável que uma pessoa disposta a se formar como educadora – seja em qual for a área de atuação – seja capaz de agir de tal forma. Como será a atuação desse profissional dentro do “campo de batalha” – e aqui me refiro à sala de aula, onde, atualmente, a inclusão de pessoas portadoras de deficiência física vem sendo cada vez mais forte –. Será que vai continuar com essa cegueira? Não se coloca venda nos olhos quando o outro existe. Segundo Paulo Freire ensinar exige respeito aos saberes dos educandos, e é preciso atentar para isso: no respeitar, no observar, no ver o outro, ainda mais quando se fala em educação. Você tem que ser o exemplo a dar e a ser seguido.
Fico imaginando pessoas como essa em um “campo de batalha” onde a adversidade é visível, palpável e real. Será que desistirá de atuar em sua função? Penso que não, pois precisará. A nossa sociedade é uma sociedade anomalíaca, não no sentido mais cruel da palavra, mas quando se trata do aceitar e conviver com a diferença. É muito mais fácil ignorar do que dar ao diferente o que não se tem pra dar: o respeito e a aceitação.
Não gosto de tocar feridas parcialmente curadas, mas nesse caso as irritações me ferem e não aceito. Talvez a vivência não fosse o suficiente para mostrar que não é tempo de ignorância. Ainda assim, acredito que tudo pode se transformar. Não sei como, mas acredito. Socialmente, precisa-se levar um susto para o despertar. Assim eu convivi, e convivo, até hoje com essa dialética – dicotômico como se vivêssemos no tempo onde tudo parou, onde tudo se padronizou –. É preciso quebrar com essa ideia, desconstruir esse discurso falso e irônico de uma sociedade igualitária e aceitadora. Talvez esse sonho se realize. Para isso é preciso gritar bem alto “eu existo!” e, com isso, tocar a alma daquele que não entendeu seu propósito na inclusão.


Joabe Tavares de Souza - Joabe o Poeta.

domingo, 27 de março de 2011

Ser eu

Ser eu é viver sempre sorrindo feliz
Mesmo morrendo de vontade de chorar
É fazer de mim mesmo o meu heróis
É dizer um não a cada dia a tristeza
Mesmo sabendo de onde ela vem.

Ser eu é acreditar e me entregar ao amor
E ter a certeza que sou capaz de amar
Mesmo sabendo das contradições
Entre o amar, ser e o me sentir amado
Pois é nesta busca que eu me sinto vivo.

Ser eu é insistir em viver
Mesmo tendo as claras
Todas cruéis evidencias
Que vou a qualquer instante
Simplesmente deixar de existir
Mas ainda assim eu quero
Nem se for por mais um minuto viver.

Ser eu é gritar a este mundo
Que tenta sem lógica me excluir
Vendo-me como o “diferente”
Que eu como todos posso ser ”igual”
Que quero fazer parte dele
Escrevendo em suas paginas
Essa minha humilde história.

Ser eu é ver em toda manhã o sol brilhar
E ao longo de cada quente dia
Ir simplesmente me bronzeando
Com a felicidade de me fazer forte
Para enfrentar as tempestades da vida
E sair ileso dos redemoinhos de indiferenças
Que me causam alguns arranhões sem maiores danos.

Ser eu é ser insistente naquilo que eu quero
É perseguir todos os meus sonhos até o final
É confiar que eu posso o meu alvo alcançar
É me dá por inteiro e saber que eu vou vencer
É não deixar que as barreiras me atrapalhem
É consegui ser forte quando querem me vê fraco
Ser eu é sempre dizer sim quando me dizem não
Este é o meu jeito de simplesmente ser eu.



Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

sábado, 26 de março de 2011

Como queres que eu te queira?

Como queres que eu te queira?
Que se tranca no seu mundo
Como se temesse ao viver
Se entregando ao silencio absoluto
Como se quisesse de mim se esconder
Deixando-me aqui um louco obstinado
Por qualquer coisa de você querer saber.

Como queres que eu te sinta?
Se não mais sequer vem me procurar
Se não mais atende aos meus chamados
Se não escuta mais a minha dor
Se não sente mais o meu gritar
Se não mais me der apenas um só sorriso
Se não mais de mim parece necessitar.

Como queres que eu te deseje?
Se me fez mais um estranho na sua vida
Se o meu amor para você pouco significa
Se se entrega a outro alguém que não te sinta
Se ainda assim neste amor você insista
Se por mais que eu tente entender eu não consiga
Se ainda ignora quando meu coração por você grita.

Como queres que eu te queira?
Como queres que eu te sinta?
Como queres que eu te deseje?
Como queres que eu viva?


Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Não há final

O dia nasce e me renova
O brilho do sol me lembra
O seu olhar envolvente
O calor ardente do dia
Parecem suas mãos suadas
Aquecendo meu corpo
Molhando meu prazer
Com as suas caricias.

Saiu de casa procurando
Sua presença nas flores
Do jardim da praça
Onde colorido das pétalas
Preenche o meu vazio
Momentaneamente
No meu desejo nu
Realizo-me com o silencio
Sentindo nos meus os seus lábios.

Ainda ali naquele jardim
Deixo a marca desse amor
Escrevo numa pétala branca
O nosso nome um ao lado do outro
Com a tinta lilás da paixão
Na esperança que você
Reconheça-me quando por ali passar
Numa dessa noite em que me procura
Sob o magnífico e apaixonante luar.

No amar não há final
No amar só há recomeço
No amar não se esquece
No amar se permanece.

Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

quarta-feira, 23 de março de 2011

“MEU PRIMEIRO AMOR”

É o brilho das estrelas no céu.

É a lua redonda e prateada
Cobrindo-me com seu véu.

É os meus olhos derramando mel.

É o meu dedo tocando o céu.

É uma palavra escrita com uma caneta
Com tinta escrita numa folha de papel.

É a noiva no altar toda coberta com o véu.

É o orvalho do sereno cobrindo a relva.

É a chuva que cai da imensidão do céu.



Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

segunda-feira, 21 de março de 2011

“Pagando mico ao coração”

Mais uma vez no meio de tanta solidão
Me pego a pensar não só em mim,
Mas, no que pede o meu coração.

Na realidade ele pede pouco,
Mas para você parece muito.
Pede algo que não posso ter,
Está fora do meu alcance,
Mas, ele insiste em pedir,
Pede somente o seu amor.

Assim como a minha boca pede a sua,
Os meus olhos precisam
Desesperadamente do brilho dos seus.
Assim como o meu corpo pede o calor do seu,
Os meus braços procuram os laços dos teus braços
E o êxito do meu ser só será completo
Com o delírio do teu prazer.

Assim como o céu tem a lua
E as estrelas brilham num só instante,
O sol nasce por traz dos montes
Trazendo consigo o horizonte de uma vida.

Em resposta eu digo
Ao meu inquieto coração,
A minha alma depende
De uma deslumbrante alma
Que não me pertence.

Tenho dentro de mim
Um coração que pede,
Eu busco constantemente,
Mas não tenho obtido resultado algum.

Fora de mim me sinto inútil,
Acabo ficando com ele,
Mas sem ela e pagando
Um eterno mico ao coração.



Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.

sexta-feira, 18 de março de 2011

"EU QUERO"

Quero muito desesperadamente te ver
Preciso a qualquer custo te encontrar
Tenho muito que desejo te falar
Diga-me onde está
Que eu vou te encontrar
Não quero, por favor, não quero
Já estou cansado de sofrer.

Preciso e quero Ter você
Já tentei outros amores,
Mas nenhum e nada
Me fazem te esquecer,
Sofro muito nas noites frias
Não agüento e choro
Por favor me diz onde posso te ver.

Eu sofro muito e quero
De qualquer forma a felicidade
Eu choro e quero muito te dizer
O quanto morro de saudade
Escrevo cartas românticas
Falando apenas de felicidade.

Será que você
Nem se quer por um segundo
Lembra-se de pensar em mim
Ou será que vou viver a vida inteira assim.

Eu estou aqui e preciso te dizer
Que eu te quero porque te amo.


Joabe Tavares de Souza - Joabe o poeta.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sentir

Já chove lá fora
Molhando as folhas
Dando vida as flores
Lavando a poeira do tempo
Sinto a leveza dos brilhos do verde
De forma viva compondo o arco-íris
Em sua meia ciclisidade no céu
Que eu observo daqui da minha janela
Quando ela não estiver fechada
Logo a chuva começa a parar
Sentindo que já cumpriu o seu dever
E no cair da calorosa noite
Sinto que o movimento da vida me chama
Então saiu da inércia deste meu abafado quarto
Com a solidariedade de um gentil amigo
Que me leva até a pracinha a uma quadra de casa
Onde tenho o prazer de no fechar dos meus olhos
Ter a esperança que um encontro venha acontecer
Em meio ao dialogo entre o meu amigo e eu
Um olha que há muito espero assim sentir
No meu se prende arrebatando-me sob os ofuscantes flex.
Dos mais belos paparazos deste universo
Os astros e as mais reluzentes estrelas
Flagrando o exato momento que o nosso amor
Tornam-se magnífico no encontro tridimensional dos olhares
De forma que nos comunicamos nessas trocas
Um entendendo e descobrindo o outro
Ainda que tudo não passe de um sonho instantâneo
Mas que se materializa na nossa forma de sentir.


Joabe Tavares de Souza – Joabe o Poeta.